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Professor do IFBA é co-autor de nota técnica que confirma a chegada da segunda onda da Covid-19 no Brasil

Documento produzido por pesquisadores de universidades e institutos federais, a partir de pesquisa científica, aponta que a segunda onda da pandemia já é uma realidade. A pesquisa feita pelos cientistas ganhou destaque nacional.
por Isadora Melo publicado: 03/12/2020 11h05, última modificação: 03/12/2020 12h03

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O professor Antônio José Assunção Cordeiro, do campus Feira de Santana do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), foi um dos pesquisadores que desenvolveram a nota técnica intitulada Situação da Pandemia de Covid-19 no Brasil, que aborda a nova fase de crescimento de casos confirmados da doença. Antônio afirma que o documento "é um embasamento científico importante para a tomada de decisão e pode auxiliar aos gestores públicos nas esferas municipal, estadual e federal", considerando que em sua pesquisa ficou constatado que o país passa por uma segunda onda de contaminação. Segundo o professor, o afrouxamento das medidas de isolamento social passa uma falsa sensação de segurança, pois a melhora real do quadro é produto das medidas de prevenção da proliferação do vírus.

A nota, desenvolvida em conjunto com Antônio Carlos Guimarães (UFSJ), Fulvio Scorza (UNIFESP), Marcelo Moret (UNEB / Cimatec) e Tarcísio Rocha (UnB), e publicada no site coronavidas.net, foi divulgada nacionalmente pela imprensa. O documento, elaborado a partir dos resultados da pesquisa, aponta o conjunto de fatores que levaram ao "aumento explosivo" ou "manutenção da grande circulação do vírus".

MOTIVOS DA EXPLOSÃO DE CASOS

Segundo a nota, as causas da explosão de novos casos de Covid-19 se traduzem em três pilares:
- A "falta de testagem sistemática com rastreamento de casos";
- A "falta de política central coordenada, clara e eficaz de enfrentamento";
- E "afrouxamento das medidas de isolamento sem evidências empíricas, sem uma análise cuidadosa por um painel de especialistas".

CONSCIENTIZAÇÃO E PROTEÇÃO

Antônio afirma que, caso medidas protetivas não sejam tomadas, o cenário será "o pior possível. Morrerão muitas pessoas que poderiam ser salvas com informação e higiene. Se o sistema de saúde colapsar, as equipes médicas não terão as condições ideais para realizar tratamentos". Para evitar este panorama, o professor e pesquisador sustenta que "o papel das instituições de ensino nessa pandemia é extremamente importante, pois podem contribuir para que um maior número de pessoas seja informado e se mantenha em segurança". Sobre a sociedade, o docente chama a atenção para o fato de que "a população em geral tem negligenciado os cuidados de prevenção - em especial os jovens. É preciso conscientizar a população e esperar uma vacina eficiente - seja vinda pelo SUS ou por ações estaduais".

Colaboração da Comunicação do Campus Feira de Santana

Por Isadora Melo, estagiária sob supervisão da jornalista Bárbara Souza