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Projeto institucional é aprovado em chamada pública da Finep

Inovação

A proposta “Tecnologias para sustentabilidade em diferentes territórios de identidade no estado da Bahia: caminhos para transição energética, ecológica e promoção da segurança alimentar”, submetida à chamada pública de desenvolvimento regional da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), é voltada ao desenvolvimento com sustentabilidade, alinhando-se à transição ecológica, energética e à promoção da segurança alimentar no país.
por Janaina Marinho publicado: 24/02/2026 13h12, última modificação: 12/03/2026 10h49

 A proposta partiu de um trabalho coletivo iniciado através da Chamada nº 01/2024/PRPGI/IFBA de 15 de janeiro de 2024 para a Seleção de subpropostas para submissão de Propostas Institucionais à chamada pública Chamada Pública FINEP Proinfra Desenvolvimento Regional Norte, Nordeste e Centro-Oeste 2024. O objetivo central é a ampliação da infraestrutura de pesquisa e de prestação de serviços em tecnologias para a sustentabilidade, alinhando-se à transição ecológica, energética e à promoção da segurança alimentar no país.

A proposta institucional é constituída de três subprojetos:

Aperfeiçoamento em Pesquisa Agroambiental no Sul e Sudoeste da Bahia (APAA) – Coordenador: Prof. Dr. Allison Gonçalves Silva.

Segurança Alimentar e Nutricional: uma abordagem multidisciplinar no Cerrado (SANU) – Coordenador: Prof. Dr. Jeferson Gabriel da Encarnação Coutinho.

Laboratórios de Tecnologias para Sustentabilidade (LTS) – Coordenador: Prof. Dr. Márcio Luís Valença Araújo.

Os três subprojetos são complementares e articulados. O APAA (Aperfeiçoamento em Pesquisa Agroambiental) atua no fortalecimento da infraestrutura laboratorial e da pesquisa aplicada em sistemas agroambientais, com foco no monitoramento da qualidade da água, do solo, de sedimentos e da biota, bem como na avaliação de impactos de agrotóxicos e contaminantes emergentes.

O SANU (Segurança Alimentar, Nutricional e Uso Sustentável dos Recursos Naturais) concentra-se na avaliação da qualidade e segurança dos alimentos, integrando análises físico-químicas, microbiológicas e ambientais, com vistas à promoção da segurança alimentar e ao apoio às cadeias produtivas locais.

Já o LTS (Laboratório de Tecnologias para Sustentabilidade) tem como função estruturar e integrar laboratórios multiusuários voltados ao desenvolvimento tecnológico, à inovação e à prestação de serviços, incluindo suporte à transição energética e à indústria fotovoltaica e de baterias. De forma integrada, os subprojetos compartilham infraestrutura, dados e recursos humanos, promovendo pesquisa interdisciplinar, formação qualificada e impacto socioambiental nos territórios atendidos.

Como explica o coordenador geral da proposta, Alisson Gonçalves Silva, o projeto geral tem como principal objetivo a inovação da infraestrutura de pesquisa científica e prestação de serviços em tecnologias para a sustentabilidade, com o objetivo de contribuir com o processo de transição ecológica, energética e a promoção da segurança alimentar no país. “Com essa proposta contemplada iremos criar núcleos de pesquisa, interdisciplinares e multi-institucionais para fomento da pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico de qualidade reconhecida, situados em cinco territórios de identidade: Metropolitano de Salvador, Costa do Descobrimento, Litoral Sul, Bacia do Rio Grande e Piemonte da Diamantina”, detalha o professor.

O valor total dos recursos do projeto BAHIA ECO-TEC foi de R$ 14.506.315,77, sendo o valor de R$ 6.612.473,60 destinado ao subprojeto LTS, o subprojeto SANU foi contemplado com o valor de R$ 4.305.788,06 e o subprojeto APAA com o valor de R$ 3.490.599,26. Os recursos são provenientes da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) - Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb).

Os subprojetos serão executados nas cidades de Salvador, Jacobina, Vitória da Conquista, Barreiras, Ilhéus, Eunápolis e Porto Seguro, durante um período de três anos.

