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Projeto sobre identidade ancestral realiza lives e produz cartilha e cards

Evento acontece hoje às 13h
por Henrique Soares publicado: 01/12/2021 09h52, última modificação: 01/12/2021 10h35

Foto_projeto_O saber de um lugar: construção de uma identidade ancestral

"A mulher negra na sociedade e política brasileira". Esse é o título da live promovida como um dos resultados do projeto “O saber de um lugar: construção de uma identidade ancestral” do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), que ocorrerá hoje (1º), às 13h, por meio do Google Meet e contará com a presença da assistente social do campus Eliana Nascimento, da estudante de saneamento Juliana Santana, que é bolsista do projeto e responsável pela ação.  

Essa live é uma das quatro iniciativas planejadas pelo grupo envolvido no projeto selecionado pelo edital Novembro Negro da Diretoria Sistêmica de Políticas Afirmativas e Assuntos Estudantis (DPAAE) do IFBA e coordenado pela assistente social do campus Heide Damasceno.

Na noite de ontem (29) foi transmitida a outra das duas lives propostas. "O saber de um lugar: construção de uma identidade ancestral" quis discutir assuntos contemporâneos ligados aos movimentos LGBTQIA+ e estudantil por meio do canal “Comunicação SSA IFBA no YouTube. A transmissão foi coordenada pelo estudante Victor Queirós, bolsista do projeto. 

De acordo com Heide, as outras duas ações desenvolvidas foram os cards sobre a luta das mulheres negras transexuais no Brasil desenvolvidos pela estudante do curso técnico em automação Izzy Teixeira e a cartilha "Imagens da África no Brasil: desmistificando a sua história" do estudante da licenciatura em matemática Isna Gabriel Sia. A ideia da cartilha, segundo a técnica administrativa Heide, é contribuir com os objetivos da Lei nº 10.639/2003, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de "história e cultura afro-brasileira" dentro das disciplinas curriculares dos ensinos fundamental e médio e a indicação do 20 de novembro como o Dia da Consciência Negra no calendário escolar.

Com essas ações, o objetivo da proposta foi “promover a valorização da identidade negra, através da realização de estudos e debates sobre as expressões do racismo nas identidades e processos educativos das juventudes do IFBA - Campus Salvador. O projeto parte do suposto que a discussão das identidades sociais, com foco na questão étnico-racial, é basilar para a compreensão da formação social brasileira e as subjetividades da juventude”, explica Heide.

A iniciativa teve início no último mês de julho e foi idealizada pela equipe de serviço social da Diretoria Adjunta Pedagógica e de Atenção ao Estudante (Depae) e pelas estagiárias de serviço social Lorena de Freitas, Mariana Ribeiro, Camila Coelho e Marcele dos Santos.  

“No início tivemos reunião de formação, discutimos categorias como diáspora africana, identidades sociais, racismo, ações afirmativas. Houve aulas em parceria com professora do campus Vera Nathália, de história, além de visitas remotas ao Instituto Steve Biko. O projeto encerra agora em dezembro, conforme edital, mas mantém seus produtos para a instituição usufruir nos próximos anos/semestres letivos”, conclui Heide.

ACESSE  

 

 

* Henrique Soares é jornalista do campus Salvador