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Pró-reitora de Extensão do IFBA assume Coordenação Regional do Forproext

Nivea de Santana Cerqueira é a nova coordenadora regional do Fórum de Pró-Reitores de Extensão (Forproext) do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif).
por Bárbara Souza publicado: 01/04/2021 13h41, última modificação: 01/04/2021 13h52

A pró-reitora de Extensão do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), Nivea de Santana Cerqueira é a nova coordenadora regional do Fórum de Pró-Reitores de Extensão (Forproext) do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif). A vice-coordenadora é Ana Cláudia Uchôa Araújo, do IFCE. A reportagem do Portal IFBA conversou brevemente com Nivea Cerqueira, que tem mandato de um ano na coordenação regional. Curricularização da Extensão nos cursos de graduação, editais de fomento em rede, o Seminário Nacional da Curricularização da Extensão previsto para este ano de 2021 e o I Congresso de Extensão da Rede EBTT estão entre os temas abordados pela pró-reitora. Vale conferir!  

Portal do IFBA: Qual é a importância de coordenar o Fórum em âmbito regional e como estar à frente da coordenação ajuda a fortalecer a Extensão do IFBA e o próprio Instituto?

 vea Cerqueira: O desafio foi encarado como uma oportunidade de sairmos de uma posição de ausência das discussões da Rede EPCT [Educação Profissional, Científica e Tecnológica] acerca de temas estruturantes da extensão. Desde de 2018, por exemplo, quando o Plano Nacional de Educação aprovou a Curricularização da Extensão nos cursos de graduação, o Forproext se debruçou a refletir sobre a implementação institutos federais, sobre a construção de indicadores para a rede federal tecnológica e mapeamento das ações extensionistas além da necessidade do fórum de extensão agir coordenadamente com os Fóruns de Ensino (FDE) e de Pesquisa (FORPOG) em várias frentes estratégicas para a extensão no dito tripé ensino-pesquisa-extensão se desenvolva de forma equânime. Enquanto já havia mobilização para a implementação da Resolução nº 7, de 18 de dezembro de 2018, nas demais instituições, nós no IFBA tivemos que nos apropriar e propor dentro de um lapso temporal menor em relação às demais. Trouxemos a temática na I Jornada de Extensão, apresentamos no Fórum de Coordenadores e Coordenadoras de Extensão, constituímos com a Proen [Pró-Reitoria de Ensino] uma comissão que desenhou uma proposta que está em discussão na Câmara de Extensão. No momento em que o IFBA não apenas se apresenta no fórum para recuperar as discussões pretéritas, mas para contribuir pontualmente para a articulação regional, é um indicativo de reconhecer a experiência dos outros 10 institutos (IF Baiano, IF Sertão Pernambucano, IFAL, IFCE, IFMA, IFPB, IFPE, IFPI, IFRN e IFS) como relevante para nosso crescimento. Haja vista que estamos ainda um passo atrás em alguns aspectos se comparado aos outros IFs, por exemplo o desenvolvimento do SUAP que foi implementado no IFBA em 2018 - assim como parte da rede nacional que também aderiu o sistema desenvolvido pelo IFRN -, mas apenas em 2020 foi possível realizar os ajustes de programação que permitiram a tramitação de projetos integralmente na plataforma do IFBA, além de outras ferramentas no sistema ainda serão incorporadas, como módulo de eventos e de estágio que já está em estudo na Proex. A oportunidade capitaneada pelo IF Sertão Pernambucano de participarmos do seu Festival de Arte e Cultura com proposições de mesas, trabalhos, apresentações artísticas e de trabalho foi um indicativo de que ações interinstitucionais são possíveis, sobretudo nas condições em que as atividades virtuais foram potencializadas em razão da pandemia. Temos como desafio para a coordenação regional 2021 três grandes frentes: os editais de fomento em rede, o Seminário Nacional da Curricularização da Extensão e o I Congresso de Extensão da Rede EBTT.

 

Nivea de Santana Cerqueira

 

 Portal IFBA: Do ponto de vista político-institucional, o Fórum é um interlocutor do MEC/Governo? Que resultados para a Extensão da Rede Federal esta interlocução pode obter? 

vea Cerqueira: O entendimento é que atuar em rede - que somos - Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, é pleitear o equilíbrio no desenvolvimento das instituições, no investimento do MEC na extensão tecnológica, na politização de temas sensíveis como a relação da extensão tecnológica com o setor produtivo e com os sistemas de ensino privado. Em razão dessa atuação, com perspectiva de pleitear recursos a partir de projetos que atendam todos os institutos, o Forproext tem pautado o lançamento de editais por adesão e não por concorrência. Temos duas iniciativas em curso, ambas com adesão do IFBA: o AGROIF Nordeste, que será coordenado pelo IFPI, e o IF+Empreendedor, que é coordenado pelo IF Sul de Minas. No último encontro do Fórum apresentamos à Setec [Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica, do MEC] nosso rol de indicadores para a Rede e buscamos apoio para que a efetivação se desse na Plataforma Nilo Peçanha como sistema de registros e consolidação das iniciativas extensionistas a fim de que se reverbere na matriz orçamentária e permita o acompanhamento dos órgãos de controle. Outro aspecto levantado na reunião foi sobre como a Portaria 983/2020 impacta nas ações extensionistas uma vez que regula a carga horária docente sem considerar a proporcionalidade entre tempo destinado a ensino, planejamento de aulas e atividades correlatas à dinâmica de sala de aula com a produção e divulgação científica e extensionista que tem outras formas de atuar. Temos mostrado que a Extensão da Rede Federal é relevante para o crescimento e fortalecimento locais e regionais, que temos frentes de trabalhos estruturantes, que experiências exitosas consolidam os objetivos da  Lei nº 11.892/2008 de criação dos Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e que a continuidade passa pela sistematização e valorização da produção, investimentos a partir dos recursos orçamentários e extra-orçamentários,  publicações de editais em rede e condições de trabalho condizentes com os objetivos da rede. 

 Portal IFBA: Em 2019, o Forproext finalizou a proposta de atualização das diretrizes de atividades curriculares de Extensão das instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Esse processo foi concluído? A proposta tem relação com a curricularização da Extensão?

 vea Cerqueira:  Esse texto   foi aprovado em março de 2020, na nossa última reunião presencial que ocorreu em Brasília. Foi apreciado e aprovado naquela ocasião pelo FDE [Fórum de Dirigentes de Ensino] e foi tomado como referência para a Comissão que elaborou o regulamento interno da Curricularização da Extensão - que ainda está tramitando nas câmaras do Consepe.  A nova coordenação nacional do Forproext propôs um Seminário Nacional da Curricularização da Extensão com previsão para junho de 2021. Está dado que os institutos não estão no mesmo estágio de implementação. O IFBA, por exemplo, está na janela promovida pela prorrogação em 1 ano da Resolução CNE 07/2018, que adiou de dezembro de 2021 para 2022, para que os cursos superiores tenham seus PPCs ajustados no entanto estamos atentos à necessidade de diálogo e da importância que o documento para ampliação e consolidação das ações extensionistas no nosso instituto. Cremos que este documento juntamente com a Politica de Extensão que está sendo construída subsidiará várias iniciativas importantes para o fortalecimento da interlocução entre IFBA e a sociedade baiana.