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Vencedores (as) do concurso “Uma ideia na cabeça, uma inovação na mão” repercutem a conquista

Cerimônia de premiação aconteceu, virtualmente, no início do mês de fevereiro.
por Helen Sampaio publicado: 24/02/2021 09h00, última modificação: 25/02/2021 12h52

Criatividade e inovação para modificar a realidade. Essa máxima já é uma constante no concurso “Uma ideia na cabeça, uma inovação na mão”, iniciativa da Pró-reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (PRPGI/IFBA) que chegou à sua 9ª edição e consagrou no último dia 3, ideias inovadoras de estudantes e servidores (as) da Instituição.

Ao todo, 104 propostas foram inscritas na competição. As três melhores ideias de cada categoria e subcategoria (docentes, técnicos administrativos, estudantes do ensino médio e do ensino superior) foram premiadas, além dos “pitches” (vídeos apresentando as ideias) mais votados pela internet.

Segundo o diretor executivo da PRPGI, Ivanildo dos Santos, a pandemia repercutiu na execução do concurso, que foi totalmente virtual, mas também nas propostas inscritas, evidenciando o diálogo das ideias com soluções relacionadas à atualidade, o contexto de pandemia e ao trabalho remoto. Aplicativos, softwares, grupos de discussão, novas formas de reaproveitar alimentos visando à sustentabilidade, adaptação de ferramentas de uso comum para necessidades especiais, foram inúmeras as abordagens e áreas envolvidas. “É sempre uma satisfação constatar como a comunidade acadêmica do IFBA, discentes, professores e técnicos, estão constantemente pensando os espaços do IFBA, as regiões onde o IFBA está presente e a atualidade, o que refletiu totalmente na diversidade de temas das propostas e sobre quais espaços as mesmas possuem potencial de intervenção”, avaliou Santos.

Criadora do aplicativo “Carteirinha na mão”, a estudante do ensino médio, Gilzane Brito, identificou problemas na logística de fornecimento de refeições no campus Seabra que contribuíram para a sobrecarga e desgaste entre a comunidade acadêmica. A jovem então utilizou os conhecimentos obtidos durante o curso técnico em informática e criou o app, com o objetivo de proporcionar praticidade, agilidade e transparência no serviço. Entre as funcionalidades da ferramenta estão: o agendamento e cancelamento da refeição; o cadastro do cardápio e a alteração dele e a contabilização e verificação da quantidade de refeições diárias. “A oportunidade de poder participar do concurso e conseguir chegar ao primeiro lugar foi uma realização pessoal e acadêmica inexplicável. É gratificante poder fazer parte do corpo acadêmico do IFBA e ter o privilégio de usufruir de experiências enriquecedoras, integrando sempre os aspectos social, científico e cultural, como foi no concurso”, destacou Gilzane.

          Gilzane Brito criou o app Carteirinha na mãoÁurea Gumes criou o Metrô Libras, junto com Tiago SouzaTiago Souza - Barreiras - Metrô Libras

Gilzane Brito, criadora do app "Carteirinha na mão" (1º lugar na categoria estudante - ensino médio) ,  Áurea e Tiago, criadores do "Metrô Libras" (1ª posição da categoria estudante - ensino superior)

Em Barreiras, foi a partir do trabalho final da disciplina optativa de Libras, orientado pela professora Sandra Pires - no qual propuseram uma solução para algum problema relacionado à inclusão de pessoas surdas, integrada à área arquitetura e urbanismo - que Áurea Gumes e Tiago Souza, estudantes do curso superior, desenvolveram a ideia do “Metrô Libras”. O projeto demandou pesquisas relacionadas ao direito à cidade e acessibilidade de pessoas com deficiência e, segundo os jovens, após perceberem o metrô como um meio de transporte importante para a mobilidade urbana em grandes cidades e que, entretanto, conta com diversas barreiras de acessibilidade para pessoas surdas, foi iniciada a proposta da ferramenta. “A participação no concurso foi muito importante para que pudéssemos enxergar nossa ideia como de fato uma proposta de melhoria para a cidade. Entendemos que a implantação de uma inovação exige muito mais do que a proposta, precisamos de apoio financeiro e orientações técnicas, além de visibilidade. E a premiação significou um estímulo para que continuássemos no desenvolvimento da proposta”, declararam.

