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Estudantes do IFBA participam de Encontro de Pesquisa em Ensino de Física no Recife

por Jamile Teixeira publicado: 23/08/2024 18h53, última modificação: 23/08/2024 18h53

Enzo EPEFMicaeleEnzo Nascimento e Micaele dos Santos, estudantes dos cursos técnicos integrados do campus Salvador do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) participaram da vigésima edição do Encontro de Pesquisa em Ensino de Física (EPEF), realizado entre os dias 19 e 23 de agosto, na cidade de Recife.

O evento acontece desde 1986. A temática escolhida para este ano foi “Nas veredas da pesquisa, com quem nos comunicamos e para onde queremos ir?”. O XX EPEF foi sediado na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Complexo de Convenções, Eventos e Entretenimento.

Enzo e Micaele apresentaram seus trabalhos de pesquisa desenvolvidos no Laboratório de Educação Steam Maker (LESTEAMM), sob orientação da professora e atual diretora de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação do campus Salvador Rafaelle Souza.

Micaele EPEFEstudante de mecânica, Micaele destacou que o laboratório de pesquisa tem cumprido seu papel de incentivar o engajamento dos/as estudantes nas atividades de ensino e pesquisa no IFBA. A aluna conta que desde o primeiro ano que ingressou no IFBA, almejou ter as experiências de uma estudante pesquisadora. “Quando tive a oportunidade de integrar o LESTEAMM fiquei muito realizada, a experiência na área de pesquisa e divulgação científica é completamente enriquecedora para minha formação como estudante porque me permite ter sensações da vida acadêmica fora da sala de aula”, ressalta.

Ela apresentou seu trabalho no EPEF sobre “Empoderamento feminino na Física Quântica: a história de mulheres pioneiras” e conta que “o projeto ‘Mulheres Cientistas na Física Quântica’ visa divulgar a participação feminina em uma área que é majoritariamente formada por homens”. A temática surgiu a partir da problemática que é a invisibilidade das mulheres nas áreas conhecidas como “steam”, ligadas à ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática. A aluna acredita que “é  importante discutir sobre este trabalho para que as meninas e mulheres que desejam ingressar nas áreas de ciências exatas se enxerguem e se inspirem em cientistas como Marie Curie, Lise Meitner, Maria Goeppert-Mayer, Chien Shiung Wu e outras pioneiras na área da física quântica”. Para Micaele, “reforçar e divulgar as contribuições femininas na ciência incentiva as futuras cientistas a ocuparem os espaços que as grandes pioneiras também ocuparam”.

Enzo que cursa eletrônica viu sua participação no evento como uma experiência “enriquecedora”, em que pode estar ao lado de estudantes de graduação, de mestrado e doutorado. Ele apresentou o trabalho intitulado “Divulgação científica no Instagram para comunicar a relação entre a Física e a Cultura afro-brasileira”. O desenvolvimento da física foi influenciado pela cultura afro-brasileira e o aluno acredita que “destacar essas participações é crucial para dar o devido reconhecimento às populações negras envolvidas nessa construção intelectual.” Um ponto forte em seu trabalho é a representatividade e, segundo Enzo, ela pode aumentar o interesse pela física, especialmente, entre grupos “sub-representados”. “Quando as pessoas veem figuras que se parecem com elas envolvidas na Física, isso pode inspirá-las a se envolverem também, mostrando que a Física não é apenas para um determinado tipo de pessoa”, enfatiza.

EnzoO estudante destaca que “é preciso reconhecer e estudar a história e a ancestralidade afro-brasileira e africana, pois, ainda hoje, no Brasil, o país com a maior população negra fora de África, o papel de intelectual é negado ao negro” e finaliza: “empoderar as populações negras, produzir conteúdo digital informativo e acessível, incentivar que negros/as ocupem os espaços de poder e produção intelectual são alguns objetivos que estão no escopo do nosso projeto”.

Os/As estudantes agradeceram a atuação de Rafaelle como orientadora de seus trabalhos. Enzo relata que ela “nos acompanhou de perto, nos orientou, colaborou e nos abriu um novo mundo a ser explorado: o meio científico”.  Já Micaele diz: “todo estudante merece uma educadora como a Rafaelle na sua vida acadêmica, que estimule e seja inspiração para sua vida, assim como ela é para mim".

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