Tradução cultural e supressão das línguas indígenas é tema de palestra nesta terça-feira (11) no campus Salvador
“O estudo [...] estabelece ainda uma ponte com a investigação sobre o português indígena Kiriri, demonstrando como o contato linguístico e cultural na Bahia deixou marcas lexicais, fonéticas e semânticas no português regiona".
Marcos Carvalho
O campus Salvador do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) vai realizar na próxima terça-feira (11), às 18h40, na sala 105 do Bloco B, a palestra “Tradução cultural e supressão das línguas indígenas: reflexões sobre o processo colonizador”, conduzida pela professora Daniella Oliva, que leciona língua inglesa.
Voltada para estudantes do curso de tecnologia em gestão de eventos e o público interno interessado na temática, a palestra tem como objetivo discutir os efeitos da colonização europeia e estadunidense nas línguas indígenas.
O professor Marcos Carvalho, coordenador da iniciativa, antecipa que Daniella vai discutir as estratégias de supressão das línguas indígenas que foram adotadas ao longo da história tanto nas colônias inglesas da América do Norte quanto na colonização portuguesa do Brasil, incluindo as políticas de assimilação e reeducação até a catequese realizada pelos jesuítas e o Diretório dos Índios, que foi foi uma legislação elaborada pelo Marquês de Pombal no século 18.
“O estudo [que será] apresentado pela pesquisadora estabelece ainda uma ponte com a investigação sobre o português indígena Kiriri, demonstrando como o contato linguístico e cultural na Bahia deixou marcas lexicais, fonéticas e semânticas no português regional. A análise evidencia que, mesmo diante da dominação, as línguas indígenas atuaram como agentes ativos de ressignificação, transformando a língua do colonizador em espaço de sobrevivência e memória”, explica Marcos.
Daniella Oliva é graduada em letras e linguística pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e mestre na mesma instituição, com foco em estudos linguísticos. Atualmente, Daniella está cursando o doutorado em língua e cultura também pela UFBA.
A ação é promovida pelo projeto de pesquisa "Agência de Comunicação Estudantil Comunicare", liderado pelo pesquisador Marcos Carvalho, integrante do grupo de pesquisa Educação, Cultura e Processos Sociais (GPEC) do IFBA. A iniciativa conta com a parceria da coordenação do curso de tecnologia em gestão de eventos.
Foto: reprodução da internet

