Jornada Pedagógica e Administrativa da Reitoria reúne cerca de 200 pessoas em Salvador
Reportagem: Bárbara Souza, Carla Emile, Janaína Marinho e Luize Meirelles
Fotos: Bárbara Souza, Carla Emile, Helen Sampaio, Janaína Marinho, Luize Meirelles, Teresa Bahia e Yuri Conceição
Edição final: Bárbara Souza
Entre os últimos dias 1º e 4 de abril, cerca de 200 pessoas participaram da 4ª edição da Jornada Pedagógica e Administrativa da Reitoria do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA). O evento, que foi realizado na Reitoria do IFBA, em Salvador, teve como tema “Redes e Territórios: Construindo uma Educação Profissional e Tecnológica Integrada, Inclusiva, Sustentável e Popular” e contou com programação e público diversificados, entre eles os(as) diretores(as)-gerais dos campi, que participaram do Colégio de Dirigentes (Codir) realizada no primeiro dia da Jornada.

Durante quatro dias, servidores(as) e dirigentes dos campi e da Reitoria participaram de atividades como os fóruns de Direções de Ensino e de Diretores de Administração do IFBA. Um momento especial marcou a participação dos(as) diretores(as)-gerais dos campi na Jornada Pedagógica e Administrativa da Reitoria: a diplomação dos(as) gestores(as), empossados em 2024, após serem eleitos(as) pelas respectivas comunidades no final de 2023. “Fizemos uma posse simbólica, com a diplomação de todos os diretores e diretoras-gerais eleitas, porque não tivemos essa oportunidade no passado, e agora eles e elas estão completando um ano de mandato”, afirmou a reitora do IFBA, Luzia Mota, ao classificar o ato como “um momento muito significativo da Jornada Pedagógica Administrativa da Reitoria”.

Realizada no Auditório 2 de Julho, na tarde da terça-feira (01), a abertura da Jornada contou com apresentação cultural do grupo Afro Bankoma, que mobilizou a atenção do público com sua performance e as batidas vibrantes dos instrumentos de percussão. Com o tema "Mitos ancestrais e narrativas populares como perspectiva educacional dos povos", a conferência de abertura foi ministrada por Vovó Cici de Oxalá, da Fundação Pierre Verger e do Terreiro Ile Axe Opo Aganju, com mediação da assessora de Relações Internacionais, Cláudia Santos. 
A mesa contou com a participação da reitora Luzia Mota, que destacou “a sabedoria e a inteligência ancestral” de Vovó Cici. Na avaliação da reitora, o primeiro dia do evento “superou” as expectativas. “Temos aqui hoje quase duzentas pessoas participando da Jornada, temos os diretores administrativos, os diretores-gerais, os diretores de Ensino, os novos servidores empossados a partir de 2023, gestores e servidores da Reitoria, então, fizemos uma belíssima festa e tivemos muitas trocas importantes. E é só o primeiro dia!”, declarou.
No segundo dia da Jornada, Fábio Bezerra, do Cefet-MG, ministrou a palestra “A prática extensionista como princípio articulador da EPT e da educação popular dos Institutos Federais”, com mediação da pró-reitora de Extensão do IFBA, Nívea Santana. Em entrevista ao Portal do IFBA, Fábio ressaltou que "os institutos federais têm uma missão histórica, desde que foram constituídos, assim como a Rede de Educação Profissional e Tecnológica, que é promover o desenvolvimento social de uma forma articulada com outras políticas públicas do Estado”, disse, ao enfatizar que “essa perspectiva de desenvolvimento articulado com outras políticas públicas leva em consideração todas as modalidades de ensino que os institutos federais promovem e toda a sua potencialidade, ou seja, o ensino, a pesquisa e a extensão”.
De acordo com Fábio Bezerra, “a Extensão é exatamente a parte do tripé que mais nos aproxima das demandas sociais, de forma mais imediata. Enquanto um projeto de ensino ou mesmo um projeto de pesquisa pode durar alguns anos, dependendo da conformação social e do projeto de extensão, esses resultados podem ocorrer de uma forma muito mais rápida, muito mais prática e mais efetiva, tanto na vida das pessoas que estão sendo atendidas quanto também na vida acadêmica, porque a Extensão, costumo dizer, é um processo de mão dupla”, concluiu.
