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IFBA apresenta experiências e resultados do programa de visitas técnicas e culturais internacionais

Mais de 180 alunos do Instituto já participaram de visitas a seis países, entre eles a Alemanha, Argentina, França e Chile. Campus de Valença já recebeu estudantes argentinos por duas vezes
por Bárbara Souza publicado: 21/10/2020 10h44, última modificação: 03/11/2020 14h55

O Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) retomou no último dia 14 a série de webinars Acontece na Rede. A primeira apresentação da nova fase da série foi feita pelas professoras do IFBA Lucélia Alcântara (Campus Salvador), Anaildes Santos (Campus Valença) e Ana Gabriela Poll (Campus Ilhéus), com o tema Visitas técnicas e culturais internacionais no IFBA.

Foram apresentados os programas de visitas técnicas e culturais internacionais dos campi Salvador, Valença e Ilhéus. Mais de 180 estudantes do IFBA já participaram de visitas a seis países, da América Latina e da União Europeia. A participação da maioria desses alunos é viabilizada com recursos financeiros do IFBA, através de editais. Paula Oliveira, da Assessoria de Relações Internacionais (Arinter), explica que os campi Ilhéus e Valença têm um programa que envolve visitas culturais a países da América Latina – estudantes e professores já visitaram Argentina e Chile. As ações do programa são de mão dupla no caso do campus Valença, que já recebeu por duas vezes a visita de estudantes argentinos de um colégio da capital Buenos Aires.

"As experiências interculturais vivenciadas através dos Intercâmbios do IFBA Valença têm um impacto muito maior do que podemos mensurar. Os alunos que viajam têm suas visões de mundo e oportunidades ampliadas, uma maior consciência sobre a importância de conhecer uma língua estrangeira e suas culturas, o que favorece uma formação cidadã crítica. Além disso, ao receber os argentinos, toda a comunidade se envolve em um processo de troca cultural que evidencia o nível elevado de formação e oportunidades que o IFBA tem proporcionado aos seus estudantes", declara a professora Anaildes Santos, que representa a Assessoria de Relações Internacionais (Arinter) no campus Valença. 

Estudantes do Campus Ilhéus na Argentina (2016)

“São selecionados alunos [dos cursos técnicos integrados e subsequentes] que vão com um ou dois docentes e realizam essa visita cultural e técnica ao país escolhido”, detalha Paula, ao ressaltar que o calendário dos cursos técnicos, por ser anual, dificulta a participação dos discentes em programas de intercâmbio. No caso das visitas internacionais, que têm curta duração - em geral entre 10 e 15 dias, se ausentar das aulas num período de apenas duas semanas não compromete de forma significativa o acompanhamento das atividades e conteúdos ministrados durante o ano letivo.

As visitas técnicas e culturais permitem uma imersão cultural e linguística dos estudantes, além da oportunidade de conhecer de perto experiências do mundo corporativo em outros países. “Nesse contexto, autonomia, respeito às diferenças, superação de estereótipos, abertura às inovações e mudanças são alguns dos aspectos contemplados pelo intercâmbio, e cuja abordagem intercultural prima pela emancipação do aluno-cidadão, pela ampliação da sua visão de mundo e por uma maior qualificação no mundo do trabalho”, afirma a professora Ana Gabriela Poll, do campus Ilhéus. Ela avalia que os estudantes tiveram a oportunidade de ampliar seus conhecimentos, sob a perspectiva de uma imersão linguística que acarretou um “amadurecimento não somente intelectual, linguístico e pessoal”.

Estudantes do Campus Salvador na Alemanha, em 2019.

A realização das visitas internacionais é uma “ação estratégica” contemplada no PDInter 2019-2023, o Plano de Desenvolvimento da Internacionalização do IFBA, aprovado em outubro do ano passado pelo Consup. Mas, de acordo com Paula Oliveira, o histórico de visitas técnicas internacionais “começou em 2012, no campus Salvador, com a professora Cely Viana que, juntamente com o professor Marcus Drummond, levou um grupo de 40 alunos dos cursos de Hospedagem e de Turismo a Córdoba [na Argentina], para realização de intercâmbio científico e cultural de curta duração”. 

ESTUDOS E DEDICAÇÃO PARA GARANTIR PARTICIPAÇÃO 

“Há alunos que começam a preparar seus currículos no primeiro ano para tentar a bolsa no quarto ano”, conta a professora Lucélia Alcântara, representante da Assessoria de Relações Internacionais (Arinter) no campus Salvador. Ou seja, a dedicação dos estudantes interessados em participar das visitas internacionais tem influência no seu desempenho como também na permanência e êxito dos discentes no IFBA.  A professora do campus Salvador explica que quando os estudantes retornam de uma visita internacional, eles participam de duas ações de divulgação sobre a experiência e os conhecimentos adquiridos. Uma delas é a participação no InterIFBA, evento da Assessoria Internacional do Campus de Salvador, em que os discentes contemplados com as bolsas apresentam seminários sobre conteúdos diversos, tanto nas áreas técnicas quanto referentes a questões culturais.

Segundo Lucélia, os alunos também devem produzir um artigo, “que pode ser submetido a congressos da área, por exemplo”. Alguns discentes tiveram trabalhos aceitos para publicação, lembra a professora. “Além disso, muitos voltam com interesse de aprender outras línguas estrangeiras com as quais tiveram contato, em especial alemão”, relata Lucélia, ao enfatizar que é “notória” a influência da conquista dos estudantes bolsistas perante os outros alunos da Instituição. Segundo ela, como a fluência em inglês é uma exigência para receber a bolsa (já que 90% das visitas são guiadas em língua inglesa), muitos alunos começam a se dedicar ao aprendizado do idioma.  

Estudantes do Campus Valença no Chile, em 2017

A participação nas visitas técnicas e culturais internacionais tem outro efeito positivo. “A busca pela participação de projetos de pesquisa e extensão aumenta, em virtude da pontuação atribuída a esse tipo de qualificação no barema do edital de seleção. Como o score também influencia na pontuação, os estudantes tendem a se dedicar mais para melhorar as notas”, afirma professora Lucélia. O barema do edital de seleção também contempla a participação em trabalhos voluntários, eventos esportivos representando o IFBA, bem como em Olimpíadas de Matemática, de Robótica, entre outros. “Ainda que não ganhem a bolsa, terão conquistado um excelente currículo”, conclui.

Há cerca de cinco anos, o campus Salvador implementa o programa de visitas técnicas internacionais. As primeiras, de cunho técnico foram feitas à Alemanha, especialmente a montadoras da indústria automotiva. Atualmente, também são realizadas visitas culturais a museus, campos de concentração, entre outros. “É uma iniciativa que tem dado muito certo porque é voltada para os alunos do último ano, então os alunos dos anos iniciais já começam a se preparar”, afirma Paula Oliveira, ao explicar que a seleção de estudantes envolve vários critérios e baremas, notas, participação em atividades de pesquisa e extensão, entre outros aspectos previstos nos editais de seleção, que atribuem pontuação específica para estudantes atendidos pelo PAAE (Programa de Assistência e Apoio ao Estudante).

"Sempre haverá Paris": Estudantes do Campus Salvador, na capital francesa, em 2017

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São 80 vagas em cada seminário da série promovida pelo Conif, que acontecem sempre das 11h às 12h. As inscrições para os webnars são gratuitas e prioritariamente destinadas aos assessores internacionais da Rede Federal. As vagas remanescentes são distribuídas entre os demais interessados. Mais informações da página do Conif.