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Destaque feminino da região Nordeste na ONC, estudante será premiada em Brasília nesta quarta-feira (23)

O Fundo de População da Organização (UNFPA) da Organização das Nações Unidas (ONU) vai premiar cinco meninas com troféus e a estudante do IFBA, Ana Clara Machado, será a representante da região Nordeste.
por Henrique Soares publicado: 22/11/2022 11h20, última modificação: 22/11/2022 11h23

 A estudante do curso técnico em química Ana Clara Machado, de 19 anos, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), campus Salvador, conquistou o melhor desempenho feminino da região Nordeste na Olimpíada Nacional de Ciências (ONC) e foi convidada para receber o prêmio nesta quarta-feira (23), em Brasília.

O Fundo de População da Organização (UNFPA) da Organização das Nações Unidas (ONU) vai premiar cinco meninas com troféus e Ana Clara será a representante da região Nordeste. A viagem está sendo custeada pelo organismo da ONU e a estudante embarca amanhã (22) para a capital federal. 

No total foram dezoito estudantes do IFBA, campus Salvador, que conquistaram medalhas e menções honrosas na ONC. O resultado foi divulgado no mês de outubro. Voltada a estudantes do ensino médio e do 6ª a 9º ano do ensino fundamental, a ONC integra o Programa Ciência na Escola e é realizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e cinco sociedades científicas: a Sociedade Brasileira de Física (SBF), a Associação Brasileira de Química (ABQ), o Instituto Butantan, a Sociedade Astronômica Brasileira e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Ana Clara começou a realizar olimpíadas em 2020 para testar os conhecimentos, porém em 2021 "eu realmente comecei a me preparar de verdade para elas e desde então realizo sempre que posso, somando cerca de 10 premiações", relata.

PREPARAÇÃO E ROTINA DE ESTUDOS

Sobre a preparação para essas competições e a rotina de estudos, Ana Clara lembra que utiliza provas antigas. “Eu tento focar nas questões que eu errei ou que tive maior dificuldade em responder até conseguir me sentir preparada. Uma dica que tenho é a utilização constante de aplicativos de flashcards e resumos para poder treinar os assuntos de maneira rápida e não esquecê-los com facilidade”, revela sua estratégia.

A partir desse ano, Ana Clara começou a se preparar para vestibulares e a prova do Enem. “Começo o dia com uma revisão rápida dos assuntos que estudei no dia anterior e vou fazer questões sobre elas (cerca de 20 no mínimo), e após isso marco os meus acertos e principalmente os meus erros para poder revisá-los depois ou até mesmo tirar dúvidas com meus professores. Na escola eu busco ser a mais produtiva possível, por isso eu anoto somente o essencial e presto atenção nas aulas para absorver o assunto mais rapidamente. Nesse viés, quando volto da escola à noite, eu gosto de estudar o que meus professores abordaram com videoaulas e livros da biblioteca para não acumular matéria e, assim, estar sempre preparada para as provas", explica.

Entre os assuntos abordados pela ONC, a discente cita na lista dos seus preferidos os processos biológicos dos seres e as técnicas da química inorgânica e orgânica, “pois eles sempre realizam abordagens relacionando-as com aplicações atuais como no ramo da biotecnologia, do qual eu acho extremamente interessante e que me permitem compreender sobre o funcionamento dos seres vivos e as suas relações existentes no meio ambiente. E além disso, gosto de estudar sobre os processos históricos sociais do nosso país também", comenta. Pensando no futuro, Ana Clara quer seguir a área de saúde para trabalhar com ciência e ajudar as pessoas. "Confesso que estou na dúvida entre os cursos de biomedicina, biotecnologia ou odontologia".

Ana Clara reconhece que a participação em olimpíadas ajudou em seu primeiro vestibular, na Universidade do Estado da Bahia (Uneb), como treineira. Ela alcançou a primeira colocação em ampla concorrência para o bacharelado de farmácia. “Esses conhecimentos olímpicos foram totalmente úteis no processo de realização da prova de naturezas e matemática. Por isso, eu acho fundamental os jovens estarem inseridos nessas competições como forma de incentivo ao seu desenvolvimento pessoal e como ferramenta de oportunidades em âmbito acadêmico e profissional.”

COMPETIÇÕES E PREMIAÇÕES

-> Medalha de ouro na ONC (Olimpíada Nacional de Ciências) e aluna destaque feminina da região Nordeste - 2022

-> Medalha de ouro na OBS (Olimpíada Brasileira do Saber) - 2021

->Menção Honrosa na OBAQ (Olimpíada Baiana de química) - 2021

->Medalha de ouro na OBCH (Olimpíada Brasileira de Ciências Humanas) - 2022

-> Medalha de prata na Olimpíada Canguru de Matemática - 2022

->Medalha de bronze no IYMC - (International Youth Math Challenge)- 2021

->Medalha de ouro - OFMEBA - (Olimpíada Feminina de Matemática da Estado da Bahia) - 2021 - promovida inclusive por educadores do IFBA.

-> Medalha de prata na O2 (Olimpíada de Ambientes Marinhos)- 2021

->Menção Honrosa na OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas)-2021

-> Medalha de prata na OCQ (Olimpíada Camaleão de Química)- 2021

 

* Henrique Soares é jornalista da Divisão de Comunicação do Campus Salvador.