Dois anos de gestão: refletir, celebrar e planejar o futuro institucional
A artista e ativista pela paz Yoko Ono escreveu em 1970 que um sonho sonhado sozinho é apenas um sonho; mas, quando compartilhado, transforma-se em realidade. É na construção coletiva desses sonhos que encontramos caminhos para equilibrar emoções, alinhar expectativas e atribuir sentido ao que é comum a todos/as.
Foi a partir desse espírito de colaboração que um grupo de servidoras — docentes e técnicas-administrativas — deu início a uma trajetória que conquistou a confiança e o apoio da comunidade acadêmica do campus Salvador do Instituto Federal da Bahia (IFBA) para liderar a unidade. Essa experiência completou dois anos à frente da gestão institucional, marcada pelo compromisso com valores femininos, pelo diálogo e pela busca de uma administração mais sensível, participativa e humanizada.

Com o objetivo de apresentar um balanço e prestar contas à comunidade acadêmica sobre esse período de gestão, a diretora-geral Luanda Kívia Rodrigues concedeu uma entrevista à Divisão de Comunicação, abordando temas como assistência estudantil, infraestrutura, pesquisa, extensão, orçamento e gestão de pessoas. Em meio a uma agenda bastante intensa, com compromissos que estão se estendendo até depois das 22h diariamente, a gestora, ainda assim, encontrou, no horário de seu almoço, o espaço para esse diálogo.
“Eu gostaria que a gestão fosse lembrada como uma gestão de resultados e acolhimento. Queremos entregar obras, melhorar a assistência estudantil, reformular cursos, mas também queremos uma comunidade feliz, que se sinta pertencente. Eu me sinto feliz de vir para o campus todos os dias e gostaria que todos/as tivessem esse sentimento. Chegar com sorriso e sair cansado/a, mas com sorriso também.”
Luanda Kívia
Diretora-geral do campus Salvador
Ao avaliar o período, Luanda destaca um saldo positivo, sobretudo pela capacidade da equipe em se adaptar e superar os desafios enfrentados. “Apesar das dificuldades orçamentárias, a gente vem conseguindo fazer entregas importantes”, afirmou. Segundo ela, a vivência na gestão proporciona uma compreensão mais profunda das demandas institucionais, muitas vezes não evidentes durante processos eleitorais. “Quando a gente entra na gestão, passa a ver a real situação das dificuldades”, pontuou.
Entre os avanços, a diretora ressalta o fortalecimento da assistência estudantil, considerada uma das áreas mais sensíveis do campus. Ao longo desses dois anos, foi possível garantir a continuidade do atendimento aos/às estudantes por meio de estratégias internas e da captação de recursos externos, incluindo emendas parlamentares. Destaca-se ainda a ampliação do suporte a estudantes com deficiência e neurodivergências, com o fortalecimento das ações da Coordenação de Atendimento às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (Capne). Luanda lembra que o campus Salvador complementa o orçamento dos contratos dos/as intérpretes de Libras e Braile.
No campo acadêmico, ela destaca que a gestão tem incentivado a participação discente em atividades de pesquisa e extensão, por meio da publicação de editais internos e da divulgação de oportunidades externas. Para a diretora, essas iniciativas são fundamentais para a permanência e o êxito estudantil. Ao mesmo tempo, ela reconhece desafios estruturais, especialmente no que diz respeito à reformulação dos currículos e à melhoria das condições para aulas práticas. “A qualidade da formação acadêmica também passa pela atualização dos PPCs e pela infraestrutura dos laboratórios”, explicou.
Na área de pesquisa e extensão, Luanda lembra que houve avanços no fomento institucional, com apoio à participação de servidores em eventos científicos, realização de seminários periódicos e publicação dos anais do Congresso de Pesquisa e Extensão. Também foram mantidas bolsas de iniciação científica com recursos próprios do campus.
Em relação à infraestrutura, a diretora cita diversas intervenções realizadas, como a conclusão do muro de arrimo, reformas em blocos, reestruturação de espaços e o início das obras para instalação de elevadores nos blocos P e E — uma demanda histórica da unidade. Também foram promovidas melhorias em laboratórios, áreas de convivência e setores administrativos, muitas delas viabilizadas por meio da captação de recursos externos e da reorganização interna.