Em pauta, desenvolvimento e financiamento da Rede Federal
Também no dia 2 de abril, o subsecretário de planejamento e orçamento da Setec, Adalton Rocha de Matos, apresentou a palestra “Os desafios do desenvolvimento e financiamento na modernização da RFEPCT no Brasil”, na Jornada Pedagógica e Administrativa da Reitoria do IFBA. Servidor público federal, ocupante do cargo de pesquisador tecnologista em informações e avaliações educacionais, Adalton é graduado e mestre em administração, pela Universidade Federal da Bahia (Ufba).
De acordo com o subsecretário, a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica enfrenta alguns desafios históricos pela sua égide. Considerando o IFBA, por exemplo, que começou como uma das Escolas de Aprendizes e Artífices criadas pelo presidente Nilo Peçanha a partir do Decreto Nº 7.566, de 23 de setembro de 1909, ele contextualiza que há transformações na forma de funcionamento do Instituto, como também na forma de se educar um ser humano.
“Nesse ínterim, também há a questão orçamentária, porque para financiar políticas públicas, a gente precisa de arrecadação, a arrecadação precisa de uma certa orientação e formalização por parte do governo central, do Governo Federal. Temos enfrentado alguns desafios ao longo das alterações que aconteceram na Constituição Federal para conseguir fazer com que haja, para além do financiamento básico de custeio, uma melhor percepção na questão da sustentabilidade, da questão de alocar o(a) estudante naquilo que é o melhor para o seu desenvolvimento pessoal. Isso porque, ao longo de alguns tempos, algumas emendas constitucionais fizeram comprimir o orçamento e, por via de consequência, a disponibilidade de recursos”, explica Adalton.
“Isso afeta o desenvolvimento não só das atividades do dia a dia do Instituto, como também de um desenvolvimento melhor para uma melhor evolução sustentável. Então, no geral, a gente avalia que há uma necessidade um pouco de mudança acerca das estruturas orçamentárias e financeiras para que a gente consiga flexibilizar e gerir mais recursos para a rede e, como consequência, ter essa transformação que é tanto necessária”, afirma o representante do MEC.
A palestra aconteceu dentro na quarta edição da Jornada Pedagógica e Administrativa da Reitoria do IFBA, realizada entre os dias 1º e 4 de abril, com o tema “Redes e Territórios: Construindo uma Educação Profissional e Tecnológica Integrada, Inclusiva, Sustentável e Popular”. O pró-reitor de Administração e Planejamento do IFBA, André Rocha, que foi mediador na ação, fala que a jornada pedagógica e administrativa da Reitoria é uma consolidação das jornadas pedagógicas e administrativas dos campi. Ele pontua que a administração, considerada como atividade meio, é responsável por integrar estrategicamente as ações das atividades fim para entregar o ensino, a pesquisa, a extensão e a inovação com qualidade.
“Então, eu diria que essa integração não é apenas uma necessidade, é como se fosse uma coluna vertebral que faz com que a instituição funcione. Não dá para dissociar o ensino, a pesquisa e a extensão da gestão. A gente está entrando em uma jornada onde a gestão está sendo entendida como uma gestão estratégica. E, por ser assim, a gente age por objetivos estratégicos. O que move a instituição é um objetivo estratégico comum, de entregar para a sociedade o ensino de qualidade. Eu acredito que essa integração não é só estratégica, ela é benéfica para o funcionamento e crescimento da instituição. Por quê? Porque quando a gente integra a atividade meio, chamada de atividade da administração e planejamento, a atividade fim a gente consegue conectar o planejamento orçamentário com o planejamento estratégico da instituição”, explica André.
O pró-reitor de Administração e Planejamento ainda fala que, no “mundo real”, não funciona dissociar as atividades fins, antes centradas nas jornadas pedagógicas, da atividade administrativa. “Eu acredito que a Reitoria trazendo esse protagonismo é um reflexo de uma administração central preocupada em pulsar de forma organizada e sistemática juntamente com os campi em torno de um objetivo comum. Essa é a relevância que eu acredito que nós temos enquanto Reitoria, preocupada com o planejamento integrado com os campi e com o resultado que a gente vai entregar no final de cada ano para a sociedade. Então, esse é o ponto central, crucial, que torna a nossa jornada pedagógica e administrativa da Reitoria, não só uma consolidação dos planejamentos que foram discutidos e refletidos nos campi, como também nos traz uma responsabilidade de refletir toda essa perspectiva multidisciplinar, diversa, que é trazer todas as unidades para a Reitoria e a Reitoria consolidar um planejamento único. Acho que isso vai fazer a instituição crescer no médio e longo prazo”, destaca.
