Projeto de ensino: “Cinema no Campus” retoma atividades dia 13 de novembro
Criado em 2017 como ação de extensão, o projeto “Cinema no Campus” está de volta ao Instituto Federal da Bahia (IFBA), em uma nova fase, agora como projeto de ensino aprovado pelo edital 19/2025 da Diretoria Geral do campus Salvador. As próximas sessões estão marcadas para os dias 13 de novembro, das 17h às 18h40 e 20 de janeiro de 2026, das 10h40 às 12h, no Auditório 1 do Bloco D.
A iniciativa organiza sessões cinematográficas sobre temas ligados à educação, trabalho, tecnologia, ciências e cultura e realiza parcerias com eventos institucionais como a Jornada Pedagógica, a Semana da Ciência e Tecnologia e a Jornada das Relações Étnicas e Raciais. O projeto também exibe filmes com temáticas históricas, políticas, sociais e culturais, ampliando o debate e estimulando a formação de público para a sétima arte.
Para o docente Wagner Vinhas, coordenador do projeto, além do papel educativo, o Cinema no Campus também cumpre uma importante função social ao oferecer acesso gratuito ao cinema para estudantes de baixa renda. Ele pontua também que o projeto se alinha à Lei nº 13.006/2014, que determina a exibição de produções nacionais como parte complementar da proposta pedagógica das instituições de ensino.
Desde sua criação, informa Wagner, o projeto já atraiu cerca de 2 mil participantes. Em 2017, foram registradas 160 horas de execução e a participação de 630 estudantes. Nos anos seguintes, manteve uma média expressiva de público e parcerias, com dezenas de professores/as e colaboradores/as envolvidos/as. Após uma pausa entre 2020 e 2022 devido à pandemia da Covid-19, o Cinema no Campus retomou as sessões presenciais em 2023 e manteve uma programação quinzenal ao longo de 2024.
Qual o próximo filme?

No dia 13 de novembro, às 17h, será exibido o documentário Ôrí, que retrata a trajetória da historiadora Maria Beatriz Nascimento e o movimento negro no Brasil. Lançado em 1989 e dirigido por Raquel Gerber, o longa acompanha, entre 1977 e 1988, as ações e reflexões do movimento negro em estados como São Paulo, Minas Gerais e Alagoas, conectando as lutas políticas e culturais brasileiras às tradições de países africanos como Senegal, Mali e Costa do Marfim.
Ôrí estreou internacionalmente no Festival Panafricano de Cinema e Televisão de Ouagadougou, em Burkina Faso, onde recebeu o prêmio Paul Robeson, e acumulou dezenas de premiações e exibições em festivais ao redor do mundo, consolidando-se como um marco do documentário afro-brasileiro e da memória das lutas antirracistas.
Imagens: reprodução da internet; Amazon Prime
