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IV Fala Servidor

publicado: 29/06/2017 12h03, última modificação: 29/06/2017 12h03

Visando explicar para a comunidade acadêmica o funcionamento de cada setor do campus, o “Fala Servidor” desta semana tem o foco voltado para um departamento de vital importância para o desenvolvimento escolar: o setor Psicossocial. A assistente social Ana Edna Sacramento dos Santos, oito anos de serviços prestados ao IFBA, descreveu um pouco o trabalho desenvolvido e os inúmeros desafios para o futuro.

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Pergunta – Fale um pouco das mudanças ocorridas nesses oito anos de trabalho no IFBA.

 

Ana Edna – A situação mudou muito nesse meio tempo.O carro-chefe do Serviço Social é a política estudantil. Em 2008, houve uma importante mudança na Lei para aumentar o fluxo de caixa do setor. Antes, o dinheiro arrecadado vinha unicamente da receita gerada no próprio campus, através de atestados e históricos escolares. Isso era muito pouco e dava apenas para custear a assistência de nove alunos. A partir de 2010, passamos a receber verbas diretamente do governo Federal, o que foi fundamental para aumentar a cobertura. Hoje, temos mais de 350 alunos inscritos e 320 contemplados com os auxílios criados desde então.

 

Pergunta – Quais são as ações promovidas pelo setor?

 

Ana Edna – Nós trabalhamos basicamente com alunos em situação de vulnerabilidade econômica. As três vertentes principais são: o Programa de Apoio e Assistência ao Estudante (PAAE), que oferece auxílio transporte, auxílio moradia e auxílio alimentação, além de uma bolsa de estudo de meio salário mínimo. Temos a Bolsa Vinculada que concede o benefício através do Projeto de Incentivo à Aprendizagem (PINA). Nesse caso, o estudante dá em contrapartida um período de estágio de até 12 h semanais nos laboratórios e setores administrativos. Temos os Programas Universais voltados para todos os estudantes, trabalhando a educação e diversidade dentro da Instituição e, por último, os Programas Complementares, que são fornecidos a discentes em situação de vulnerabilidade ou por mérito. Nesse caso, o foco é a mobilidade acadêmica, iniciação científica e monitoria.

 

Pergunta – Como é a rotina do setor?

 

Ana Edna – Nossa rotina é muito intensa. A escola aumentou muito o número de alunos e temos que lidar com essa realidade na escola e também em visitas domiciliares, sem mencionar o trabalho comunitário que fazemos no entorno docampus, principalmente na localidade da Cova da Gia. São alunos com problemas socioeconômicos, conflitos familiares, problemas emocionais e uso de drogas.

 

Pergunta – Quais os problemas e desafios enfrentados pelo setor?

 

Ana Edna – Às vezes fico frustrada pois ainda não conseguimos dar conta da demanda dos cerca de 1.000 alunos da escola. Somos uma equipe com apenas dois assistentes sociais e dois psicólogos. A abertura de novos postos de trabalho através de concurso público melhoraria, em muito, o atendimento aos alunos carentes.

 

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