Para os próximos anos, a gestão estabelece como prioridades a construção do refeitório estudantil, a implementação de um projeto de combate a incêndio, a reforma elétrica de blocos e a criação de novos espaços colaborativos para coworking e salas de aula no térreo, além da cobertura de quadras esportivas. Tais iniciativas são consideradas estratégicas tanto para a melhoria das condições de ensino quanto para a segurança e permanência dos estudantes.
Outro destaque do período foi a criação do Programa Institucional de Saúde e Bem-Estar (PISB), voltado a estudantes, servidores/as e trabalhadores/as terceirizados/as. A iniciativa reúne ações como atendimento psicológico, práticas de atividade física, acompanhamento nutricional e eventos de promoção à saúde, sendo financiada majoritariamente por meio de parcerias e captação externa.
A ampliação dos canais de diálogo com a comunidade acadêmica também se consolidou como uma diretriz da gestão. Ela pontua que foram instituídos espaços de escuta, como reuniões ampliadas, encontros com departamentos e o “Café com a Direção Geral”, além do fortalecimento de ferramentas digitais de comunicação.
Luanda recorda também a criação de instruções normativas para o campus ao longo de 2025 e 2026. Entre os principais documentos, destaca-se a Instrução Normativa nº 01, de 05 de maio de 2025, que disciplina os prazos e procedimentos para análise, assinatura e publicação de documentos institucionais pela Direção Geral, garantindo maior eficiência e celeridade nos trâmites internos. Depois veio a Instrução Normativa DG-IFBA nº 02/2025, de 26 de novembro de 2025, que estabelece os procedimentos para a instrução dos processos de progressão docente. Já no campo acadêmico, as Atividades Curriculares de Extensão (ACEX) passaram a contar com fluxos operacionais definidos pelas Instruções Normativas DIREC/DE nº 01/2025 e nº 179/2025, ambas voltadas à organização e integração da extensão nos cursos superiores, reforçando o compromisso institucional com a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.
"Somos uma instituição centenária, mas a falta de fluxos e procedimentos gera instabilidade administrativa e jurídica quando os procedimentos são adotados de forma desalinhada e a critério do olhar e cada gestão. Com as INs, além da segurança, essa padronização permite a transparência dos fluxos e prazos", comenta a gestora.
Para a diretora, a experiência acumulada ao longo desses dois anos representa um dos principais resultados da gestão. “O aprendizado na condução do Campus Salvador é, sem dúvida, o maior saldo até aqui”, afirmou.
A perspectiva para os próximos anos, conclui Luanda, é consolidar uma gestão pautada em resultados, sem abrir mão do acolhimento e do fortalecimento do sentimento de pertencimento da comunidade acadêmica — entendendo que é no encontro entre estrutura e sensibilidade que se constrói uma instituição mais justa, humana e transformadora.

CONTEÚDO DA ENTREVISTA
Luanda Kívia Rodrigues
Diretora-geral


"Nesses dois anos de gestão, apesar das dificuldades orçamentárias, estamos conseguindo fazer entregas importantes. É uma superação da gestão e um aprendizado muito grande sobre a instituição, a estrutura e o que é importante para nós. Tem coisas que a gente só conhece quando entra na gestão. Há informações que não são divulgadas antes, de forma clara, para a comunidade. Quando a gente participa do processo eleitoral tem uma ideia das demandas do campus sem ter acesso a essas informações. É um olhar de fora. Quando entramos na gestão, vemos a real situação e suas dificuldades".

"O balanço é positivo porque, apesar de todas as dificuldades de falta de pessoal e de orçamento, conseguimos fazer entregas importantes para o nosso campus Salvador. Não só as obras, mas entregas, como a questão da assistência estudantil, que é uma pauta muito sensível. Já estava no nosso plano de gestão. Eu sou fruto da assistência estudantil, das políticas de acesso e de permanência. No ano passado, conseguimos concluir os pagamentos da lista da assistência estudantil utilizando estratégias de gestão e também captação de recursos financeiros via emenda parlamentar. É um saldo muito positivo e importante que temos que comemorar.
