Com “legado de cooperação, integração e pertencimento”, IFBA encerra Congresso de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação em Paulo Afonso
Pesquisa
Na tarde do último 24 de outubro, o campus Paulo Afonso sediou a cerimônia de encerramento do VI Congresso de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (CPPGI) e do XXII Seminário de Iniciação Científica, Tecnológica e Inovação (SICTI) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA). Realizados entre os dias 21 e 24 de outubro, os eventos reuniram estudantes, pesquisadores, professores e gestores de diferentes campi e instituições parceiras sob o tema “Sertão das Águas, do Opará ao Oceano: ciência, inovação e sustentabilidade no Território do Velho Chico”.
A mesa de encerramento foi composta pela pró-reitora de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Hingryd Inácio de Freitas; pela pró-reitora de Desenvolvimento Institucional, Elis Fábia Lopes Cabral; pelo diretor-geral do campus Paulo Afonso, Otoni Jader Santana Silva; pelo diretor de ensino do campus Paulo Afonso, Igor de Oliveira Costa; e pela coordenadora de Pesquisa, Pós-Graduação, Inovação e Extensão, Sheila Corrêa. O momento marcou o fechamento de quatro dias de intensa programação, com palestras, apresentações culturais, comunicações orais, oficinas e minicursos. O encerramento oficial do Congresso foi anunciado pela pró-reitora da PRPGI, Hingryd de Freitas, também em nome da reitora do IFBA, Luzia Mota.
A cerimônia teve início com professora Sheila Corrêa, que abriu o momento destacando o sentimento coletivo que permeou a realização do congresso. Em tom de gratidão e emoção, ela reconheceu o empenho da equipe organizadora e dos parceiros institucionais. “A palavra de ordem é a gratidão. Gratidão à PRPGI, que nos possibilitou essa troca e essa construção, e a todos aqueles que constituíram a comissão local, que trabalharam sem medir esforços, que se doaram integralmente para muito além daquilo que foram designados”, afirmou. A coordenadora também destacou o papel essencial dos monitores e servidores que, mesmo não integrando a comissão oficialmente, contribuíram para o êxito do evento.
Em seguida, Igor Costa, reforçou a importância da colaboração e do aprendizado coletivo. “A palavra de hoje é gratidão. O objetivo foi alcançado. Conseguimos crescer enquanto pesquisadores e enquanto instituição. Cada evento é isso, uma oportunidade de aprender e avançar.” O diretor de ensino ressaltou que a experiência representou um amadurecimento institucional, consolidando a integração entre ensino, pesquisa e inovação.
O diretor-geral do campus, professor Otoni Jader Santana Silva, deu continuidade às falas emocionando o público ao reconhecer o envolvimento da comunidade acadêmica na preparação do evento. Com tom reflexivo, o gestor relembrou o esforço conjunto e o sentimento de pertencimento que marcaram o congresso.
“Todo mundo doou mais do que o seu trabalho, doou o seu sentimento. Esse movimento que foi feito aqui foi para vocês, para quem veio à nossa casa. Nós buscamos entregar o que prometemos e conseguimos acolher. Saímos muito maiores do que iniciamos essa caminhada meses atrás.”, disse.
Otoni destacou ainda o papel dos servidores e estudantes na criação de espaços colaborativos e criativos, que deram identidade visual e simbólica ao evento.
A pró-reitora de Desenvolvimento Institucional, Elis Cabral, também destacou o protagonismo do campus anfitrião e a importância do congresso para a consolidação da política científica e tecnológica do Instituto. “Parabenizo e agradeço ao diretor-geral pela coragem, pelo cuidado e pelo acolhimento com o evento. Essa é uma agenda muito importante e muito cara para a instituição. Ao chegar e perceber como fomos acolhidos e recebidos, ficou evidente o quanto o IFBA é vivo e diverso.”
Elis ressaltou ainda que o congresso evidencia a vitalidade e a capacidade de articulação da rede, fortalecendo a pesquisa e a inovação como pilares da formação cidadã.
Encerrando as falas da mesa, a pró-reitora da PRPGI, Hingryd Freitas, expressou emoção ao relembrar os desafios enfrentados pela equipe e o caráter ousado da proposta. “Foi um projeto ousado, sonhado com coragem. Queríamos dialogar com a cidade e ocupar o espaço público que tanto nos define como educação pública. Foi um evento que pulsou de forma bastante viva durante esses quatro dias.”
A pró-reitora enfatizou o caráter coletivo da realização, destacando o envolvimento de estudantes, servidores e parceiros externos, e reafirmou o compromisso do IFBA com uma ciência pública, democrática e transformadora, concluiu.
Após os pronunciamentos, o diretor-geral Otoni Jader conduziu a leitura da Carta de Paulo Afonso, documento produzido coletivamente durante assembleia e que consolida diretrizes para a política científica, tecnológica e inovadora do IFBA. A carta reafirma o compromisso da instituição com a indissociabilidade entre ensino, pesquisa, extensão e inovação, a diversidade epistêmica e a sustentabilidade como horizonte ético.
Panorama do evento
Ao longo de quatro dias, 822 participantes de diversos campi do IFBA e instituições parceiras participaram de 76 atividades e apresentaram 179 trabalhos. A programação promoveu trocas de experiências e a integração entre pesquisadores, estudantes e gestores de diferentes regiões.
