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Agricultores Familiares de Mairi Visitam Campus de Simões Filho

publicado: 29/06/2017 12h03, última modificação: 29/06/2017 12h03

Agricultores membros da Associação Comunitária de Uruçu – povoado do município de Mairi (Semiárido baiano) – estiveram no IFBA Simões Filho para uma visita aos laboratórios e instalações do Campus. Eles vieram conhecer melhor a pesquisa: “Licuri – uma nova abordagem”, desenvolvida pelo diretor e professor Rúi Mota com alunos do curso de mecânica industrial. O trabalho estuda formas alternativas de utilização dos resíduos do Licuri, palmeira nativa do semiárido baiano.

O licuri, também conhecido como “coquinho” e ”ouricuri”, é um fruto oleaginoso que tem a amêndoa muito consumida, quer seja innatura quer seja de formas mais elaboradas, como barra de cereais, bolos, cocadas, licor, leite, óleo, etc. Além disso, a planta é muito utilizada no artesanato convencional, produzindo artigos como bolsas, anéis e brincos. “O que pesquisamos visa a utilização do exocarpo (casca dura) da planta – moído ou fragmentado – para fabricação de peças estruturais como engrenagens, calços, polias e até chassis de robôs didáticos”, explicou o professor Rúi.

 

O Licuri tem tanto potencial que pode também produzir telhas e tijolos ecológicos, assim como peças decorativas (eco design), ampliando assim a cadeia produtiva do vegetal e oferecendo mais oportunidades para agregar renda ao pequeno agricultor. “O projeto também tem como meta desenvolver a tecnologia para usar os resíduos considerados praticamente sem serventia deste fruto para fabricação de telhas e tijolos que podem baratear a construção de casas populares e diminuir a incidência da doença de chagas no nordeste”, disse.

 

O intercâmbio entre a Associação e o IFBA teve início em 2015, quando o diretor do Campus Simões Filho, professor Rúi Mota, esteve duas vezes na cidade como palestrante. A Associação Comunitária de Uruçu representa cerca de 30 famílias do povoado, que vivem basicamente da agricultura de subsistência, produzindo feijão, milho, mamona, mandioca, frutas tropicais e licuri.

 

O Licuri está se tornando uma força emergente no desenvolvimento econômico da comunidade. Só na Bahia, mais de 80 mil famílias vivem desta cultura, como explica o agente comunitário de Saúde do Município de Mairi, Antônio Silva Pereira, que participou da visita. “Estamos aproveitando bastante a oportunidade para conhecer outras formas de beneficiamento do Licuri, o que pode trazer mais oportunidades e elevar o padrão de vida das famílias da região”, concluiu.

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