Tivemos muitos desafios, sim. Orçamento e pessoal estão entre esses desafios. A gente vem lutando com a Reitoria para complementar os códigos de vaga dos nossos/as servidores/as. Quando temos um quadro deficiente na quantidade em relação ao tamanho do campus, nossos/as colegas ficam muitas vezes sobrecarregados/as com o acúmulo de atribuições.
Nossa gestão tem como meta cuidar da qualidade de vida, da saúde e do bem-estar. O que mais queremos é que os/as servidores/as sintam-se bem durante a jornada de trabalho. Mas, quando chegamos na gestão, encontramos limitadores que vão além da nossa alçada. Eu adoraria que a gente tivesse com 200 técnicos/as administrativos/as, orçamento favorável para entregar tudo que o campus necessita, incluindo a reforma de todos os laboratórios, mas não temos esse orçamento, não temos a quantidade de pessoas que desejamos.
Existe também uma burocracia institucional que, às vezes, dificulta bastante a realização de muitos dos nossos sonhos. Mas esses desafios, pelo menos para nós da atual gestão, estão servindo como uma verdadeira mola propulsora para corrermos atrás com muita vontade dos resultados que a nossa comunidade merece. Jamais nos acomodaremos."

Acho que o maior aprendizado é alcançar esse olhar sistêmico sobre as questões da nossa comunidade. Às vezes, se pensa só o ensino, mas a instituição é de ensino, pesquisa , extensão e gestão. Eu não posso olhar apenas para uma única área e de forma isolada, pois uma ação impacta em outra.
"São tantos os aprendizados nesse período! O próprio processo de captação de recursos, um olhar detalhado para a nossa gestão e para os esforços realizados por cada integrante da nossa equipe de gestão têm sido aprendizados. A própria mola propulsora fez a gente correr atrás de soluções criativas e fomos aprendendo bastante nesse processo. E esse é um grande aprendizado, o processo de fazer gestão para cuidar das necessidades coletivas.
Quando chegamos na Diretoria Geral, percebemos que o planejamento montado na campanha eleitoral deve ser adaptado para a realidade desses desafios de orçamento e de pessoal. Esse processo gera um aprendizado constante. Nós somos servidores/as de uma instituição pública, nos colocamos em cargos de gestão e, muitas vezes, não houve essa formação em gestão. Somos professores/as, somos técnicos/as administrativos/as de áreas como pedagogia, engenharia... Eu, por exemplo, sou engenheira mecânica de formação. Não tive na minha formação acadêmica nenhum conteúdo sobre gestão. Mesmo assim, hoje, com a confiança da nossa comunidade, estou fazendo a gestão do maior e mais antigo campus do IFBA.
Acho que o maior aprendizado é alcançar esse olhar sistêmico sobre as questões da nossa comunidade. Às vezes, se pensa só o ensino, mas a instituição é de ensino, pesquisa , extensão e gestão. Eu não posso olhar apenas para uma única área e de forma isolada, pois uma ação impacta em outra".

"Essa experiência que já foi adquirida ao longo de dois anos é fundamental para seguir a caminhada nos próximos anos. Essa curva de aprendizados só vai aumentando. Mas, com certeza, hoje, nesses dois anos, a aprendizagem de gestão do campus Salvador é o melhor saldo, o maior benefício, o melhor balanço".

Nossos/as alunos/as do técnico integrado têm atualmente aulas em três ou quatro dias durante manhã e tarde. Eles/as acabam não tendo tempo para se dedicarem aos estudos fora das aulas e isso é um fator de desânimo e cansaço. Então, reformular os PPCs é uma prioridade nossa para dialogar com os colegiados de cursos e departamentos e avançar para que os nossos/as estudantes continuem alcançando os altos índices de aprendizado que sempre alcançaram em nossa história centenária. Cada estudante que recebe um diploma ou um certificado nosso é uma semente de esperança para o mundo. Eles/as são a nossa esperança para um futuro melhor.
