Revista Artífices conquista Qualis B1 e reforça excelência na produção científica em humanidades
"Eu creio que a inclusão das entrevistas com especialistas nos temas dos dossiês foi um passo muito importante para também alcançar um público em formação e não acadêmico, ampliando o acesso ao conhecimento".
Wagner Vinhas
A revista acadêmica Artífices, voltada para a área de humanidades e produzida pelo campus Salvador do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), celebra um marco histórico em sua trajetória editorial. O periódico avançou da classificação B4 para B1 no sistema Qualis, consolidando-se como uma publicação de excelência no cenário científico brasileiro.
Mantido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC), o sistema Qualis avalia periódicos científicos de todo o país. A classificação considera critérios como a catalogação dos artigos em repositórios com visibilidade e credibilidade, impacto acadêmico, qualidade editorial, regularidade das publicações e rigor no processo de avaliação por especialistas da mesma área como garantia de qualidade e integridade antes da publicação. O estrato B1 é reconhecido como um patamar de excelência, especialmente competitivo nas áreas das humanidades.
Criada como iniciativa do Núcleo de Ensino, Pesquisa e Extensão em Humanidades (NEPEH), vinculado ao campus Salvador, e publicada pela Editora do IFBA (EDIFBA), a Artífices nasceu com a missão de fortalecer o debate crítico-científico nas áreas da educação, trabalho, tecnologia, ciência e cultura. “A revista Artífices, desde a sua criação, procura estimular o debate de temas relevantes ao Brasil e, por sua vez, ampliar o que sabemos sobre as questões que ocupam a sociedade brasileira. Além disso, estamos felizes com o crescente número de artigos em que o estado da Bahia ocupa o centro desse debate”, disse o editor-chefe da revista e pesquisador do campus Salvador, Wagner Vinhas.
Para 2026, Wagner adianta que a equipe já planeja a publicação de um volume especial dedicado ao uso da Inteligência Artificial, para refletir sobre suas implicações éticas, pedagógicas, econômicas e sociais — tema urgente e transversal às diferentes áreas do conhecimento.
A revista publicou seu sexto volume no final de 2025, consolidando seis anos de atuação contínua. “Ao longo desses anos foram feitos ajustes no website e nos métodos de captação e avaliação dos artigos. Eu creio que a inclusão das entrevistas com especialistas nos temas dos dossiês foi um passo muito importante para também alcançar um público em formação e não acadêmico, ampliando o acesso ao conhecimento. Eu acredito que um aspecto muito importante na trajetória da revista foi a forma como ela evoluiu ao longo deste tempo e as mudanças que ajudaram a melhorar a apresentação das informações e a confiabilidade em nosso trabalho. Em uma única frase: uma revista acadêmica não nasce pronta e, por isso, precisa evoluir", analisa o pesquisador.
Vinhas acredita que as revistas acadêmicas contribuem na apresentação parcial de uma pesquisa em andamento e na divulgação dos resultados da pesquisa. "Em particular, as revistas interdisciplinares buscam apresentar diferentes pontos de vista para uma mesma problemática e contribuem para ampliar a forma como pensamos as questões que afligem o mundo contemporâneo. A revista Artífices publica artigos baseados nas diversas perspectivas das humanidades, sejam elas de cunho filosófico, histórico, geográfico ou das ciências sociais e aplicadas".
A Artífices também se consolida como espaço estratégico para que os Institutos Federais possam revisitar o passado, refletir sobre o presente e projetar o futuro institucional, informa Wagner. "Por essa razão, estimulamos os campi de todos os estados brasileiros a apresentarem trabalhos em nossa revista", complementa.
Os volumes são publicados anualmente, com submissões em duas modalidades: fluxo contínuo e edital temático (dossiê). O periódico publica trabalhos inéditos e materiais de apoio didático, buscando articular ensino, pesquisa e extensão e reafirmando o compromisso social da educação pública. A mais recente edição já está disponível ao público na página da publicação.