Planejamento, educação inclusiva e inovação
Educação inclusiva e planejamento de ensino estiveram entre os temas abordados e debatidos no terceiro dia da Jornada Pedagógica e Administrativa da Reitoria. O professor Celso Vasconcelos do Instituto Libertad, ministrou a palestra “Planejamento, projeto pedagógico institucional e processo de ensino aprendizagem” com mediação da professora Indaiara da Silva, do Departamento de Ensino Técnico (Detec), da Pró-Reitoria de Ensino (Proen). “A Inteligência Artificial na gestão de processos” foi tema da apresentação do professor Fernando Alves do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS). Realizada na antiga sala da Proex e mediada pela pró-reitora de Desenvolvimento Institucional do IFBA, Elis Lopes, a atividade atraiu grande público, entre docentes, técnicos administrativos e estudantes.
"São dois paradigmas que a gente tem que pensar: prioridade e transversalidade. Prioridade porque que a LBI, a Lei Brasileira de Inclusão, define que a gente precisa tratar a pessoa com deficiência como prioridade. E transversalidade porque a gente não pode imaginar que a inclusão é responsabilidade de apenas um setor, setor próprio da inclusão. Não. A responsabilidade é de todos: de quem recebe o estudante na porta da escola até os mais altos cargos administrativos."
Felipe Ribeiro de Farias - Secretaria de Educação de Vitória da Conquista.
Na tarde do dia 3 de abril, foi realizada a Mesa Redonda “Perspectivas e desafios da educação inclusiva no cenário da EPT e do IFBA”, que contou com os palestrantes José Eduardo Lanuti, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), e Felipe Ribeiro de Farias, da Secretaria de Educação de Vitória da Conquista.
“São dois paradigmas que a gente tem que pensar: prioridade e transversalidade. Prioridade porque que a LBI, a Lei Brasileira de Inclusão, define que a gente precisa tratar a pessoa com deficiência como prioridade. Como que a gente trata a pessoa com deficiência como prioridade na escola, se a gente já tem 40, 50 300 alunos de uma vez? Então isso tem tudo a ver com a palestra de hoje mais cedo [do professor Celso Vasconcelos, do Instituto Libertad], que fala sobre o planejamento, sobre o controle, sobre a organização. E transversalidade porque a gente não pode imaginar que a inclusão é responsabilidade de apenas um setor, setor próprio da inclusão. Não. A responsabilidade é de todos: de quem recebe o estudante na porta da escola até os mais altos cargos administrativos. Então, a responsabilidade da inclusão tem que passar por todos os setores”, disse Felipe Ribeiro à reportagem do Portal do IFBA.
Ele relatou que foi professor de Atendimento Educacional Especializado (AEE) em um campus e que ouviu com frequência “uma coisa que as pessoas falavam: o aluno da inclusão, o aluno da Capne [Coordenação de Apoio aos Estudantes com Necessidades Específicas]. Não, não é aluno da inclusão, não é aluno da Capne, é aluno da instituição, aluno de todo mundo. Então, todos os professores, todos os técnicos administrativos, educacionais, terceirizados, todos que trabalham com esse estudante têm essa responsabilidade”. Na avaliação de Felipe, o “grande desafio” é o de garantir a “prioridade que os alunos merecem e de que a Lei trata” e a transversalidade, “para a inclusão estar presente em todos os setores”.
“O instituto federal do futuro: construindo um ecossistema empreendedor de inovação no IFBA” foi o tema da mesa que reuniu, como palestrantes Josiane Carolina Soares Ramos Procasko, da UFRGS, e Mateus Cardoso Couto, da ABAS Startups. A atividade foi mediada pelo pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação do IFBA, Ivanildo Santos.