O valor total dos recursos do projeto BAHIA ECO-TEC foi de R$ 14.506.315,77, sendo o valor de R$ 6.612.473,60 destinado ao subprojeto LTS, o subprojeto SANU foi contemplado com o valor de R$ 4.305.788,06 e o subprojeto APAA com o valor de R$ 3.490.599,26. Os recursos são provenientes da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) - Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb).
Os subprojetos serão executados nas cidades de Salvador, Jacobina, Vitória da Conquista, Barreiras, Ilhéus, Eunápolis e Porto Seguro, durante um período de três anos.

O subprojeto APAA tem como principal objetivo o fortalecimento do Programa de Pós-graduação em Ciências e Tecnologias Ambientais (PPCGTA), que acabou de subir no conceito da CAPES para nota 4, cursos de graduação e técnicos vinculados à temática ambiental. “Dessa forma, a aquisição dos equipamentos deverá consolidar o desenvolvimento das pesquisas básicas e aplicadas na área ambiental no IFBA, contribuindo de forma significativa e diferencial no desenvolvimento regional em bases ambientalmente sustentáveis. Este subprojeto traz uma relação do uso dos recursos hídricos e os sistemas agroambientais na região Sul, Sudoeste e Extremo Sul da Bahia, com o principal objetivo de consolidar estrutura multiusuário com equipamentos analíticos visando findar pesquisas em monitoramento ambiental desenvolvidos no Programa de Pós-Graduação em Ciências e Tecnologias Ambientais, PPCGTA, fortalecendo a infraestrutura de pesquisa e das atividades acadêmicas, vinculando as atividades de discentes que pesquisam na área de ciências ambientais”, celebra o coordenador Allison Gonçalves Silva. O IFBA e os campi envolvidos na proposta possuem cursos de graduação, tais como a engenharia ambiental, engenharia civil, licenciatura em química, licenciatura em computação, tecnólogo em agroindústria e matemática, além de cursos técnicos em biocombustíveis e meio ambiente, sendo diretamente beneficiados pelo fortalecimento da estrutura de pesquisa.

No caso do Laboratório de Tecnologias para Sustentabilidade (LTS) o objetivo central é oferecer o serviço de homologação de inversores fotovoltaicos e baterias, e contribuir para a formação de um ecossistema multiusuário para pesquisa, desenvolvimento e inovação que atuará em toda a cadeia de valor do setor fotovoltaico e baterias, através das parcerias com a rede de laboratórios do IFBA, UFBA, UFRB e IFPE. “O projeto será instalado no Parque Tecnológico e atenderá a demandas do setor fotovoltaico e de armazenamento de energia em baterias, inicialmente das empresas alocadas em território baiano. Como o laboratório possuirá equipamentos de ponta e com capacidade de operar centenas de kilowatt de potência, teremos condições de oferecer serviços para todas as regiões do país. O propósito da rede de laboratórios apresentada neste projeto é contribuir com o desenvolvimento e aprimoramento das normas técnicas de testes de equipamentos do setor solar, além do oferecimento do serviço de homologação de equipamentos através da acreditação pelo Inmetro, assegurando que cada produto analisado contribua significativamente para os objetivos propostos”, explica Allison Gonçalves Silva. Ainda de acordo com o professor, o projeto deve associar os diversos campi do IFBA, com cursos, alunos e pesquisadores da área de energia, para realizar atividades de pesquisa de alto impacto científico, tecnológico e/ou social, em toda a cadeia solar e de baterias, definidas como áreas estratégicas, na fronteira do conhecimento, “que visem à busca de solução de problemas nacionais e o desenvolvimento regional sustentável.

A proposta está alinhada com diversos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), destacando-se:
  • ODS 4 – Educação de Qualidade: Contribuir para a formação de pesquisadores altamente qualificados, capazes de liderar iniciativas inovadoras em ciências e tecnologias ambientais;

  • ODS 6 – Água Limpa e Saneamento: Investigar tecnologias sustentáveis para gestão da água, crucial em uma região com ecossistemas hídricos vulneráveis;

  • ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis: Desenvolver pesquisas voltadas para soluções sustentáveis em áreas urbanas e rurais, promovendo o equilíbrio entre desenvolvimento e preservação ambiental;

  • ODS 13 – Ação Contra a Mudança Global do Clima: Focar em estratégias de adaptação e mitigação, essenciais para uma região suscetível às mudanças climáticas;

  • ODS 15 – Vida Terrestre: Investigar práticas de conservação e recuperação de ecossistemas terrestres, preservando a biodiversidade única da região.

