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Curso do Campus Porto Seguro é destaque em publicação de entidade nacional

Há 10 anos, a Licenciatura Intercultural Indígena do IFBA desenvolve trabalho com os povos Pataxó, Pataxó Hãhãhãe e Tupinambá, que habitam o sul e o extremo sul da Bahia.
por Bárbara Souza publicado: 26/05/2021 17h16, última modificação: 26/05/2021 20h36

A Licenciatura Intercultural Indígena, do Campus Porto Seguro, ganhou destaque em edição especial da publicação da Associação Nacional de Professores de Artes dos Institutos Federais (Anpaif). Publicada em abril, edição especial tem como tema central a história, as artes e os saberes dos povos indígenas. “A história do Brasil não começou em 1500. A cosmovisão dos povos indígenas também não se resume nos 30 dias de abril”, afirma o editorial do ArteFatos, publicado pela Anpaif.

“A proposta de nossos componentes curriculares prioriza a atuação prática dos discentes de forma que eles fazem estudos teóricos no campus e experiências in loco durante o período em que estão em suas comunidades.  Em suas aldeias os estudantes criam projetos para participação em editais, catalogam a produção artística da aldeia, se conscientizam de seus locais sagrados, festas e celebrações, registram as músicas cantadas pelo povo, fazem exposições, produzem seus

materiais didáticos e estão inclusive ganhando prêmios pela revitalização de alguns elementos da arte indígena que tinham se perdido, a exemplo do Manto Tupinambá, feito por Glicéria Tupinambá da aldeia Serra do Padeiro (Buerarema-Ba)”, relata o texto assinado pela professora Carla Camuso, do campus Porto Seguro. Estudante da Licenciatura Intercultural do campus Porto Seguro, Glicéria Tupinambá é co-autora do livro Os donos da terra, sobre lutas dos Tupinambá pela recuperação dos territórios indígenas na Bahia. Produzida em parceria com a antropóloga Daniela Alarcon e o quadrinista Vitor Flynn Paciornik, a obra foi lançada em 2020 pela Editora Elefante.

O campus Porto Seguro “se destaca por seu compromisso com a população indígena” ao implementar a Licenciatura Intercultural, escreve Carla Camuso, que é professora efetiva do IFBA, leciona nos cursos técnicos e na Licenciatura Intercultural Indígena, onde coordena a área de Linguagens e o subprojeto Intercultural do Programa Residência Pedagógica. Ela ressalta que “são 10 anos de trabalho com os povos Pataxó, Pataxó Hãhãhãe e Tupinambá, que habitam a região Sul e Extremo Sul da Bahia”. No texto a docente explica ainda que o curso segue a “o formato da Pedagogia da Alternância”, e forma professores indígenas para atuarem em suas aldeias.  

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