“Nós somos distintos. Há distintas maneiras de se construir como pessoa cidadã”
O último dia da Jornada contou com palestra “O pensamento negro na educação profissional e tecnológica popular”, ministrada pela professora, pesquisadora e escritora Petronilha Beatriz Gonçalves, autora do livro “O jogo das diferenças: o multiculturalismo e seus contextos” (1998), redigido em coautoria com Luiz Alberto Oliveira Gonçalves, e da tese de doutorado “Educação e identidade dos negros trabalhadores rurais do Limoeiro”, defendida em 1987. A atividade foi mediada pela diretora de Políticas Afirmativas e Assuntos Estudantis do IFBA, Norma Souza de Oliveira.
"As relações étnico raciais permitem que sejamos capazes de dialogar, de negociar a sociedade que queremos. Trazemos distintas contribuições e vamos negociar. Como deve ser a sociedade brasileira? Um projeto de sociedade comum, projeto que precisa ser negociado e isso é conversar. Pede que os distintos grupos conversem, sejam as raízes indígenas, africanas, afro-brasileiras e europeias. Ninguém deve se sentir superior, mas sim distintos. Concebendo convivências e por meio desse diálogo se cria um projeto de nação. Nós estamos nos educando enquanto pessoas. Qual é o nosso projeto de nação? Qual é a nação que estamos expressando? Nós somos distintos. Há distintas maneiras de se construir como pessoa cidadã. A diversidade não é pitoresca ou interesse. Ela exige de nós um esforço, que dá ou não dá certo, para construir o comum. Devemos compreender e respeitar distintas formas de ser para construirmos o comum”.
As palavras de Petronilha Beatriz foram ouvidas por uma plateia atenta, que foi instigada a pensar sobre questões pela palestrante. “Sabemos que há grupos que pretendem manter o modelo europeu e colonialista e essas pessoas têm dificuldades de ouvir propostas distintas. Temos que ouvir os povos originários. De que forma essa origem está sendo respeitada? E na sala de aula estamos expressando esse projeto?"
“De que cidadão o mundo está precisando?”, questiona palestrante do IFB
Na sequência, foi realizada a Conferência de Encerramento, com o tema “Educação Profissional e Tecnológica na articulação com a Educação Popular e Integrada”, que teve como conferencista Adilson César de Araújo, do Instituto Federal de Brasília (IFB) e contou com a mediação do pró-reitor de Ensino do IFBA, Jancarlos Menezes Lapa. Adilson Araújo defendeu os institutos federais como espaços de autonomia frente às reformas e precarização do ensino – com o crescimento exponencial da EaD, entre outros fatores - e a criação de espaços totalmente voltados a uma educação integral, não apenas a educação para o meio produtivo. "Essa é uma temática aberta, que possibilita vários olhares. É no espaço público que nos encontramos, que nos encontramos como iguais. É importante estarmos aqui fazendo esse diálogo. As leis expressam relações de forças e nos últimos tempos elas são extremamente desfavoráveis para a educação. Precisamos refletir que cidadão o mundo está precisando? O que precisa ser implementado hoje?”, questionou o palestrante, ao ressaltar a necessidade de pensarmos em quais seres humanos estamos formando, a necessidade de pensar “uma educação que pense no bem comum” e que seres humanos queremos nesse sentido. “Isso traz a perspectiva de educação popular. Falar nela é falar em uma educação democrática e isso vai na contramão das reformas educacionais neoliberais".
O pró-reitor de Ensino do IFBA, Jancarlos Lapa, que fez a mediação da mesa, afirmou que “a quarta Jornada Pedagógica e Administrativa da Reitoria segue cumprindo seu objetivo que é iniciarmos um ano com uma reflexão importante tanto do ponto de vista pedagógico quanto do ponto de vista administrativo, e mais ainda, não é só dentro de um olhar de gestão Central aqui da Reitoria, mas com a participação dos campi nesse processo de discussão. Então junte-se a isso as jornadas pedagógicas dos campi, mas esse momento aqui da Reitoria acaba por iniciar um processo de planejamento muito importante e fundamental para que as atividades sejam feitas da melhor forma possível”. Ele destacou que neste ano a Jornada contou com discussões passando por orçamento, extensão, pesquisa, educação inclusiva e passando por abordagens dentro da gestão e do ensino fundamental” e que o evento não só cumpriu o objetivo, mas também “iniciou uma série de reflexões importantes para que a gente ganhe e leve para os campi as melhores soluções a partir do debate”.
