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Saneamento é mais uma transformação na oferta de ensino do campus

por Jamile Teixeira publicado: 17/09/2019 19h05, última modificação: 17/09/2019 19h20

O processo seletivo para os cursos técnicos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) está com inscrições abertas até o dia 20 de setembro. Uma das novidades na seleção deste ano para o campus Salvador é no curso técnico em saneamento. O curso será ofertado pela primeira vez na modalidade subsequente, direcionado para pessoas que já concluíram o Ensino Médio.

Segundo a coordenadora do curso, Virgínia Neves, foi realizado um estudo por comissão constituída que considerou a necessidade da oferta desse curso, já que dados oficiais indicam “déficit significativo na cobertura em saneamento e que se faz necessário formar profissionais que possam atuar na área”, relata. A avaliação considerou a complexidade dos conteúdos e componentes curriculares, dentre outros aspectos, como ingresso, evasão e inserção do profissional no mercado de trabalho. A comissão utilizou dados obtidos através do curso em saneamento ofertado na modalidade Educação de Jovens e Adultos.

Na modalidade subsequente, será “um curso de quatro semestres, com uma estrutura que prioriza a formação cidadã e ética, voltada para o desenvolvimento de tecnologias apropriadas para a área de saneamento, que define como prioridade questões ambientais, sociais e econômicas”, assegura a professora.

Conforme o edital, 40 vagas são oferecidas para ingresso no primeiro semestre e 40 para o segundo semestre de 2020.

Processo seletivo para cursos técnicos do campus

Para estudar no campus Salvador do IFBA, o estudante que possui ensino fundamental completo pode participar do processo seletivo para cursos da modalidade integrada em automação industrial, eletrotécnica, geologia, química, refrigeração e climatização, edificações, mecânica e eletrônica. Já os estudantes que concluíram o ensino médio podem se inscrever para os cursos da modalidade subsequente em automação industrial, eletrotécnica, hospedagem, manutenção e mecânica industrial, instalação e manutenção eletrônica e saneamento.

História da transformação na oferta de ensino

Parte integrante da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica que neste mês de setembro completa 110 anos, o IFBA nasceu como Escola de Aprendizes Artífices da Bahia.  Muita coisa mudou de 1909 até 2019, como, por exemplo, as transformações na oferta de cursos que buscou, historicamente, atender ao arranjo produtivo baiano de cada período.

No início, os cursos tinham características manufatureiras e artesanais: a instituição oferecia oficinas de alfaiataria, encadernação, ferraria, sapataria e marcenaria. Na década de 1940, já denominada Escola Técnica de Salvador, foram implantados os primeiros cursos técnicos em desenho de arquitetura e desenho de máquinas e de eletrotécnica. Já na década de 1950, foram criados os cursos estradas e edificações. Química e mecânica só foram oferecidos ao público nos anos 1960, decênio em que também foi reimplantado o curso de eletrotécnica. A lista de cursos que podiam ser escolhidos pelos candidatos ao exame de seleção da Escola Técnica Federal da Bahia no ano de 1974 era: saneamento, instrumentação, metalurgia, telecomunicações, estradas, edificações, química, eletrotécnica e mecânica. No ano seguinte, foi aberto o curso de geologia.

Já em 1999, o Centro Federal de Educação Tecnológica da Bahia (Cefet-BA) ofertava na capital do estado 16 cursos de nível técnico, sete cursos de nível superior e uma pós-graduação.

A oferta de cursos foi modificada e ampliada ao longo dos anos na Instituição que hoje é equiparada às universidades federais quanto à regulação, avaliação e supervisão das instituições e dos cursos de educação superior. O IFBA oferece, atualmente, cursos superiores de tecnologia, licenciaturas, bacharelados e engenharias; cursos profissionais técnicos; cursos de especialização, mestrado e doutorado; formação inicial e continuada de trabalhadores etc.

 

Com informações da obra CEFET-BA – uma resenha histórica: da escola do mingau ao complexo integrado de educação tecnológica.