Iara Barreto - Evasão - Reitoria
Iara Barreto conquistou a 1º colocação na categoria técnicos administrativos, com a criação do SIDPEV

Técnica administrativa e atualmente pesquisadora institucional, Iara Barreto é a responsável pelo Sistema de Diagnóstico Precoce da Evasão (SIDPEV), uma plataforma de Business Intelligence, que foi prototipada com o Power BI (da Microsoft), e visa contribuir para a redução dos altos índices de evasão nos cursos do IFBA, através da identificação dos (as) estudantes que estão propensos (as) a evadir, levando em consideração os fatores comumente associados à evasão e, posteriormente, criação de um mapa de risco que proporcionará intervenções pedagógicas em tempo hábil. “A ideia surgiu, considerando o fato de que a evasão escolar é um dos grandes desafios a serem superados na área da Educação, e, embora eu considere extremamente importante e necessário identificar os fatores que levaram aquele aluno a evadir, acredito que realizar o diagnóstico apenas não é suficiente para trazer o aluno de volta. Na minha visão, é preciso que a instituição crie estratégias inteligentes de mapeamento e acompanhamento precoce desses alunos para que se consiga intervir a tempo de impedir a evasão”, pontuou Iara.

Com foco também na área da Educação, o “MEET” (Inovação em Metodologia de Ensino de Empreendedorismo para a Educação Técnica-Profissional) foi criado pelo professor do campus Jequié, Vicente Miranda, a partir do desejo de agregar às suas aulas de empreendedorismo estratégias, recursos e métodos de ensino específicos. “Percebi que os métodos existentes estavam um tanto distantes das possibilidades da realidade de um professor apenas e que as instituições precisam bancar um valor alto para que métodos inovadores estejam ao alcance dos seus alunos, e como o IFBA é uma instituição pública, o acesso a metodologias inovadoras como as existentes no mercado era ainda mais difícil - as metodologias ou são muito onerosas ou não se adéquam à realidade de ensino de uma instituição de ensino técnico-profissional, como é o caso do IFBA”, esclareceu Miranda que, ao iniciar o meu mestrado profissional em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação, no Profnit- IFBA, deu início ao projeto e já conta com a contribuição de outros 23 professores de empreendedorismo.

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Vicente Miranda, 1º colocado na categoria docente, com o projeto MEET

 O docente se diz esperançoso de que a metodologia marque um novo momento na história da educação empreendedora do IFBA, preparando os (as) estudantes para atuarem como empreendedores no mercado de trabalho. “Tive uma grata surpresa na primeira etapa de ter fechado o barema com 100 dos 100 pontos possíveis! Então nessa hora eu realmente tive uma ideia mais clara de que minha inovação era compreendida e valorizada e fiquei esperançoso. Gravei o vídeo pitch, fiz tudo sozinho, foi desgastante, gravei dezenas de tomadas, editei (aprendi a editar), para chegar até os 59 segundos que eram exigidos pelo edital. Submeti o pitch e aguardei. Eu tinha esperança sim, mas estava preparado para qualquer outro resultado. Quando a segunda colocada foi anunciada eu já fiquei eufórico e muito feliz, pois sabia que estava classificado em Primeiro, campeão de Inovação, isso é muito recompensador. Já são mais de dois anos de estudo e trabalho e começo a colher os frutos da dedicação ao meu projeto”, confidenciou Miranda.

Confira abaixo os prêmios recebidos por Gilzane, Áurea e Tiago, Iara e Vicente (primeiros colocados em suas categorias) e pelos outros competidores que ocuparam as demais posições do pódio do concurso e a cerimônia de premiação virtual do concurso.

Prêmios:

1º Lugar – R$ 4.000

2º Lugar – R$ 2.000

3º Lugar – R$ 1.000

1º Pitch Popular – R$ 600

2º Pitch Popular – R$ 400

 

Ideias premiadasPitches dos finalistas

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