No período da tarde, foi realizada uma atividade direcionada aos servidores da Reitoria: a apresentação do Planejamento Estratégico da Reitoria, cujo teor foi apresentado pelas pró-feitorias, diretorias sistêmicas e áreas que compõem a estrutura organizacional da Reitoria.
Lançamento do Painel Público da Integridade do IFBA
Na sexta-feira, 4, também foi realizado durante a Jornada Pedagógica e Administrativa da Reitoria o lançamento do Painel Público da Integridade do IFBA, disponível para acesso na página https://suap.ifba.edu.br/integridade/painel/Trata-se de uma ferramenta “que dá publicidade, em ação de transparência ativa, a todas as denúncias que estavam em tramitação na instituição na data de 01/01/2025 (época de entrada em funcionamento do módulo de Integridade no SUAP) e àquelas recebidas a partir dessa data, contribuindo para o controle social das comunidades interna e externa, bem como para promover uma cultura de transparência das informações que são públicas quanto à tramitação das denúncias dentro da nossa instituição”, explica o assessor especial de Governança, Riscos e Controles do Gabinete da Reitoria.
Segundo ele, em atendimento “às reiteradas falas da comunidade” durante o evento "Integridade em Ação" que teve edições realizadas em alguns campi do IFBA – “falas como "fazemos uma denúncia e não sabemos o resultado dela", "as denúncias não tramitam", "nós denunciamos e não dá em nada na prática" - , o Painel Público da Integridade do IFBA “permitirá o acompanhamento das denúncias, de forma anônima e aberta - não exigido login ou identificação para acessar o painel -, permitindo ao usuário e à usuária identificar quais procedimentos foram instaurados, em que fase está a tramitação da denúncia, a data de passagem pelos setores da Integridade, a data do julgamento, o resultado da denúncia (inclusive as penalidades aplicadas), quem são os servidores atuantes nas comissões investigativas e disciplinares, os assuntos apurados, o campus ou unidade relacionada à denúncia, entre outras informações”.
“Nós vamos apresentar para a comunidade o Painel de Integridade, que engloba os processos que tramitam na Correição, na Ouvidoria e na Procuradoria da Instituição. Essa ação é no sentido de realizar transparência ativa em relação à área de Integridade, porque na nossa instituição temos processos que são devido a denúncias, investigações e processos disciplinares, e há uma solicitação de que esses processos possam ser acompanhados pela comunidade”, disse a reitora do IFBA, Luzia Mota, no lançamento do Painel durante a Jornada Pedagógica. Ela sublinhou, entretanto, que “são processos sigilosos, do mesmo modo que os processos periciais, então a comunidade não terá acesso ao conteúdo, mas poderá acompanhar a partir, tanto do número da denúncia, no Fala BR, quanto pelo processo SEI, onde os processos se desenvolvem dentro da instituição”, informou a gestora. Luzia Mota lembrou ainda que a comunidade também “poderá acompanhar desde quando o processo começa a tramitar, quando determinada denúncia é realizada, até o momento em que a denúncia é fiscalizada.
Esses processos não ficam parados dentro da instituição. São processos muito sensíveis, relacionados com assédio moral, com quebra de dedicação exclusiva, com assédio sexual e com questões ligadas à área administrativa. São processos que a comunidade precisa saber qual o andamento que estão tendo. Inclusive estudantes, que são a parte mais fragilizada no processo, por exemplo, de investigação de uma denúncia de assédio. Os estudantes terão acesso às informações sobre a tramitação do processo e isso, vai acabar com a sensação de impunidade que a comunidade pode ter em alguns casos”. De acordo com a reitora, “esse é o grande objetivo desse Painel, que foi construído pelo Núcleo de Integridade, que envolve, pelo menos, uns cinco setores dentro da instituição: dar transparência aos processos”, concluiu.
Assista ao vídeo sobre o Painel de Integridade do IFBA, clicando aqui.

- Fórum de Diretores Administrativos integrou a programação da IV Jornada Pedagógica e Administrativa da Reitoria