"Para analisar os avanços em relação à formação acadêmica dos/as estudantes, a permanência e o êxito, temos que olhar no curto, médio e longo prazos. Nesses dois anos, que é em curto prazo, conseguimos fortalecer a assistência estudantil. Mesmo com a crise orçamentária que enfrentamos, conseguimos no ano passado as emendas parlamentares que nos ajudaram a honrar a lista da assistência estudantil. Conseguimos também fortalecer a Capne, que faz um trabalho de apoio e inclusão do nosso público de pessoas com deficiência, transtorno do espectro autista e mais algumas neurodivergências. Garantimos um espaço para esse trabalho, apoiamos intérpretes de Libras e cuidadores/as.
Nesse período também tivemos a divulgação de editais de projetos de pesquisa e extensão. Fizemos editais internos. Cada edital publicado significa que teremos um/a estudante do nosso campus participando de um projeto de pesquisa ou de extensão. Essa experiência vai contribuir com a formação dele/a. E se tiver bolsa, melhor ainda pois vai fortalecer a permanência com esse recurso financeiro mensal.
No médio e longo prazos, a formação acadêmica dos/as estudantes passa por dois pilares: reforma de currículo e reforma de laboratórios para as aulas práticas.
Precisamos avançar nessas duas reformas, principalmente a dos PPCs (projetos pedagógicos de cursos), que não é uma ação só da gestão. É uma ação compartilhada com os departamentos e as coordenações dos cursos. Já iniciamos esse trabalho.
Precisamos avançar e adaptar o currículo para os/as nossos/as estudantes porque a evasão tem crescido. Nossos/as alunos/as do técnico integrado têm atualmente aulas em três ou quatro dias durante manhã e tarde. Eles/as acabam não tendo tempo para se dedicarem aos estudos fora das aulas e isso é um fator de desânimo e cansaço. Então, reformular os PPCs é uma prioridade nossa para dialogar com os colegiados de cursos e departamentos e avançar para que os nossos/as estudantes continuem alcançando os altos índices de aprendizado que sempre alcançaram em nossa história centenária. Cada estudante que recebe um diploma ou um certificado nosso é uma semente de esperança para o mundo. Eles/as são a nossa esperança para um futuro melhor.
"Temos incentivado a pesquisa e a produção científica a partir dos editais que temos fomentado e divulgado aqui no campus, inclusive numa participação multi-institucional. Todos os editais FINEPs que temos feito divulgamos para nossos grupos de pesquisa e professores/as, criando o grupo de trabalho e participando junto com eles/as.
Na área de extensão, temos incentivado também com editais. Lançamos no ano passado o primeiro edital de viagens de apresentação de trabalhos para os/as servidores/as do campus Salvador, garantindo apoio financeiro para essas viagens acadêmicas. Temos realizado também mensalmente os seminários de pesquisa para auxiliar na divulgação científica em nossa comunidade do Campus Salvador.
Publicamos também os anais do Congresso de Pesquisa e Extensão. Esse é um congresso que começou na gestão anterior, do professor Ives Lima. Nessa época eu estava à frente da diretoria de extensão quando idealizamos esse evento. Agora conseguimos também disponibilizar os anais do nosso Congresso e isso gera publicação para os/as nossos/as professores/as pesquisadores/as e extensionistas. Temos também os boletins informativos da DPGI e da Direc (Diretoria de Extensão e Relações Comunitárias) que divulgam as ações de pesquisa e extensão do campus Salvador para que nossa comunidade conheça e consiga aproveitar todas as oportunidades nessas áreas".

"Existem bolsas PIBIC (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica), que são bolsas de iniciação científica fomentadas por editais externos. Nós divulgamos elas mas temos também as bolsas de iniciação científica que são pagas pelo orçamento do próprio campus Salvador. Financiamos hoje cerca de 12 a 14 bolsas de pesquisa com nosso orçamento. Historicamente, esse valor vinha da assistência estudantil mas nós assumimos no orçamento para abrir mais espaço para a assistência estudantil".
"Conseguimos nesses dois anos, primeiro, finalizar a obra do muro de arrimo, que tinha iniciado na gestão anterior, do professor Ives. Essa obra tem a ver com a segurança do campus. Também tivemos a reforma da platibanda do bloco O e do bloco A que estava com uma estrutura precária e com risco de cair. Fizemos esse investimento também com o orçamento do campus.
