Professor e estudantes do campus Salvador apresentam trabalhos em Seminário Nacional de História da Ciência e da Tecnologia

O professor de filosofia Maurício Rios e seus orientandos, os estudantes Gabriel Araújo, Juliana de Souza, Camila Santos e Ricardo Vagner Neto do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), campus Salvador, apresentaram trabalhos no 19° Seminário Nacional de História da Ciência e da Tecnologia (19 SNHCT), na última semana. Quem também compareceu ao evento foi a diretora de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação Rafaelle Souza.
Todos que apresentaram trabalhos fazem parte do Grupo de Estudos e Pesquisa em Ciência, Tecnologia e Sociedade (GEPCTS) do campus Salvador, onde são incentivados a comparecer a reuniões, apresentar seus temas, escrever artigos, participar de eventos nacionais e internacionais, além de eventos do próprio IFBA como, por exemplo, o Congresso de Pesquisa e Extensão e os Seminários Estudantis de Iniciação Científica.
O professor, que é doutor em ensino, filosofia e história das ciências, apresentou nos simpósios temáticos do 19 SNHCT “O Programa Forte da Sociologia do Conhecimento Científico e a Matemática”. O pesquisador explica que seu trabalho é produto de sua tese: “o Programa Forte é um programa de pesquisa desenvolvido pela Sociologia do Conhecimento Científico a fim de compreender as causas sociais que influenciam o conteúdo cognitivo do conhecimento científico. No caso da matemática, além das causas sociais, o Programa Forte desenvolve uma sociologia da matemática para analisar a diversidade da matemática entre povos de diversas culturas”. O trabalho de Rios foi apresentado para um público de matemáticos e historiadores da matemática.”
O docente acredita que “esse tipo de evento é fundamental para os estudantes de iniciação científica apresentarem seus trabalhos, ouvirem críticas e elogios e conhecerem uma sociedade científica consolidada e preocupada em manter os registros históricos do desenvolvimento científico mundial e, especialmente, do Brasil”.
Estudante do curso técnico integrado de refrigeração e climatização, Gabriel Araújo, com apenas 17 anos apresentou o pôster “Filosofia, Modelos Científicos e Nanociências”. O aluno relata que “participar do seminário foi uma experiência incrível, posto que, foi um momento de aprendizado coletivo onde, apresentando meu trabalho, pude compartilhar conhecimento, bem como, assistindo a apresentações de outros participantes, pude aprender sobre novos assuntos”. O trabalho apresentado por Gabriel realiza uma abordagem filosófica, educacional dos modelos científicos, seu conceito e aplicação, tendo como prerrogativa duas vertentes filosóficas: o Realismo e o Antirrealismo científico.
Camila Santos, 22 anos, cursa a licenciatura em geografia e conta um pouco sobre sua comunicação no 19 SNHCT: “o título do meu trabalho é “Formação do povo brasileiro e as heranças do preconceito racial” e tem como principal objetivo observar como o processo de formação da sociedade brasileira e as relações sociais estabelecidas nesse período histórico influenciam os dias de hoje, principalmente na questão racial”. A aluna achou "incrível" participar do seminário, principalmente, por ter lhe permitido contato com pessoas de diversas localidades do país, além de possibilitar apresentar o trabalho de pesquisa que está desenvolvendo. “Acredito que esse tipo de atividade é extremamente importante para formação discente e integração com diversas áreas do conhecimento. Dessa forma, o discente consegue acumular diversas experiências significativas”, afirma Camila.
Também estudante da licenciatura em geografia e participante do grupo de estudos e pesquisa do campus Salvador, Juliana de Souza apresentou o pôster “Filosofia e Educação de Terreiro” no seminário nacional.
Outro estudante de geografia que participou foi Ricardo Vagner Neto, 21 anos, que viu o evento acadêmico como produtivo do ponto de vista dos trabalhos e dos diálogos compartilhados. Com a comunicação denominada “Contraespaços: dinâmicas espaciais”, o aluno pesquisa sobre os “contraespaços no Brasil colonial, termo este que se direciona aos espaços contra vetores dominantes na sociedade. O trabalho se debruçou sobre o conceito de contraespaço, juntamente com outros conceitos-chaves para a Geografia.
O GEPCTS já promoveu a apresentação de trabalhos de estudantes na Universidade Estadual da Bahia (Uneb), na Universidade Vale do Rio Doce (Univale) em Minas Gerais, na Universidade de São Paulo (USP) e na Sociedade Brasileira de História das Ciências (SBHC), que neste ano aconteceu na Universidade Federal da Bahia (UFBA), conforme conta Rios.
O grupo de estudos e pesquisa, a partir de seus coordenadores Maurício Rios e Ronaldo Pimentel, participou também de encontros da Associação de Filosofia e História da Ciência do Cone Sul (AFHIC), da Associação Latinoamericana de Filosofia Intercultural (ALAFI), de congressos da UFBA e tem como instituições parceiras a Uneb, UFBA e Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).
