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Pesquisa institucional 2020 - Resultado Estudantil

Pesquisa estudantilParticiparam da Pesquisa Institucional 3.597 estudantes dos 22 campi do Instituto Federal da Bahia. Contudo, deste total, houve respostas duplicadas ou inválidas. No caso de respostas duplicadas, adotamos o critério do último formulário respondido completamente. Filtrando-se estes dados incorretos, restaram 3.388 respostas válidas e consideradas na tabulação dos dados quantitativos que tomaremos para efeito de cálculo na análise que segue.

Assim, considera-se que cerca de 11,6% das/os estudantes matriculadas/os no IFBA participaram da Pesquisa, partindo-se do universo de 30.261 estudantes cursando registrados/as no Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica (SISTEC) em 2020. No caso das/os estudantes, a amostra ficou bem aquém daquela obtida pela participação docente, o que pode indicar, preliminarmente, que o método de pesquisa on line teve problemas para alcançar a maior parte das/os estudantes.

O maior contingente de participações estudantil veio daquelas/es matriculadas/os em cursos de Ensino Médio Integrado, representado por 55,2% do universo, seguido por 33,8% de discentes dos cursos superiores. Por consequência, 52,7% dos estudantes tinham entre 13 e 18 anos de idade, 25,5% entre 19 e 23 anos, 12,5% acima de 28 anos. Dos que participaram de forma válida, revela-se 50,6% se identificaram pela cor parda, 24,7% pela cor preta, 19,5% pela cor branca.

Aqui cale destacar a participação em menor escala de estudantes dos cursos subsequentes, com 10,2%, e dos cursos PROEJA (0,6%) e concomitante (0,1%). A participação reduzida pode indicar as dificuldades da pesquisa online alcançar esse segmento acadêmico.

A Pesquisa aponta que o público do IFBA que participou desta consulta é marcadamente baixa renda, com 36,3% indicando que a família recebe até 1 salário mínimo por mês e 34,7% com rendimento familiar mensal entre 1 e 2 salários mínimos. Outros 20,7% informaram que a renda de sua família varia entre 3 e 5 salários mínimos. As/Os estudantes participantes, em sua maioria, isto é cerca de 30,6%, responderam viver com 3 pessoas, 23,7% vivem com apenas 2 pessoas, e 21,8% com 4 pessoas. O número alto de estudantes de baixa renda ressalta mais uma vez a importância do auxílio emergencial do IFBA.

Neste contexto de COVID-19, a pesquisa aponta que 95,9% das/os estudantes estão respeitando as medidas de isolamento social com sua família. Em complemento, 96,4% consideraram que o isolamento social é necessário. Nesse sentido, nota-se que a comunidade discente compreende e apoia as medidas de prevenção e combate ao avanço da COVID-19. Esses elementos podem estar ligados ao número de 53,2% das/os participantes que estão preocupadas/os, porém otimistas com o cenário de superação.

Perguntadas/os onde se encontravam nesse período de isolamento social e suspensão das aulas, 33,1% responderam não se encontrarem no mesmo município que estuda no IFBA, o que indica que parte considerável precisa de deslocamento intermunicipal neste período de restrições de transportes públicos para chegarem ao seu campus.

Depois que as aulas foram suspensas, a pesquisa indicou que as/os estudantes participantes têm ocupado seu tempo com tarefas domésticas (76,3%), com leituras, filmes e programas de TV (75,7%). Porém, há ainda um contingente expressivo que mantém rotina de estudos (53,2%). Esta questão poderia ter múltiplas respostas dos participantes.

Com relação ao acesso à internet e aos equipamentos tecnológicos, as/os estudantes participantes afirmaram ter conexão de banda larga e possuir notebooks, smartphones e outros aparelhos eletrônicos em casa. No entanto, problemas de instabilidade na conexão são apontados como fatores limitantes. Assim, 84,5% disseram ter internet de banda larga fixa em domicílio. Além disso, 80,9% disseram que os pais têm condições de manter regularmente o pagamento para o acesso à internet com qualidade suficiente para participar das aulas, em contraste com os 19,1% que alegaram não ter condições financeiras para tal. Para 51% das/os participantes, a velocidade da conexão de internet é suficiente para acessar conteúdos educacionais online, ao passo que 42,7% apontaram a instabilidade como aspecto que poderia prejudicar no desempenho atividades educacionais virtuais.

Numa análise mais completa e aprofundada, o cruzamento dos indicadores de conexão precária poderia ser cruzado com os índices de renda familiar para reforçar a necessidade de auxílio emergencial destinado a facilitar o acesso a internet para estudantes do IFBA.

Diante da questão sobre os aparelhos eletrônicos que dispõem para utilizar em atividades educacionais online e/ou a distância no seu domicílio, os estudantes participantes da pesquisa informaram que 89,1% possuem smartphones, 52,9% possuem notebook e 20,7% dispõem de computado de gabinete. Vê-se que a maioria recorreria aos smartphones para acessar conteúdos e aulas online. Na mesma sintonia, 87,7% informaram que os aparelhos indicados na questão anterior são de uso exclusivo e individual, enquanto 12,3% disseram compartilhar os equipamentos.

No que se refere à hipótese de realização de aulas ou práticas educativas online durante a suspensão das atividades presenciais no IFBA, 70,8% afirmaram ser favoráveis e 29,2% foram contra. Sobre a aplicação de atividades avaliativas por meio de EAD, as respostas se dividiram. 40,5% se sentem desconfortáveis para realizar avaliações a distância, 31,5% se disseram confortáveis em desempenhar as avaliações e 28% apontaram que não haveria mudanças em sua atitude diante de atividades avaliativas. De forma parecida, as/os estudantes também ficaram divididos quanto a qualidade de seu rendimento acadêmico por EAD. 41,7% disseram que o desempenho seria o mesmo do que ocorre nas atividades presenciais. Já 40,5% acham que serão prejudicadas/os em rendimento com adoção de atividades à distância de educação.