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Projeto sobre bioetanol de banana é premiado em feira e mostra científicas

por Jamile Teixeira publicado: 02/10/2020 17h58, última modificação: 02/10/2020 17h58

Com o projeto intitulado “Bananol: utilização da polpa desperdiçada da banana Musa spp. variedade Prata para a produção de um bioetanol”, a estudante Maria Raphaella Gondim conquistou o 1° lugar na área de Ciências Biológicas do Ensino Médio da XXVII Feira de Ciências do Município de Abaetetuba (Feicima) e II Mostra Científica e Tecnológica dos Jovens Pesquisadores do Estado do Pará (Mocitec Jovem). Os eventos aconteceram de forma virtual no mês de setembro. A pesquisa também rendeu à jovem pesquisadora o Prêmio ABRIC de Incentivo à Ciência.

A temática foi escolhida a partir de pesquisas sobre o potencial da banana como biomassa para o desenvolvimento de um etanol. A estudante relata que se deparou com altas taxas de esperdício da fruta. “Tentei associar dois fatores importantes: o desenvolvimento de um bioetanol alternativo que apresenta vantagens em relação ao etanol da cana-de-açúcar com o reaproveitamento de uma biomassa muito desperdiçada no Brasil e no mundo”, explica.

Essa foi a primeira participação de Maria Raphaella em feiras científicas. “A participação foi muito enriquecedora e especial. A partir das avaliações feitas pelos especialistas, pude perceber alguns pontos de melhoria no meu projeto. Como se tratava da minha primeira feira científica, não acreditava que conseguiria conquistar a primeira colocação. Então, foi uma surpresa muito boa”. A aluna afirma que o evento, em formato virtual, foi bem estruturado, organizado e que possibilitou uma vivência por completo. 

Maria Raphaella, aluna do curso de química do campus Salvador do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), é orientada pela professora e pesquisadora Manuela Pedra Cardoso que integra o Grupo de Pesquisa e Inovação em Química (GPIQ). A professora conta que ministrou aulas práticas da disciplina Química Orgânica I para a turma de que Maria Raphaella fazia parte. “A orientação de Raphaella começou presencialmente quando ela soube de um trabalho que eu estava desenvolvendo com outros alunos sobre a banana, logo antes do início da pandemia. Com a suspensão das aulas, e, consequentemente, com o afastamento social, a comunicação continuou na forma remota. Em uma de nossas conversas ela demonstrou vontade de participar de eventos. Pedi que ela desenvolvesse sobre o tema de sua pesquisa e em pouco tempo ela me mostrou um trabalho lindo, impecável. Assim, ela começou a se inscrever em algumas feiras, sob minha orientação”. A docente acrescenta: "Ficamos muito felizes com esses resultados e estamos ansiosas para o retorno das atividades presenciais para darmos início às pesquisas no laboratório. Enquanto isso, continuarei incentivando seus sonhos, mas sempre pedindo que fique com o "pé no chão" toda vez que ela recebe um prêmio", conclui. 

Com a mesma pesquisa, a estudante vai participar da Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec) que acontecerá em dezembro deste ano e recebeu certificação da Associação Mundial de Feiras Internacionais para participar da WIFA Expo Sciences Turkey.