Você está aqui: Página Inicial > Campus Santo Amaro > Notícias-2025 > Estudantes do Curso de Segurança do Trabalho do IFBA marcaram presença em Seminário de (Re)Aproveitamento de Resíduos Sólidos Produzidos na Mariscagem no Vale do Iguape
conteúdo

Estudantes do Curso de Segurança do Trabalho do IFBA marcaram presença em Seminário de (Re)Aproveitamento de Resíduos Sólidos Produzidos na Mariscagem no Vale do Iguape

publicado: 16/01/2026 02h29, última modificação: 16/01/2026 02h29
Colaboradores: Ticiano Lima

06 - Seminário (re) aproveitamento de resíduos sólidos produzidos na mariscagem

No dia 5 de dezembro de 2025, estudantes do curso de Educação de Jovens e Adultos (EJA) em Segurança do Trabalho do IFBA – Campus Santo Amaro participaram ativamente do Seminário de (Re)Aproveitamento de Resíduos Sólidos Produzidos na Mariscagem: Alternativas de Cuidado com o Meio Ambiente e Ampliação de Renda. O evento, realizado das 8h30 às 16h, ocorreu na sede da Associação Comunitária de Santiago do Iguape (ACASI), no município de Cachoeira, e foi promovido pela Associação de Mulheres Quilombolas e Marisqueiras do Vale do Iguape.

Representando o IFBA estiveram as estudantes bolsistas de iniciação científica Jaqueline Reis de Oliveira e Reigiane dos Santos Silva Reis, acompanhadas do professor orientador Lúcio Veimrober Júnior, docente do curso de Segurança do Trabalho.

Pesquisa, território e saberes tradicionais

A participação das estudantes está alinhada às pesquisas que ambas desenvolvem por meio de bolsas PIBIC.

5 - Seminário (re) aproveitamento de resíduos sólidos produzidos na mariscagem

Jaqueline é bolsista do projeto “Cultivo de hortaliças utilizando resíduo de mariscagem”, contemplado pelo Edital nº 10/2025/PRPGI — Ações Afirmativas do Programa Institucional de Iniciação Científica (PIBIC-EM-AF). Para ela, o seminário ampliou horizontes e reforçou a importância do tema em sua trajetória acadêmica:

“Foi muito enriquecedor. Recebi muitas informações e reflexões que me fazem pensar em tanta coisa que ainda podemos construir nessa temática.”

Já Reigiane integra o projeto “Crescimento de mudas de dendezeiro (Elaeis guineensis Jacq.) com uso de efluente doméstico tratado”, financiado pelo Edital nº 07/2025/PRPGI/IFBA, referente ao PIBIC-EM/CNPq. Ela destacou a força das mulheres quilombolas e marisqueiras e o valor dos conhecimentos compartilhados:

“Foi uma experiência extremamente enriquecedora, especialmente por ter sido realizada por mulheres quilombolas e marisqueiras. Elas trouxeram contribuições valiosas que levaremos para vida.”

Programação voltada ao diálogo entre ciência e tradição

O evento reuniu marisqueiras do Vale do Iguape, pesquisadores, professores, estudantes e agentes ambientais. A programação combinou ciência, práticas tradicionais e tecnologias sociais.

Entre as falas, destacou-se a apresentação de Jeferson Pascoal, professor de Geografia, cientista ambiental, mestrando, quilombola, pescador e filho de marisqueiras. Ele abordou os saberes tradicionais da mariscagem e o papel das mulheres na construção histórica e social da comunidade de Santiago do Iguape.

A professora Gabriela Lúcia Pinheiro, do CETEC/UFRB, apresentou possibilidades reais de uso dos resíduos da mariscagem para geração de renda, ampliando o debate sobre sustentabilidade e economia circular.

Houve ainda a contribuição de Maria Candeias, instrutora do Senar e mobilizadora social, que compartilhou experiências práticas de beneficiamento e higienização dos resíduos, e da analista ambiental Rafaela Farias, chefe da Reserva Extrativista Marinha da Baía do Iguape (ICMBio), que discutiu os impactos ambientais do descarte inadequado na RESEX.

O evento também promoveu oficinas de tecnologias sociais voltadas às próprias marisqueiras, fortalecendo autonomia e protagonismo feminino no território.

Uma experiência de aprendizagem e reconhecimento

02 - Seminário (re) aproveitamento de resíduos sólidos produzidos na mariscagem

O professor Lúcio Veimrober Júnior, que acompanhou as estudantes, destacou a potência da mobilização comunitária das mulheres do Vale do Iguape:

“Fiquei perplexo com o nível de organização e mobilização das mulheres quilombolas e marisqueiras. São mulheres de muita vitalidade, união e desejo de crescer coletivamente. O trabalho delas é incrível e tem muito a nos ensinar.”

Ele destacou, com entusiasmo especial, a liderança e sensibilidade das falas de Dona Olgalice, coordenadora da Associação de Mulheres Quilombolas e Marisqueiras do Vale do Iguape, referência na luta pelo reconhecimento do território e da cultura local."

Confira AQUI as fotos do Seminário.

registrado em: