Você está aqui: Página Inicial > Notícias > 2021 > “Não é sobre ganhar uma medalha ou não”, diz estudante que conquistou um dos ‘ouros’ do IFBA na Olimpíada Nacional de Ciências
conteúdo

Notícias

“Não é sobre ganhar uma medalha ou não”, diz estudante que conquistou um dos ‘ouros’ do IFBA na Olimpíada Nacional de Ciências

Cinco campi da Instituição tiveram estudantes premiados (as) na competição, que aconteceu remotamente, devido à pandemia da Covid-19.
por Helen Sampaio publicado: 05/03/2021 19h39, última modificação: 09/03/2021 13h17

Treze medalhas e diversas menções honrosas. Esse foi o saldo da participação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) na Olimpíada Nacional de Ciências (ONC). O feito foi conquistado por estudantes dos campi Barreiras, Jacobina, Salvador, Seabra e Vitória da Conquista, que em alguns casos, participaram pela primeira vez da olimpíada. O acompanhamento dos (as) discentes na competição ficou por conta de professores (as), que deram um reforço ainda maior aos estudos. As medalhas serão enviadas via Correios.

Destinada a estudantes do ensino médio, 8º e 9º anos do ensino fundamental, a ONC integra o Programa Ciência na Escola e é realizada pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com a organização da Sociedade Brasileira de Física (SBF), Associação Brasileira de Química (ABQ), Instituto Butantan, Sociedade Astronômica Brasileira e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O resultado da edição 2020 que, devido à pandemia, ocorreu remotamente, foi divulgado no dia 25 de fevereiro. 

Ao longo da competição, foram resolvidas questões de Astronomia, Biologia, Física, História e Química. A diversidade de áreas envolvidas permitiu maior aprendizado aos estudantes. Estreante nas orientações para a ONC, o professor do campus Barreiras, Caique de Andrade, lembra que a jornada de preparação para a olimpíada foi iniciada, a partir do pedido dos estudantes para que o docente fizesse o registro do grupo que já faz parte da Liga Astronômica do Oeste Baiano (Laoba), composta por professores (as) e estudantes da unidade que se dedicam à participação em olimpíadas científicas. Devido ao excelente resultado na ONC, o professor já tem como certa a participação nas próximas edições do evento. "Foi positivo trabalhar com eles para essa olimpíada que eu ainda não conhecia. Como eu não tive tempo de trabalhar conteúdos com eles,  as equipes de Física, Astronomia, História, Biologia  e Química é quem têm o grande mérito de  esses estudantes terem conseguido lograr êxito nas premiações. Certamente, participaremos de novo esse ano. Eles já estão engajados e quando abrirem as inscrições para a próxima edição vamos nos reunir para, inclusive, discutirmos conteúdos específicos da prova", planeja.      

          Caique Andrade, professor do campus Barreiras João Vitor, estudante do campus Barreiras, medalha de ouro na ONC 2020 Styves, estudante do campus Seabra, medalha de ouro na ONC 2020 Rafaelle Souza, professora em Seabra

Nas extremidades, os professores Caique Andrade e Rafaelle Souza, que auxiliaram, respectivamente, João Vitor e Styves na participação na ONC.

João Vítor de Oliveira, que está no 3°ano do curso de edificações do campus, ganhou  medalha de ouro na olimpíada. “A ONC me ajudou muito no estudo das ciências da natureza em essência, uma vez que o estudo olímpico, por si próprio, força o aluno a entender o que é a biologia, física, química, matemática, de verdade. Assim passei a gostar dessas disciplinas. Tenho outras premiações em matemática, astronomia, astronáutica e geografia, o que repercute, com o incentivo da minha escola e dos meus professores, para a iniciação científica”, analisa.  

A associação com a iniciação científica também é apontada por Styves Miranda, medalha de ouro e estudante do 2º ano de informática, no campus Seabra: “Acredito que as olimpíadas científicas proporcionam muitas novas descobertas, ideias e conhecimentos, além de ser uma oportunidade de conhecer pessoas de diferentes partes do Brasil com interesses semelhantes, sendo bem mais do que somente a premiação. Além disso, são porta de entrada para a iniciação científica e, até mesmo, ao ingresso em diversas universidades e, principalmente, como eu sonho em estudar fora do país, ajudam bastante no currículo escolar”, destaca o estudante que também faturou uma medalha de ouro na edição 2020 da Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA).

Styves, assim como outros estudantes do campus, contou com o acompanhamento da professora Rafaelle Souza, que entre o auxílio na inscrição e a indicação de materiais de estudo, recarregou a dose de incentivo para superação do desafio, através principalmente da divulgação dos êxitos de outras turmas do campus nas olimpíadas estudantis. Com essa motivação, a professora captura mais alunos para o grupo criado no Whatsapp. “O que percebo é que cada resultado positivo que os estudantes do campus conseguem, motiva os estudantes a participar e a estudar para as diferentes competições. O que é ótimo, pois permite irem além das atividades regulares de ensino. A medalha é importante e eles adoram, mas enquanto professora, sei que atividades desse tipo proporcionam novas descobertas, ideias e conhecimentos e por isso sigo incentivando-os”, comenta.