A proposta intitulada "Segurança Alimentar e Nutricional: uma abordagem multidisciplinar acerca da produção alimentar no Cerrado e Semiárido da Bahia" (SANU) é um projeto guarda-chuva coordenado pelo professor Jeferson Coutinho, do campus Barreiras. Trata-se de uma iniciativa voltada à modernização do Centro Integrado de Ciência dos Alimentos (CInCA), visando criar uma estrutura laboratorial robusta para pesquisas que acompanham todo o ciclo produtivo de alimentos no território da Bacia do Rio Grande, desde as condições de cultivo até o processamento e consumo final. “Os alcances da proposta abrangem 10 frentes de pesquisa complementares que integram conservação da biodiversidade, tecnologia e saúde pública. O escopo inclui o estudo de polinizadores, identificação de pragas agrícolas, análise biotecnológica de fungos e bactérias, prospecção de fontes proteicas alternativas (como insetos e algas) e a caracterização nutricional de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs). O projeto também visa o monitoramento de defensivos agrícolas em alimentos e na água, além do desenvolvimento de embalagens biodegradáveis e ativas a partir de resíduos locais, focando na sustentabilidade e segurança alimentar. O projeto prevê a aquisição de equipamentos de ponta, como um sistema de cromatografia gasosa acoplado a espectrômetro de massa (GC-MS/MS), microscópios de fluorescência e um espectrofotômetro UV-VIS. E prevê também a formação de recursos humanos (estudantes técnicos e de engenharia), a publicação de artigos científicos, a prestação de serviços de análise laboratorial para a comunidade e assistência técnica voltada a pequenos produtores e agroindústrias regionais”, detalha o coordenador geral Allison Gonçalves Silva.

De acordo com a equipe, as parcerias são fundamentais para o sucesso da proposta, articulando pesquisadores do IFBA com a Empresa Júnior ISA e instituições de ensino regionais, como a UFOB e a Uneb. O projeto também pretende estreitar laços com o setor produtivo local e a agricultura familiar através de parcerias público-privadas, para garantir a transferência de tecnologia e o suporte às redes produtivas do Oeste baiano.

Impactos

As equipes dos projetos comemoram a aprovação e esperam a geração de impactos nas dimensões social, econômica, científica, tecnológica e ambiental, e destacam a importância da inserção dos diferentes campis do IFBA nos distintos territórios de identidade da Bahia. “Ressalta-se que o projeto se encontra alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) especificamente com relação à: o objetivo 1, que visa acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares, o objetivo 2, acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável, o 6. que pretende assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todas e todos, o 7, que trata de Energia Limpa e Acessível; o objetivo 10, reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles, o 11, sobre Cidades e Comunidades Sustentáveis; o 12, que aborda Consumo e Produção Responsáveis; e, por fim, o 13, relacionado à Ação contra a Mudança Global do Clima”, detalha o coordenador geral Allison Gonçalves Silva.

Sobre o subprojeto APAA, a equipe acredita que terá uma atuação que vai propiciar um crescimento do bem-estar das comunidades locais. “A grande estratégia da proposta é a verticalização do ensino, que vai desde o curso técnico integrado até o PPGCTA, transformando e oportunizando a comunidade, trazendo ensino de qualidade, pública e gratuita. Os campi envolvidos na proposta contribuem para a formação científica de seus discentes que adquirem competências e habilidades técnicas atuando em Projetos nas áreas de exatas, ciência da natureza e cultural”, afirma o coordenador Allison Gonçalves Silva.

A execução do projeto beneficiará populações ribeirinhas; populações urbanas; pesqueiros; agricultores; povos originários e pecuaristas dos municípios delimitados para estudo, que fazem uso direto do solo e das bacias hidrográficas de seus produtos. “A presença de defensivos agrícolas, de esgoto sanitário sem tratamento e de efluentes nos rios e no solo podem comprometer a saúde e o bem-estar destes habitantes. Assim, o estudo contribuirá para a segurança hídrica, consequentemente alimentar e nutricional dessas comunidades, ao proporcionar meios de subsistência locais e promover a organização comunitária. A região do Centro Sul Baiano, rica em biodiversidade e culturalmente diversa, enfrenta desafios múltiplos como conflitos socioambientais, degradação dos ecossistemas e vulnerabilidades decorrentes das mudanças climáticas. Nesse contexto, a proposta visa direcionar pesquisas para soluções contextualizadas, considerando a realidade local e promovendo a construção e a troca de conhecimento para e com as comunidades da região”, conclui o coordenador. Já com o subprojeto SANU há previsão de benefícios para uma diversidade de grupos e comunidades, abrangendo desde o ambiente acadêmico até os setores produtivos e a sociedade em geral na região Oeste da Bahia. Os principais beneficiários serão a comunidade acadêmica do IFBA, o setor produtivo e Agricultura Familiar, consumidores e população regional, instituições de ensino e pesquisa parceiras, grupos de inclusão e acessibilidade, comunidades tradicionais do cerrado e semiárido, além de contribuir para a geração de empregos verdes, através do fortalecimento da indústria baiana com desenvolvimento de novas tecnologias de energia solar e baterias, formação de mão-de-obra qualificada para os setores de tecnologias para a sustentabilidade.