Para a pró-reitora de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Hingryd Freitas, o Congresso se consolida como o principal espaço de encontro e socialização da produção científica do Instituto. “Este evento, que ocorre anualmente, se consolida como o principal espaço de encontro, celebração e socialização da produção científica da comunidade IFBA, envolvendo estudantes, professores(as), técnico-administrativos(as) e gestores(as), além da população do município e região no qual o campus que acolhe a sua realização está inserido”.
Segundo a gestora, a estrutura multicampi do IFBA potencializa o alcance do congresso, que contribui de forma significativa para a interiorização da ciência no território baiano. Nesta edição, Paulo Afonso recebeu representantes de 14 campi da instituição, além de universidades parceiras e participantes de outros estados do Nordeste. “Foram aprovados 179 trabalhos científicos, com participação não apenas de congressistas da Bahia especialmente do IFBA, Instituto Federal Baiano (IF Baiano), Universidade do Vale do São Francisco (Univasf), Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Universidade do Estado da Bahia (Uneb) —, mas também de representantes dos estados de Sergipe, Pernambuco, Ceará, Alagoas, Tocantins e Pará”. Ela destacou ainda que, do total de trabalhos aprovados, 107 foram desenvolvidos no âmbito do Programa Institucional de Iniciação Científica e Tecnológica (PIICT), envolvendo os campi de Paulo Afonso, Salvador, Vitória da Conquista, Barreiras, Eunápolis, Feira de Santana, Camaçari, Lauro de Freitas, Simões Filho, Porto Seguro, Irecê, Santo Antônio de Jesus, Valença, Jacobina e Jequié.
Hingryd ressaltou ainda o caráter pedagógico e integrador da pesquisa e da inovação dentro do IFBA, enfatizando a importância de eventos como esse para a consolidação da política institucional. “O evento mobiliza a comunidade e se define como principal espaço de socialização da nossa produção científica e tecnológica. Também destaca a importância pedagógica da pesquisa e da inovação e da aplicabilidade prática do conhecimento científico para o atendimento das demandas da sociedade e dos territórios nos quais os campi estão inseridos.”, concluiu.
Para o diretor-geral do campus Paulo Afonso, Otoni Silva, sediar o congresso representou um marco para a comunidade local. “Para a nossa comunidade, foi um momento ímpar. Tivemos uma ampla mobilização de estudantes, servidores e parceiros externos para a construção de um evento rico e diverso” . O gestor ressaltou a dimensão territorial e simbólica do tema, que abordou o “Sertão das Águas: do Opará ao Oceano”. “O tema do evento, relacionado às águas, dialoga diretamente com a regionalidade do nosso território, que é demarcado pelas questões energéticas através das águas, bem como pelos impactos ambientais e socioculturais dos barramentos do rio”, disse.
Durante os quatro dias de programação, o campus Paulo Afonso recebeu mais de 700 participantes e a visitação de dez escolas dos municípios de Paulo Afonso, Glória e Santa Brígida. As atividades se estenderam para além do campus, alcançando espaços externos como a Uneb, o Auditório Municipal Edson Teixeira e o Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso, ampliando o diálogo entre ciência, território e comunidade. “Pensando nisso, realizamos a cerimônia de abertura e encerramento às margens dos lagos que cercam a cidade. No campus, tivemos salas temáticas, atividades culturais e palestras”, explicou o diretor-geral.
A ambientação do campus foi planejada para reforçar o vínculo entre o tema do evento e a identidade local, traduzindo simbolicamente a relação entre o sertão e as águas do Velho Chico. “O campus foi totalmente caracterizado com o tema ‘Sertão das Águas: do Opará ao Oceano’. Vale frisar que ‘Opará’ é o nome dado ao Rio São Francisco pelos povos originários”, informou Otoni. Ao avaliar o balanço geral, o diretor destacou a relevância simbólica e institucional de sediar o maior evento científico do Instituto, reconhecendo o empenho coletivo da comunidade acadêmica e dos parceiros.
“Para o campus Paulo Afonso, foi uma grande alegria e um imenso prazer sediar este que é o maior evento científico da rede IFBA. Gostaríamos de agradecer à PRPGI, à Reitoria e a todos os congressistas que vieram nos visitar”, finalizou.
Para os gestores, o Congresso e o Seminário deixaram um legado de cooperação, integração e pertencimento, consolidando o papel do IFBA como agente de desenvolvimento regional e de promoção de uma ciência pública, diversa e comprometida com o futuro sustentável dos territórios. Ambos destacaram que os resultados da edição de Paulo Afonso extrapolam o âmbito local, refletindo o fortalecimento da política científica e inovadora do IFBA como um todo. Por fim, Hingryd ressaltou que o êxito da edição reforça o projeto institucional de interiorização da ciência e a construção de uma agenda científica colaborativa no Instituto. “O marco desse processo foi a aprovação da Carta de Juazeiro em 2024. Já em 2025, com a Carta de Paulo Afonso, o IFBA reafirma seu compromisso ético e político, estabelecendo princípios e ações estratégicas para pesquisa, inovação e pós-graduação, dentro do contexto da educação profissional e tecnológica”, concluiu a pró-reitora.

