Projeto Planejar para Desenvolver é implantado no IFBA
Facilitar a construção pelas unidades do IFBA do plano de desenvolvimento de curta duração que visem a melhoria de seus indicadores institucionais. Este é o objetivo do projeto Planejar para Desenvolver, idealizado pela Pró-reitoria de Desenvolvimento Institucional (Prodin) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA). A iniciativa desenvolvida pela Prodin faz parte do Programa AvançaIFBA.
Pró-reitora de Desenvolvimento Institucional, Elis Lopes explica que o Avança IFBA foi pensado para reunir ações e projetos que possam contribuir e potencializar o desenvolvimento institucional nas diversas áreas estratégicas da instituição. “Ele visa também a execução de ações que possam alcançar todas as unidades do IFBA. Dentro do Programa a gente previu a iniciativas de aprendizagem, iniciativas de governança e iniciativas de crescimento. O projeto Planejar para Desenvolver está dentro das iniciativas de governança relacionadas ao planejamento estratégico”, explica.Tendo como base os indicadores de desenvolvimento como Relação Inscrito Vaga (RIV), Relação Aluno Professor (RAP), verticalização, evasão e percentual de cursos integrados, foram selecionados sete campi para participar do projeto nesta fase de implantação: Barreiras, Euclides da Cunha, Ilhéus, Juazeiro, Lauro de Freitas, Santo Antônio de Jesus e Ubaitaba. Entretanto, outros cinco campi demonstraram interesse e aderiram à proposta: Jequié, Porto Seguro, Salvador, Seabra e Vitória da Conquista.
“O projeto Planejar para Desenvolver tem a proposta de estimular os campi participantes a executarem ações de desenvolvimento a partir dos resultados de indicadores. A metodologia aplicada conduz o campus a identificar as possíveis causas que estejam gerando baixo desempenho e a partir do diagnóstico traçar iniciativas nas áreas de ensino, pesquisa, extensão e gestão para melhoria dos resultados no prazo de um ano”, explica Nelson Santos, chefe do Departamento de Políticas e Gestão Estratégica (DEPGE), da Prodin.
O Plano de Desenvolvimento da Unidade do projeto terá vigência durante todo o ano de 2023. Segundo Nelson, “a necessidade emergencial de melhoria dos indicadores de desempenho que requer ações imediatas, além de que ao fim do período proposto, todas as Unidades do IFBA participarão da construção do novo PDI onde terão oportunidade de direcionar suas ações considerando as metas previstas para o PDI 2025-2029”.Apesar de as adesões dos campi ao projeto terem acontecido em momentos distintos, esclarece o chefe do DEPGE, há um prazo limite para que todas as unidades concluam a etapa de planejamento em dezembro deste ano e iniciem a execução em janeiro de 2023. Segundo Nelson Santos, as etapas iniciais do projeto têm ocorrido conforme o esperado.
“OPORTUNIDADE PARA REFLETIR E MELHORAR EFICIÊNCIA”
O diretor geral do Campus Santo Antônio de Jesus, Lúcio Mauro Borges vê o projeto como "uma oportunidade para refletir sobre a atuação do Campus junto à comunidade, ao mesmo tempo que pensamos ações para melhorar os indicadores de eficiência do Campus”. O diretor informa que atualmente o campus está fazendo o levantamento e validação dos dados e que já considera a experiência como exitosa, pois envolve diversos setores do Campus e melhora os procedimentos existentes.

- Lúcio Borges, diretor geral do Campus SAJ
Já a diretora de Ensino do Campus Euclides da Cunha, Girleide Fontes, acredita que o “Planejar para Desenvolver oportuniza à comunidade do campus refletir de forma mais assertiva sobre os dados dispostos na Plataforma Nilo Peçanha (PNP). Essa ação é muito importante para um olhar mais atento sobre nossa instituição, as ações e práticas outrora executadas e o planejamento de ações a curto prazo que contribuam ainda mais para o desenvolvimento do campus, de modo a atender a proposta do projeto”.
A gestora explica que o Campus está atualmente na fase de “Levantamento e sistematização de dados diagnósticos, conforme índices apresentados na PNP, em concomitância tem sido realizado encontros com a comunidade, bem como, com servidores de diversos setores da reitoria que têm colaborado para desenvolvimento do projeto”.
Girleide acredita que o projeto é uma oportunidade de conhecer melhor a realidade do campus e, com base nisso, buscar soluções de forma coletiva. “O projeto é uma oportunidade de uma maior aproximação e integração com a comunidade. Através da troca de experiências e vivências de diversos atores é possível ter uma percepção mais ampliada de nossa realidade e buscar de forma coletiva para o desenvolvimento de práticas e ações exitosas, principalmente com o apoio e parceria da reitoria, que é o coração dessa instituição”, conclui a diretora de Ensino.
ETAPAS E DESAFIO
O processo de implementação do projeto Planejar para Desenvolver inclui quatro etapas apresentação do projeto para equipe gestora do campus; assinatura do Termo de Adesão pelo(a) diretor(a) geral do campus; instituição da Comissão Local; e consulta à comunidade.
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ETAPA |
CAMPUS / CAMPI |
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Realizada apresentação do projeto para equipe gestora do campus |
Salvador |
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Termo de Adesão assinado pelo DG do campus |
Juazeiro |
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Instituição da Comissão Local |
Barreiras |
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Consulta à comunidade |
Euclides da Cunha |
A pró-reitora Elis Lopes explica que a 4ª etapa, a de consulta pública, resultará na elaboração dos relatórios diagnósticos. “Esses relatórios voltarão aqui para as áreas estratégias (da Reitoria) para avaliar as iniciativas que foram sugeridas pela comunidade visando a melhoria desses indicadores acadêmicos.” A pró-reitora de Desenvolvimento Institucional ressalta que não necessariamente a área estratégica se refira à Prodin, pode estar ligada a outras Pró-reitorias e Diretorias Sistêmicas, e, neste caso, o relatório será submetido ao(à) gestor(a) e à equipe da área para que analisem a iniciativa, avaliem a exequibilidade, contribuições, orientações para execução no campus etc.
Na avaliação de Nelson Santos, a condução de um projeto como este é um desafio, “primeiro porque apresenta uma nova forma de planejar: planejamento a partir de dados e com foco em resultados”. Segundo, porque o projeto envolve campi com características diferentes quanto ao ano de implantação, a tipologia e território de atendimento. “Isto significa que para um mesmo indicador as causas para um eventual baixo desempenho podem ser totalmente distintas entre os campi envolvidos”, conclui.