Conseguimos iniciar as obras dos elevadores no bloco P e no bloco E que vão finalizar até o final do próximo semestre. Fizemos a reforma da Sala de Convivência dos/as servidores e servidoras, reformamos o banheiro, organizamos, pintamos, deixamos o espaço mais acolhedor, implantamos o reconhecimento facial também. Reformamos o telhado do Ginásio, que estava em uma situação crítica. Conseguimos fazer essa reforma com captação de recurso externo a partir de contrapartida. Realizamos a reforma do laboratório, da Oficina de Transformação, um projeto de pesquisa e extensão importante aqui do campus, que tem também captado muitos recursos financeiros.
Fizemos uma adaptação de uma sala de aula para receber o laboratório de climatização que um professor nosso conseguiu via doação de uma empresa. Equipamos o laboratório sem custos para o campus. O nosso custo, nosso investimento, foi somente a reforma e a adaptação da sala para poder receber esses equipamentos doados com tomadas, aparelhos de climatização, tudo pronto. Uma importante conquista para a nossa comunidade".
"Fizemos uma organização que não envolve necessariamente reforma mas reorganização de espaços. Estamos hoje em um processo de teletrabalho, de PGD (Programa de Gestão e Desempenho), e precisamos juntar essas salas de setores para utilizá-los da melhor forma. Houve, por exemplo, a junção da DICOM (Divisão de Comunicação) com a DIGP (Divisão de Gestão de Pessoas) para liberar espaço para a sala do Comitê dos Diretórios Acadêmicos dos cursos superiores junto com a Atlética. Organizamos essa sala antes usada pela DIGP para os Diretórios Acadêmicos dos cursos superiores.
Organizamos o espaço da DEPAE (Diretoria Adjunta Pedagógica e de Atenção ao Estudante), a partir da solicitação da própria equipe, que queria fazer essa mudança. Para o espaço que era ocupado pela DEPAE foram os/as terceirizados/as do contrato da CESBA.
A reforma do Salão Nobre deixou ele mais bonito e acolhedor para os eventos que a gente organiza sempre. Para resolver uma questão estrutural de infiltração colocamos partilhas. Sobre a organização de espaços, teve também a sala de multirecursos da Capne, que fica hoje no primeiro andar do bloco A. Realizamos várias outras ações de reorganização de espaços e outras reformas mas essas são as que destacamos agora".

"Algo importante nesse período foi a criação de instrução normativa para o campus. Somos uma instituição centanária, mas a falta de fluxos e procedimentos gera instabilidade administrativa quando os procedimentos são adotados de forma desalinhada e a critério do olhar e cada gestão. Com as INs, além da segurança, essa padronização permite a transparêcia dos fluxos e prazos".
A ampliação do Refeitório é uma pauta antiga. A obra para implementar os elevadores dos blocos P e O será um legado porque existe uma denúncia de mais de 10 anos do Ministério Público e ninguém conseguiu fazer até aqui. Então, acho que essas obras vão ser uma marca da nossa gestão para o campus Salvador.
"Sobre os investimentos futuros, nossa prioridade é iniciar a obra do Refeitório Estudantil. Já estamos com o recurso financeiro e estamos finalizando o processo licitatório. Esse é o nosso investimento principal e que vamos dedicar tempo, energia e dedicação. Lembrando que aqui tem captação de recursos financeiros da Reitoria e do campus Salvador.
O segundo é o projeto de combate a incêndio, uma questão de segurança para nosso campus. Temos mapeado dois blocos que precisam fazer uma reforma urgente na parte elétrica: os blocos A e P.
Só em valores, por exemplo, o projeto do Refeitório está em R$ 2,2 milhões, o de combate a incêndio está em R$ 1,9 milhões e o de troca da parte elétrica dos dois blocos, quase R$ 600 mil. Então, essas são as obras principais que hoje estamos empenhados/as em captar recursos para executar no futuro.
Sobre os legados que a gente quer deixar para a instituição: tem legados que são materiais e outros que não são materiais. Dos materiais seria importantíssimo deixar a ampliação do Refeitório, que é uma pauta antiga. A obra para implementar os elevadores dos blocos P e O será um legado porque existe uma denúncia de mais de 10 anos do Ministério Público e ninguém conseguiu fazer até aqui. Então, acho que essas obras vão ser uma marca da nossa gestão para o campus Salvador.
