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Samba de roda é tema de livro digital lançado em evento no campus Salvador

De autoria do professor e pesquisador Erivaldo Nunes, o livro digital Samba de Roda da Bahia: pra gente aprender está disponível para a leitura de forma gratuita.
por Jamile Teixeira publicado: 17/08/2023 17h00, última modificação: 17/08/2023 17h00

Numa celebração que combinou música, dança, tradição e conhecimento, organizada pelo Núcleo de Arte e Cultura (NAC) do campus Salvador do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), foi lançado no dia 14 de agosto, o livro digital Samba de Roda da Bahia: pra gente aprender, de autoria do professor e pesquisador Erivaldo Nunes.

O evento contou com a apresentação da professora Catiane Rocha e na mesa de abertura com o diretor geral do campus Salvador, Ives Lima, e o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação do IFBA, Ivanildo Santos. Tocadores, cantadores e sambadores do Grupo de Samba de Roda Nicinha Raízes de Santo Amaro e do Grupo de Samba Chula João do Boi foram os convidados especiais do lançamento do livro digital, publicado pela editora da instituição, a EDIFBA.

A obra é fruto da dissertação de mestrado desenvolvida por Nunes entre os anos 2000 e 2002. “Não é uma pesquisa nova. É uma pesquisa que tem duas décadas e estava nas estantes dos arquivos da Universidade Federal da Bahia porque na época não tinha um repositório, uma plataforma digital”. O pesquisador revisitou seu texto, tentou manter a linguagem tal qual há 20 anos, fez algumas adaptações e lançou o livro “com o intuito de repensar essa memória do samba, da minha memória enquanto pesquisador para que essas novas gerações possam ver. 20 anos e uma pesquisa que continua atual, que pode ser lida e discutida não só por um historiador ou estudante da área de letras, mas por etnomusicólogos, por antropólogos, por sociólogos e interessados em cultura popular, sobretudo, na cultura do povo negro”, explica o professor de história que também é autor de Bate Folha: trajetória e memória do candomblé de Bernardino.

Quem participou do evento pode conhecer um pouco da Política de Arte e Cultura do IFBA, da obra digital lançada e das histórias de Dona Nicinha e Seu João do Boi contadas pelos integrantes dos grupos presentes. Depois das comunicações, muito samba animou o público presente.

Valmir Martins, filho de Dona Nicinha do Samba e Vavá do Maculelê, mestre de maculelê e samba de roda de Santo Amaro da Purificação, conta que foi muito gratificante estar no lançamento do livro do professor Erivaldo. Valmir explica que durante a apresentação dos grupos “fez um pouco de samba de roda, mistura de samba duro e samba chula, porque tem diferença, um é repentino e o outro é samba corrido”. Garantiu que o samba de roda é tudo para ele porque teve dois professores na vida: seu pai e sua mãe.

A pedagoga do campus Salvador Celiana Maria dos Santos esteve presente no lançamento da obra e reconheceu: “Esse lançamento me fez resgatar a memória do samba, a memória do povo de Santo Amaro porque eu sou de lá, minha família, meus ascendentes. Ela destacou que a participação das pessoas durante o evento mobilizou sentimentos de aglutinação, de alegria e, principalmente, de respeito à cultura.” A pedagoga finaliza: “miscigenar a cultura com a produção intelectual é uma parceria necessária pela qual eu tenho um respeito profundo.”

Estudante do novo curso técnico de instrumento musical José María Piquerez também acompanhou o lançamento do livro e disse que “sempre que se traz um pouco ou bastante a referência do samba de roda, é muito rico e importante”. O violonista, que agora começa a estudar percussão no IFBA, destacou a importância de se ouvir as pessoas do meio do samba além dos pesquisadores e foi o que aconteceu durante o evento.

 

O livro “Samba de Roda da Bahia: pra gente aprender” pode ser baixado aqui ou através da página da EDIFBA.

                                                                                                                                                              Fotos: Jamile Teixeira

                                                                                                                *Jamile Teixeira é jornalista do Campus Salvador