Para Igor Santos, do Departamento de Ensino Técnico, vinculado à Pró-Reitoria de Ensino (Detec/Proen), as olimpíadas estudantis são oportunidades de integração entre professores e estudantes e entre os próprios estudantes. “Fortalecem o trabalho em equipe, possibilitam abordagens diferenciadas nas formas de ver problemas e questões postas para resolução. As olimpíadas, por vezes, animam os pátios das escolas possibilitando uma forma interessante de estudo que, mesmo sendo, em geral, competições, orbitam dentro de parâmetros aceitáveis de competitividade que não abalam a autoestima do estudante, que por ventura não venha a galgar posições mais avançadas. Não nos surpreende, apesar de ficarmos muito felizes, a posição destacada dos nossos alunos na Olimpíada Nacional de Ciências, pois ela representa o patamar que nossos alunos estão e significam para nós (gestores, professores e técnicos) e para a sociedade: educandos que fazem a diferença e brilham onde estiverem”, enfatiza.

Anna Catharina,estudante do campus Salvador, medalha de ouro na ONC 2020
Anna Catharina,estudante do campus Salvador, medalha de ouro na ONC 2020

“Não é sobre ganhar uma medalha ou não, o que realmente importa é o conhecimento que você vai obter. E o quanto você está disposto a tentar”, são as palavras de Anna Catharina Sena, medalhista de ouro do campus Salvador. A jovem estudante do 3º ano do curso de mecânica conta que já havia participado de algumas olimpíadas, sem obter destaque. Para ela, a participação na ONC permitiu uma nova visão do aprendizado. “Podemos aprender muito errando. Acredito que errar seja de certa forma um incentivo para você buscar entender o porquê de ter errado aquela questão. Essa curiosidade e vontade traz um enorme diferencial no seu aprendizado. Posso dizer que foi uma surpresa, ainda mais levar ouro! Me empenhei bastante para a realização de cada fase, tinha noção dos meus conhecimentos e que tive um bom desempenho na prova, mas acredito que todos temos aquela sensação de insegurança. Quando vi que meu nome estava no ranking, pulei de felicidade com meus pais, que sempre me deram apoio e uma boa estrutura. Foi naquele momento que comecei a pensar que devo confiar mais em mim e no meu potencial”, confessa.

Acelio Rodrigue,professor de matemática no campus Salvador
Acelio Rodrigue,professor de matemática no campus Salvador

O professor Acelio Rodrigues já desenvolve há anos um trabalho com os estudantes para as olimpíadas de matemática. Em 2020, ficou também responsável pela ONC. Acelio, que orientou Anna e outros estudantes do campus Salvador, considera prazeroso trabalhar com olimpíadas científicas. “Na minha carreira profissional, aprendi muito com esses jovens, no sentido de desejo, garra, vontade, persistência... Sempre digo que eles que são a minha motivação, eles me empurram aos desafios, e com isso eu também aprendo mais e me torno um professor melhor. Ao sair do Instituto Federal, um estudante de olimpíadas científicas, possui conhecimento suficiente para realizar um vestibular ou Enem de forma muito confortável, ainda que nunca tenham colocado uma medalha no pescoço. As Olimpíadas são eventos de grande importância social, pois transformam vidas, não pelo fato de ser uma simples prova, mas sim pelo caminho que aquele estudante irá percorrer até chegar o dia da prova, e a palavra é ‘conhecimento’”, conclui.

No dia 11 de março, Acelio iniciará o curso para estudantes do 1º ano (com aulas às quintas-feiras) que pretendem participar das olimpíadas de matemática e, posteriormente, em data ainda a ser divulgada, o curso para estudantes mais experientes, com aulas aos sábados.

Confira o quadro de medalhas e menções honrosas. 

MEDALHAS DE OURO 

  •  João Vítor Guedes de Oliveira - 3º ano do curso de edificações (Barreiras) 
  • Anna Catharina Sena -  3º ano do curso de mecânica (Salvador)                                                                                        
  • David Wesley dos Santos - 3º ano do curso de mecânica  (Salvador)
  • Vinícius Almeida -  curso de automação industrial (Salvador)
  • Mariana Borges - curso de edificações (Salvador)
  • Styves Barros Miranda - 2 º ano do curso de informática (Seabra) 
  • Nalberth Tokuji Kagiya - 3 º ano do curso de  meio ambiente (Seabra)
  • André Felipe Silva dos Santos - 2º ano (Vitória da Conquista) 

MEDALHAS DE PRATA

  • Lara Kaline de Brito Veloso - 3º ano de Informática (Jacobina); 
  • Matheus Rebouças - 3º ano de mecânica (Salvador) 

MEDALHAS DE BRONZE

  • Henrique Antônio Guanais Corneau - curso de edificações (Barreiras) 
  • Alana Virgínia Freire S. de Almeida - 3º ano (Jacobina)                                                                                     
  • Maynara Karin Souza Oliveira - 2º ano (Vitória da Conquista) 

MENÇÃO HONROSA

  • Ivy Christinni de Oliveira Moura - curso de  informática (Barreiras);
  • Edilson Elias Barbosa Guedes Dias - curso de  edificações (Barreiras);
  • Caio de Oliveira Nogueira - curso de edificações (Barreiras);
  • Amanda Feitosa da Silva Santos - 3º ano (Jacobina);                                                                                     
  • Tainara Lopes Pereira da Silva - 3º ano (Jacobina);
  • Daniela Santos Reis - 3º ano (Jacobina) 
  • Raiane Araújo Brandão - 2 º ano do curso de informática (Seabra) 
  • Laura de Araújo Rodrigues - 2 º ano do curso de Informática (Seabra) 
  • Camilla Guadalupe Sales Bezerra - 2º ano (Vitória da Conquista)
  • Gisele de Lima Sousa - 2º ano  (Vitória da Conquista)

 

Com informações dos campi Barreiras, Jacobina, Salvador, Seabra e Vitória da Conquista.