O principal deles é o Café com a DG, onde recebemos a comunidade (estudantes, docentes, técnicos/as administrativos/as e terceirizados/as) para conversar sobre questões muito específicas. Hoje, pela Lei da Transparência, minha agenda é pública. Então, a gente percebia que existiam pautas sensíveis que não poderiam ir para essa agenda de forma clara. Por isso criamos o Café com a DG para que a comunidade tivesse esse momento particular, mais pessoal, só comigo, para ouvir as demandas de cada um/a.
"Implementanos vários espaços institucionais de diálogo para conversar com a comunidade. O principal deles é o Café com a DG, onde recebemos a comunidade (estudantes, docentes, técnicos/as administrativos/as e terceirizados/as) para conversar sobre questões muito específicas. Hoje, pela Lei da Transparência, minha agenda é pública. Então, a gente percebia que existiam pautas sensíveis que não poderiam ir para essa agenda de forma clara. Por isso criamos o Café com a DG para que a comunidade tivesse esse momento particular, mais pessoal, só comigo, para ouvir as demandas de cada um/a.
Tem os espaços adicionais com os departamentos. Fizemos várias reuniões com a comunidade de forma ampliada no Audio D, no Salão Nobre, para falar sobre calendário, sobre o momento da greve, sobre o orçamento, o que é que impacta, o que é que nós temos, uma forma de transparência e prestação de contas. Percebemos que, apesar de todo esse esforço de ampliar os espaços, eles continuam vazios.
Hoje o nosso desafio é essa comunicação porque comunicação é uma via de mão dupla. Estamos aqui para comunicar mas os outros precisam querer ouvir também. Para inovar nesse sentido, começamos a criar as reuniões com os departamentos de forma isolada, pedindo uma agenda com cada departamento para apresentar a gestão e ouvir as demandas. Criamos grupos de WhatsApp com docentes, técnicos/as e estudantes também para informes. São grupos separados onde só a gestão envia as mensagens mas facilita a comunicação. Tem o canal do WhatsApp que foi criado pela DICOM. A quantidade de reportagens também, de matérias que foram feitas pela Comunicação ampliou bastante. Isso é uma forma de conversar, de se abrir para a comunidade de forma transparente o que está sendo feito e pensado pela gestão para a comunidade.
Na Jornada Pedagógica abrimos um formulário para ouvir a comunidade de forma anônima. Lá não mostra o e-mail nem o nome da pessoa. Queremos saber o que a gestão pode fazer e em que pode melhorar na percepção de cada um/a. O que temos que olhar com mais cuidado no nosso campus Salvador. Acreditamos que ouvir é importante. Temos um diálogo muito aberto com servidores/as, terceirizado/as e estudantes. Nos aproximamos bastante dos/as estudantes, tanto nos diretórios acadêmicos como nas atléticas e no Grêmio estudantil. Ao ouvir os/as estudantes, as demandas deles/as, conseguimos pensar melhor as estratégias e ações para esse público. Nossa gestão é toda pautada na abertura para o diálogo acreditando que isso vai fortalecer não só as relações, mas abrir aí as possibilidades de pensar novas estratégias e novas ações para a comunidade do campus Salvador".
Como o PISB ele envolve estudantes, terceirizados/as, docentes e técnicos/as administrativos/as, então o programa já atende todo o nosso público e todas as ações de valorização de saúde, bem-estar e integração, para a vida da comunidade tá dentro do PISB.
"Sobre bem-estar e integração, lançamos o PISB, que é o Programa Institucional de Saúde e Bem-estar, gestado pelo Gabinete da Diretoria Geral, e que alcança estudantes, terceirizados/as, docentes e técnicos/as administrativos/as. É um programa atende todo o nosso público interno. É uma ação que estava no nosso projeto de gestão defendido na campanha e que estamos conseguindo entregar para a comunidade.
Como eu falei, a gente acredita de fato que temos que estar num espaço acolhedor, com saúde física e mental. E o PISB é um programa que não usa orçamento da instituição, todo orçamento de captação externa. Oferecemos até aqui para a comunidade aulas de dança e de funcional. Nutricionista tivemos em 2024 e 2025 e, também agora em 2026, recomeçamos a ofertar. Lançamos o CampusFit em abril com instrutores/as disponíveis para orientar a comunidade, que tem a disposição uma academia toda reformada. Ela fica lá no Parque Poliesportivo do campus.
