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Professores do IFBA são aprovados em bolsas de produtividade do CNPq

Docentes do campus Salvador, Marcelo Santana Silva foi contemplado na modalidade Produtividade Tecnológica e Extensão Inovadora (DT), e José Mário Araújo foi selecionado na modalidade Produtividade em Pesquisa (PQ).
publicado: 17/04/2024 16h54, última modificação: 17/04/2024 16h54

Por Gilberto Amorim *

No início deste ano, dois docentes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) foram selecionados em bolsas de produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Ambos do campus Salvador, Marcelo Santana Silva foi aprovado na Chamada CNPq nº 04/2023 – Bolsas de Produtividade Tecnológica e Extensão Inovadora (DT), enquanto José Mário foi aprovado na Chamada CNPq nº 09/2023 - Bolsas de Produtividade em Pesquisa e Produtividade em Pesquisa Sênior.

Professor dos mestrados em Engenharia de Sistemas e Produtos (PPGESP/IFBA) e de Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação (PROFNIT/IFBA), Marcelo Santana conta que no final de 2022 conseguiu a aprovação de um projeto de pesquisa em rede na Chamada CNPQ/MCTI/FNDCT nº 40/2022 - Pró-Humanidades - Programa de Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Humanidades, intitulado: “Avaliação de Indicadores de Sustentabilidade Pós-Selo de Indicações Geográficas no Estado da Bahia sob a Égide dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)”. Desde então, o docente tem realizado estudos sobre as Indicações Geográficas no estado. “As IGs concedidas na Bahia são: Vale do Submédio São Francisco (manga e uva), Microrregião de Abaíra (cachaça), Sul da Bahia (cacau) e Oeste da Bahia (café) e Vale do São Francisco (vinho finos). Ao longo dos 36 meses de bolsa de produtividade DT, sob a nossa coordenação, realizaremos estudo sistemático sobre a avaliação da sustentabilidade Pós-IG no estado da Bahia, cujo objetivo principal é verificar se os selos de IG trouxeram impactos positivo nas economias locais, na preservação ambiental e nas condições sociais”, explica. 

No IFBA há 25 anos, José Mário Araújo leciona no mestrado em Engenharia de Produtos e Sistemas (PPGESP/IFBA) e no Programa de Pós-graduação em Difusão do Conhecimento (DMMDC). José Mário, que tem experiência em certames anteriores, tem como principais ramos de atuação, na Engenharia Elétrica, as subáreas de Sinais e Sistemas e Sistemas de Controle. “Antes de ser contemplado com a bolsa de produtividade em pesquisa nível E, antigo nível 2, eu já possuía uma sólida carreira de Ensino e Pesquisa, e o projeto submetido para concorrer na Chamada CNPq nº 09/2023 é de fato uma continuidade daquilo que já desenvolvia até então”, disse. O professor, atualmente no campus Salvador, entende que a bolsa de produtividade “eleva ainda mais a profundidade das pesquisas realizadas e as parcerias e colaborações."

Além de Marcelo e José Mário, Márcio Araújo, professor do doutorado em Difusão do Conhecimento (DMMDC/IFBA), com atuação no campus Lauro de Freitas, também faz parte dos pesquisadores da Instituição que possuem bolsa de produtividade. O docente foi aprovado em 2021 na Chamada CNPq Nº 03/2021 – Bolsa de Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora - DT com o tema “Inovação no Apoio a Vigilância Epidemiológica, Investigação da Dinâmica de Difusão de Casos e Distribuição dos Óbitos Covid-19 no Estado da Bahia”. Um dos fatores motivadores para a submissão do trabalho nesta Chamada foi a experiência de Márcio em pesquisas na área de saúde coletiva e inovação tecnológica. “Desde 2014, trabalho em pesquisas na área de saúde coletiva e inovação tecnológica, publicando sobre a difusão de doenças no estado da Bahia. Em 2021, em plena pandemia, estava em cooperação técnica com a secretaria de saúde do estado da Bahia, apoiando, desde de 2020, o arcabouço de soluções tecnológicas de rastreio dos casos de covid-19 no estado. Além de trabalhar com a saúde coletiva, tenho desenvolvido alguns trabalhos em energias renováveis e sustentabilidade, e que gerou alguns artigos e uma dissertação de mestrado”, disse. 

Marcelo Silva, José Mário Araújo e Márcio Araújo.

Marcelo, José Mário e Márcio entendem que os seus estudos beneficiam tanto a jornada profissional de cada um como o coletivo. Márcio acredita que “a conquista não é individual, pois ninguém cresce sozinho”, e ressalta que está “cercado de belos pesquisadores e que se doam para a ciência, mesmo não tendo apoio do país ou de financiamentos”. Para Marcelo, “a concessão da bolsa reforça ainda mais o compromisso de continuar firme e forte no rumo ao desenvolvimento de novas inovações tecnológicas no nosso Instituto Federal da Bahia”. José Mário entende que “para o IFBA, ter bolsistas PQ e DT em seu corpo docente é um indicador relevante para captação de recursos em agências de fomento, como CNPq e Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).”

"Ter um bolsista em produtividade CNPq traz benefícios para o coletivo e para a Instituição" - André Martins, diretor executivo da PRPGI.

O diretor executivo da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação  (PRPGI), André Martins, vê diversos benefícios para docentes e discentes em bolsas de produtividade, pois, uma conquista até então “individual” se converte em benefício para o coletivo e para a Instituição. “Ter um bolsista em produtividade CNPq traz vários benefícios institucionais: sinaliza a qualidade e quantidade da pesquisa realizada na Instituição, contribui para os indicadores, deixando a Instituição em posição de destaque, garante maior participação em espaços de decisões. Além disso, aumenta a pontuação em baremas e avaliação de relatórios, quando disputamos recursos externos”, disse. 

Mais detalhes sobre a trajetória profissional de Marcelo Santana Silva, José Mário Araújo e Márcio Araújo estão disponíveis no currículo Lattes dos docentes. 

Sobre as bolsas de produtividade do CNPQ

O CNPq oferece várias modalidades de bolsas de formação e fomento à pesquisa, a alunos de ensino médio, graduação, pós-graduação, recém-doutores e pesquisadores já experientes do País e do exterior. As bolsas são concedidas diretamente pelo CNPq ou por instituições de ensino e pesquisa para as quais o CNPq destina quotas de bolsas.

Cada Chamada possui um recurso financeiro específico, que é distribuído pelos(as) pesquisadores(as) selecionados(as). O período das bolsas de produtividade pode variar de acordo com a categoria/nível. Algumas das variações são de 36, 48 e 60 meses. Durante a execução do projeto, o CNPq pode, a qualquer tempo, promover visitas técnicas, ou solicitar informações adicionais visando ao monitoramento e à avaliação do projeto. Ao final da bolsa, o(a) pesquisador(a) deve encaminhar ao CNPq um Relatório de Execução do Objeto (REO), de acordo com orientações presentes na Chamada de cada seleção.

Mais detalhes sobre as bolsas de produtividades do CNPq estão disponíveis em https://www.gov.br/cnpq/pt-br

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 * Sob a supervisão da jornalista Bárbara Souza