 

O impacto
Projeto BAHIA ECO-TEC
  • fortalecer a infraestrutura científica, a atuação em rede e a capacidade de geração de conhecimento, inovação e prestação de serviços voltados à sustentabilidade, à transição energética e à segurança alimentar.

  • ampliação e modernização da infraestrutura de pesquisa do IFBA por meio da implantação de laboratórios multiusuários intercampi, organizados em rede colaborativa interinstitucional - áreas ambiental, agroalimentar, de materiais e de energias renováveis.

  • contribuir para a redução das desigualdades regionais por meio da descentralização da infraestrutura científica e tecnológica nos territórios Metropolitano de Salvador, Costa do Descobrimento, Litoral Sul, Bacia do Rio Grande e Piemonte da Diamantina - com diagnósticos ambientais e produtivos.

  • promover a inclusão de comunidades locais, fortalecendo a segurança alimentar e nutricional; prestação de serviços laboratoriais, consultorias técnicas e certificações, especialmente nas cadeias agroambiental, agroindustrial, agroalimentar e fotovoltaica.

A equipe

Coordenador Geral:

Allison Gonçalves Silva - Doutor

 

Subprojeto:

Aperfeiçoamento em Pesquisa Agroambiental no Sul e Sudoeste da Bahia (APAA)

Allison Gonçalves Silva - Doutor (Coordenador de subprojeto)
Allívia Rouse Carregosa Rabbani - Doutora
Bruna Carmo Rehem - Doutora
Bárbara Callado Alves
Carlos Amilton Silva Santos - Doutor
Christian Ricardo Silva Passos - Doutor
Claudia Mendes Cordeiro - Doutora
Daiane Ferreira de Paiva Suffredini - Doutora
Daniel Von Rondon Martins - Doutor
Diogo Pereira Silva de Novais - Doutor
Fabiana Zanelato Bertolde - Doutora
Felizardo Adenilson Rocha - Doutor
Joseane Oliveira da Silva - Doutora
Leonardo Thompson da Silva - Doutor
Luciano da Silva Lima - Doutor
Romeu Pereira Viana Neto - Doutor
Thyane Viana da Cruz - Doutora
Vânia Lima Souza - Doutora

Campi Envolvidos:
IFBA Ilhéus
IFBA  Eunápolis
IFBA  Porto Seguro
IFBA  Vitória da Conquista

Subprojeto:

Segurança Alimentar e Nutricional: uma abordagem multidisciplinar no Cerrado (SANU)

Jeferson Gabriel da Encarnação Coutinho - Pós-doutor (Coordenador de subprojeto)

Alexandra Mara Goulart Nunes Mamede - Doutora

Ítalo Abreu Lima - Doutor

Fábia Silva de Oliveira Lima - Doutora

Diana de Meneses Souza - Doutora

Shana Pires Ferreira - Pós-doutora

Ricardo Augusto Nink - Doutor

Marcelo do Vale Cunha - Pós-doutor

Erick Jarles Santos de Araujo - Doutor

Leidiani Müller - Doutora

 

Subprojeto:

Laboratórios de Tecnologias para Sustentabilidade (LTS)

Marcio Luis Valença Araújo - Doutor (Coordenador de subprojeto)

Marcelo Santana Silva - Pós-doutor

José Mário Araújo - Doutor

Durval de Almeida Souza - Doutor

Armando Hirohumi Tanimoto - Doutor

Kenedy Marconi Geraldo dos Santos - Doutor

Deise Danielle Neves Dias Piáu - Doutora

Joacir Simões Ferreira - Doutor

Leonardo Silva Vasconcellos - Mestre

Édler Lins de Albuquerque - Doutor