Também faz parte do PISB o trabalho realizado pela psicóloga da DIGP (Divisão de Gestão de Pessoas), que organiza rodas de conversa sobre saúde e bem-estar, mas também atende de forma individualizada. Temos rodas de conversa e palestras feitas presencialmente no campus para a comunidade. Tem acontecido ações de bem-estar organizadas pela DIGP na Praça Vermelha, com massagem, consultas oftamológicas, consultas de toque de mama no mês de Outubro Rosa. A própria Sala de Convivência é um espaço também de acolhimento que ajuda a garantir saúde, bem-estar. É uma sala bonita, organizada, climatizada para que os/as servidores/as possam descansar.
Estamos realizando ações de reconhecimento e valorização dos/as nossos/as aposentados/as que tanto contribuíram com nossa instituição. Por isso a Divisão de Comunicação está produzindo uma matéria sobre os "50 Mais" e que logo será publicada. Entendemos que nossa comunidade que contrói o IFBA precisa ser valorizada e reconhecida. Começamos com essas matérias para marcar a despedida de Elô (Eloísa Pinto), teve a de Guiomar Fontes e logo leremos a dos "50 Mais" com muitas histórias de dedicação".
"Sobre as nossas prioridades para os próximos dois anos temos as obras do Refeitório, o projeto de combate a incêndio, as reformas dos elevadores dos blocos O e P e da parte elétrica mas também há outras prioridades como a melhoria dos nossos indicadores. Ela é fundamental porque impactará no nosso orçamento.
Queremos também nesse período recompor não somente o orçamento, mas o quadro de docentes e de técnicos/as administrativos/as e por isso a gente vem nessa luta com a Reitoria, pedindo esses novos códigos de vaga. Tem também a reformulação dos PPCs dos nossos cursos para renovar planos que já estão defasados.
São prioridades também o fortalecimento da pesquisa e da extensão, que apoiaremos sempre e trabalharemos pelo seu crescimento. Pesquisa e extensão são fundamentais pois são parte do processo formativo dos/as nossos/as estudantes que não se resume somente a sala de aula".

Eu acredito muito que a gente tem que olhar a vida com as dificuldades, mas também da forma que ela é, que é bonita, como diz a música, é muito bonita. Eu me sinto feliz de vir pra o campus Salvador todos os dias. Eu gostaria que esse sentimento fosse de todos os colegas, de dizer assim: "Eu estou indo para o campus Salvador" e chegar com sorriso e sair cansada, mas com sorriso também.
"Eu gostaria que a gestão fosse lembrada como uma gestão de resultados e acolhimento. Eu acho que são as duas coisas que definem a gestão da gente, são as entregas. A gente fala muito isso, nossa gestão está pautada em resultados. A gente quer entregar, quer entregar todas as obras que sempre foram mencionadas. A gente quer entregar os PPCs reformulados, a gente quer entregar uma assistência estudantil melhor, um refeitório melhor, mas a gente quer entregar isso, deixando a comunidade também tranquila, feliz, alegre, se sentindo pertencente a essa instituição, gerar de novo o sentimento de pertencimento na comunidade, nos docentes, nos/as técnicos/as, estudantes, nos/as terceirizados/as, eu acho que seria o maior legado. E que a gestão fosse vista dessa forma. Como resultado do acolhimento e alegria, porque acho que também faz parte da vida. Eu acredito muito que a gente tem que olhar a vida com as dificuldades, mas também da forma que ela é, que é bonita, como diz a música, é muito bonita. Eu me sinto feliz de vir para o campus Salvador todos os dias. Eu gostaria que esse sentimento fosse de todos os colegas, de dizer assim: "Eu estou indo para o campus Salvador" e chegar com sorriso e sair cansada, mas com sorriso também".

CRÉDITOS
Texto e Arte: Henrique Soares
Transcrição e colaboração: Marília Bastos
(*) Com edição da Divisão de Comunicação
Fotos: Marília Bastos e Lêda Xavier - Acervo Dicom




