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Dia da Consciência Negra: Uma celebração de resistência e Axé

publicado: 19/11/2020 23h29, última modificação: 20/11/2020 11h02

Por Hélio Rocha

No Dia da Consciência Negra, o IFBA Simões Filho presta uma homenagem a toda a comunidade descendente de matriz africana através da assistente social, Valdeluce Nascimento. Coordenadora da Política de Assistência Estudantil do Campus, ela está na linha de frente para facilitar o acesso ao benefício à parcela dos estudantes mais impactada pela pandemia.

Valdeluce se afirma uma mulher de axé (iniciada no candomblé). Tem um histórico de participação no Movimento de Negro e Movimentos de Mulheres Negras. Aos 14 anos, ingressou na militância através da influência do irmão, e aos 18 já era presidente de uma Associação Comunitária em Pernambués, bairro onde nasceu. “O Movimento Negro me mostrou que era possível cursar uma faculdade e me tornar uma servidora pública, algo que era muito raro na comunidade onde nasci”, conta.

Atualmente, além de coordenar a Política de Assistência Estudantil do Campus, ela é “mãe-solo” de um menino de seis anos. Valdeluce também faz parte da direção de uma associação religiosa de matriz africana que desenvolve um trabalho voltado para o combate a intolerância religiosa e fortalecimento comunitário.

Conhecendo a realidade de muitos estudantes, ela ressalta a decisão conjunta da Comissão Gestora da Assistência Estudantil do Campus de organizar o processo seletivo dos auxílios emergenciais de maneira mais simplificada possível, sem deixar de cumprir o exigido legalmente. “Esta é uma das únicas rendas para muitas famílias, por isso, é preciso possibilitar o acesso ao benefício, que não só permite ao jovem continuar seus estudos mas, principalmente, minimizar o cenário de tantas vulnerabilidades a que essas famílias estão expostas em função do racismo desse pais”, disse.