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Evento on-line organizado por estudantes e egressos do campus Santo Amaro leva música e poesia para mais de 3.000 pessoas

publicado: 18/11/2020 18h47, última modificação: 18/11/2020 18h52
Colaboradores: Ticiano Lima

Uffffa, deu certo! O IV Diálogos lítero-musicais on-line foi um sucesso!!! Comemoramos sem nenhuma modéstia, pois reconhecemos o esforço que marcou o trabalho de todos envolvidos para conceber e executar o evento. Para tudo dar certo, conseguimos reunir uma equipe de 30 pessoas que integram o projeto de extensão e pesquisa Oxe: literatura baiana contemporânea (campus Santo Amaro) e a Sociedade lítero-musical Minerva Cachoeirana, em plana pandemia para, durante 3 meses organizar o evento. Se ficássemos apenas nas reuniões da equipe, já teríamos o mérito de unir tanta gente em torno da divulgação de literatura e música em tempos tão desafiadores como os que vivemos ao longo destes últimos 8 meses. Mas ultrapassamos os limites de nossos espaços digitais e chegamos acerca de 3.000 pessoas que, nos respectivos espaços de casa e trabalho partilharam com familiares e amigos as discussões e vibrações das mesas, oficinas, performances propostas durante os cinco dias do IV Diálogos.

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No primeiro dia, 27 de outubro, abrimos com uma mesa sobre o evento e as instituições, a Minerva e o IFBA – campus Santo Amaro com destaque para o projeto Oxe: literatura baiana contemporânea, seguida de uma palestra do Maestro Clarício Marques sobre o ensino de música em filarmônicas do Recôncavo, sinalizando a atuação na Minerva Cachoeirana, cujos músicos, cada um em sua casa, executaram o “Dobrado da saudade”, gravado-o em áudio e vídeo para gerar uma projeção mapeada que recobriu o prédio centenário da Minerva. Entre os dias 28 e 30 de outubro, o evento manteve a programação com oficinas, contação de histórias, mesas temáticas, performances e encerrou, dia 31, com uma oficina e extensa sequência de apresentações artísticas.

No segundo dia, 28 de outubro, foram iniciadas as atividades formativas e tivemos o grande privilégio de contar com o mestre e músico Nei Pontão para a oficina Musicalidade na capoeira, durante a manhã. Pela tarde, tivemos a presença marcante da queridíssima Rosana Paulo que nos encantou com o universo fabular, fazendo adultos e crianças mergulharam nas eternas histórias contadas por nossas avós, mães, tias. Durante a noite, recebemos dois importante formadores de jovens na Bahia, Letieres Leite, responsável pela orquestra Rumpilezz e Robert Alexandre, coordenador do Coral Juventude Arte do Recôncavo – CJAR. Finalizamos nossa programação com a poesia de Heloísa Lima e a melodiosa voz de Mel Mascarenhas.

Em 29 de outubro, contando com as brilhantes intervenções de Beatriz Santana e Thailane Paixão, a coordenadora do projeto OXE, Gal Meirelles, ministrou a oficina Literatura, música e cabelos enquanto à tarde, Jamile Menezes, da Casa de Barro, conduziu lindamente mais uma contação de história, aquecendo corações com o sabor da infância. Naquela noite, contamos com Tiganá Santana e Mônica Millet, vozes eloquentes do cenário artístico afro-brasileiro para discutir os respectivos processos criativos em torno de Palavra,  canto e ritos na Bahia. Fechamos o dia com a mesa performática Com a palavra, Nordeste que reuniu nomes nacionais do cordel Salete Maria, Denilsson Palumbo, Elton Magalhães e Zé Walter Pires, que marcaram, com vozes uníssonas, o vigor da literatura de cordel no evento.

A programação do penúltimo dia, 30 de outubro, foi enriquecida pelas colaborações de velhos e novos parceiros do projeto Oxe. Pela manhã, na oficina De que lugar sagrado você veio?, a sensibilidade de Maria Eugênia Millet invadiu as almas dos participantes, provocando emoções e recriando memórias. E a tarde foi comandada pela galeroxe Lívia Eduarda, Ana Clara e Gabriel que contaram, criaram e divertiram crianças e adultos que interagiram a partir do livro Pássaro do sol, de Myriam Fraga. A noite ficou marcada pela presença de duas grandes referências da Produção independente lítero-musical no Estado, Mc Jayne e Sued Nunes que, nas respectivas vozes e interlocuções, apresentaram seus trabalhos e discutiram as superações para criar e chegar ao público. Para fechar a noite, recebemos a parceira Beatriz Santana que emocionou com a performance E agora, pretinha?, a musicista Riane Mascarenhas que trouxe canções autorais e interpretou clássicos da Bahia e ainda a performance Bilhete em Papel de Arroz, de mulher para mulher, de Ana Luísa Barral, que traduziu, com sensibilidade e firmeza, unindo poética e música os anseios femininos que invadiu as telas do público.

Em 31 de outubro, começamos o dia mergulhando no universo da leitura e da teoria literária, para isto, contamos com a colaboração do poeta e professor Cleberton Santos para essa travessia. Para encerrar, tivemos uma noite regada a palavras e sons, o grito da alegria do Recôncavo emocionou quem se aconchegou no sofá para assistir o vídeo-poema “As águas que criam histórias”, de Rodrigo Carvalho; contamos ainda com a atriz Eva Cruz, que trouxe os encantos das águas para nossa telinha, na performance TransforMAR. Tivemos a honra de ouvir a baianidade pela voz de Amapagu e prestigiar os versos soltos e cativantes de Alex Simões, Maribe e Jorge Lampa. Fechamos o evento com muito samba para o que tivemos a participação do músico, pesquisador e professor argentino Nicolás Muntaabski e do tradicional grupo de samba Esmola Cantada, que sob a direção do maestro Clarício, fez o público esquecer a pandemia, afastar as cadeiras e cair no samba.

Para quem esteve conosco, vale rever as atividades, quem não pode acompanhar, vale se inscrever no nosso canal e prestigiar a potência da juventude na Bahia.

Confira as imagens na galeria de fotos do campus AQUI.

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