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Revista publica artigo sobre projeto do IFBA relacionado a programa do Ministério do Meio Ambiente

por Henrique Soares publicado: 26/10/2020 14h22, última modificação: 27/10/2020 10h11

Única instituição da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica a contar com uma unidade de reciclagem de fluidos refrigerantes fluorados cadastrada no Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH) do Ministério do Meio Ambiente (MMA), a experiência de projeto de extensão Reciclagem dos Fluidos refrigerantes aplicado no campus Salvador do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia foi tema de artigo na edição especial “Em tempos de pandemia” da Revista Brasileira de Meio Ambiente.

O artigo “Responsabilidade ambiental: A contribuição do Instituto Federal da Bahia (Campus Salvador) para o Meio Ambiente através da reciclagem dos fluidos refrigerantes atendidos pelo o Programa Brasileiro de Eliminação de HCFCs” é de autoria dos professores Luanda Rodrigues e Antonio Gabriel Almeida.

No texto, os autores informam que foram reciclados durante as manutenções dos sistemas de refrigeração do campus mais de 14 quilos de fluidos. Com o aproveitamento por meio da reciclagem, evitou-se que os HCFCs fossem liberados para a atmosfera e contribuíssem para a destruição da camada de ozônio e para o aquecimento global. HCFCs é a sigla que representa os hidroclorofluorcarbonos, que são tipos de Fluidos refrigerantes fluorados presentes em aparelhos de refrigeração. Já os fluidos são produtos químicos usados em um ciclo térmico nesses aparelhos que muda de líquido para gás, absorvendo calor e resfriando ambientes.

Durante a experiência, destaca o artigo, o campus Salvador, que é uma das 120 unidades do programa do MMA no país, economizou R$ 1.403,28 por não necessitar comprar novos fluidos refrigerantes. Outra conquista registrada no texto foi o equivalente a mais de 72 toneladas de gás carbônico que deixaram de ser lançados na atmosfera a partir do período analisado do projeto, que surgiu e foi selecionado por editais da Comissão Interna de Sustentabilidade Ambiental (Cisa) do campus em 2013 e 2015.

Uma das etapas do projeto foi a realização do curso de Boas Práticas de Refrigeração, coordenado pelos professores do campus Luiz Gustavo Duarte e Antonio Gabriel Almeida, nos campi Salvador, Feira de Santana, Santo Amaro e Ilhéus. “Este programa de capacitação foi viabilizado com recursos do Fundo Multilateral, através do Ministério do Meio Ambiente, e operacionalizado em todo o Brasil pela GIZ (Deutsche Gesellschaftfür Internationale Zusammenarbeit). Foram capacitados 2.064 profissionais da área de refrigeração nas duas etapas do programa. As ações de capacitação da primeira e segunda etapas do PBH foram realizadas com recursos do Fundo Multilateral, geridos pela GIZ , no valor total de R$ 1.406.220,44”, recorda Luanda. A GIZ, empresa cujo principal acionista é o governo federal da Alemanha, é especializada em projetos de desenvolvimento sustentável.

Refletindo sobre o potencial de expansão da ideia, Luanda adianta que o grupo já elaborou proposta para a criação do Centro de Recolhimento e Reciclagem de Fluidos Refrigerantes do Estado da Bahia, que já foi, de acordo com ela, apresentado à Prefeitura de Salvador e ao Sindicato da Empresas de Refrigeração e Ar Condicionado. A ideia é “criar um centro de reciclagem que possa atender todas as demandas do estado e, assim, reduzir a emissão de fluidos que provocam a destruição da camada de ozônio e aquecimento global. No momento estamos no aguardo de parceiros interessados em operacionalizar este projeto, tão importante para a área ambiental de nossa cidade.”

O PBH é uma resposta à Decisão XIX/6 do Protocolo de Montreal, tratado que começou a vigorar em 1987 e tem a adesão de 197 países. Eles assumiram o compromisso reduzir e eliminar a geração e consumo de substâncias nocivas à camada de ozônio. O Brasil aderiu ao tratado três anos depois e, em 2010, extinguiu o consumo dos Clorofluorcarbonetos (CFCs). A meta em relação aos HCFCs, que são menos agressivos que os CFCs, é que eles não sejam mais utilizados até o ano de 2.040.