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Protótipo de braço biônico é criado por alunos do curso técnico em automação

por Henrique Soares publicado: 24/10/2019 14h17, última modificação: 04/11/2019 15h07

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Sonhar é o primeiro passo para modificar histórias. Há estudantes que sonham em trabalhar em prol da qualidade de vida de portadores de deficiência. Também querem estimular a indústria nacional de próteses e a realização de pesquisas na área. 

São esses os sonhos que movem João Gabriel Carvalho, Anderson Aguiar, Adriano Souza, Adolfo Vidal e Eric Neves, uma equipe de alunos do primeiro semestre do curso técnico subsequente em automação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), campus Salvador, que juntos criaram o Escanor, um protótipo de braço biônico motorizado controlado pelos músculos do próprio usuário.

“O mercado estrangeiro domina quase que por completo a área de pesquisa e vendas de próteses. Queremos criar não só um estímulo para novas ideias, como também enriquecer o cenário de desenvolvimento nacional. Portadores de deficiência que não tenham condições financeiras, mas busquem melhorias na qualidade de vida são o público final”, explica Adolfo.

Produzido em 60 dias e usando impressão em 3D e soquete, o equipamento possui “múltiplas garras. É um dispositivo assistencial para uso em membros superiores, com movimento de pinça e de preensão palmar de abrir e fechar a mão, oferecendo excelente controle. Este protótipo pode ser reconfigurado de acordo com as preferências do usuário. Tem design elegante e custo acessível”, pontua Vidal, revelando que o grupo gastou cerca de 400 reais na nova criação. 

A equipe utilizou materiais como plástico de poliácido láctico (PLA), um microcontrolador ATmega328P, dois servos MetalGear 9g, um sensor mioelétrico, um sensor flexível, uma bateria de lítio 7,2v. Além dos conhecimentos em mecanismos mecânicos, atuadores e materiais, o grupo também se aprofundou em assuntos como sinais SMG, lógica de programação, anatomia humana,  sensores mioelétricos e microcontroladores.

Questionado se, após o resultado apresentado, o grupo pensa em desenvolver novas invenções para melhorar a vida das pessoas, Adolfo antecipa que eles já estão discutindo o desenvolvimento de um jogo para auxiliar no tratamento da depressão, além da construção de dispositivos adaptados para deficientes, como Joystick de alta performance e esteiras para tratamento motor. 

Após mais alguns aprimoramentos, a equipe pensa em futuramente doar o protótipo apresentado no início do mês de outubro, na aula do professor Luiz Machado. 

Foto: Arquivo Pessoal