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A coragem de se reinventar

publicado: 07/12/2020 08h18, última modificação: 07/12/2020 09h01

Por Hélio Rocha

Um exemplo de reinvenção pessoal. Assim pode ser definida a história do professor Ricardo Maciel, do IFBA Simões Filho. Aos 61 anos, ele se prepara para defender sua tese de doutorado em Engenharia Mecânica na Universidade de Lisboa, uma das mais conceituadas da Europa. O mais impressionante é que ele só se tornou professor em 2010, quando estava perto de se aposentar de uma bem-sucedida carreira como engenheiro.

 

Em 2016, quando finalmente chegou a aposentadoria – momento da vida em que a maioria está de olho no sossego –, Ricardo tomou uma decisão de muita coragem: investiu no programa de doutorado da Universidade portuguesa. Foram quatro anos sem bolsa de estudos, lutando contra adversidades. “Eu não falo muito inglês, e, como quase todos os trabalhos acadêmicos eram produzidos no idioma, tive que me virar”.

 

Ricardo conta que chamava mesmo a atenção, e que muitos até duvidaram de que ele conseguiria ser aprovado. “A maioria dos colegas tem metade da minha idade, e os orientadores me confessaram que foi uma grata surpresa meu desempenho”, conta. O esforço deu resultado, e a tese de doutorado deve ser defendida ainda este ano: “Desenvolvimento de Juntas Inteligentes sobrepostas e em T soldadas por Fricção Linear Híbrida para aplicação na Indústria Aeronáutica”.

 

Ele tem consciência de que sua história vai muito além da conquista acadêmica. “É importante que as pessoas não se acomodem, principalmente os professores. Não existe limite de idade para estudar, aprender e crescer profissionalmente. Basta ter coragem e ser determinado”, concluiu.