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Ciclo de audiências públicas é concluído e Plano de Contingência segue para o Consup

Foram realizadas 13 audiências públicas envolvendo a comunidade dos 22 campi sobre o Plano de Contingência do IFBA, cuja aprovação será pauta de reunião do Consup no próximo dia 11. As comunidades dos campi Salvador, Euclides da Cunha e Santo Antônio de Jesus participaram dos encontros virtuais na última quarta-feira (05)
publicado: 06/08/2020 10h48, última modificação: 07/08/2020 09h10

Nesta quarta-feira (05), foi concluído o ciclo de 13 audiências públicas com a comunidade dos 22 campi para apresentação e debates sobre o Plano de Contingência Institucional do Instituto Federal da Bahia Frente à Pandemia do Sars-Cov-2 (Coronavírus). Pela manhã, dois encontros virtuais aconteceram simultaneamente, um deles com a equipe da Reitoria e do Polo de Inovação, e outro, com as comunidades dos campi Irecê e Barreiras. À tarde, foi realizada a audiência pública com o campus Salvador, encerrando a rodada de debates com toda a comunidade do IFBA. 

Ao todo, as audiências públicas contaram com cerca de mil participantes, entre servidores(as), estudantes e pais de alunos(as).  Foram mais de 40 horas de debates, reflexões e sugestões de ajustes e complementações ao conteúdo do texto preliminar do Plano de Contingência, cuja aprovação será pauta de reunião do Consup no próximo dia 11.

EUCLIDES E SAJ - Na última segunda-feira (03) a audiência pública virtual com as comunidades dos campi Euclides da Cunha e Santo Antônio de Jesus tendo foi mediada pelo pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Jancarlos Lapa, e a diretora de Políticas Afirmativas e Assuntos Estudantis, Marcilene Garcia.

A apresentação do Plano foi feita pelo pró-reitor, que sintetizou as informações sobre conjunto de protocolos contidos no documento, que visam a redução do impacto originado pela suspensão das atividades acadêmicas e administrativas presenciais. A versão preliminar do Plano de Contingência detalha também parâmetros do planejamento das ações de curto, médio e longo prazo para fases futuras da pandemia. O propósito é trazer uma proposta dinâmica e flexível, em virtude das rápidas mudanças do cenário de pandemia, bem como suas consequências e as diferentes realidades entre os campi do IFBA.

A audiência, que durou três horas e contou com a participação de 90 pessoas das comunidades acadêmicas dos dois campi, teve como ponto central do debate a implantação do Ensino Remoto Emergencial (ERE),. Como nas demais audiências, foi realizada uma explanação dos dados colhidos na pesquisa institucional respondida pelo corpo discente e compartilhada a preocupação pela não participação da maior parte dos estudantes – o que pode sinalizar também a falta de acesso aos meios tecnológicos por eles, tendo em vista que o formulário de pesquisa foi realizado de forma online.

PREOCUPAÇÕES  E SUGESTÕES - O professor e diretor de ensino do campus Euclides da Cunha, Danilo Souza, falou da importância de fazer esse processo de forma inclusiva, observando-se as especificidades de cada campus e em especial Euclides da Cunha, que ainda está em fase de implantação e sofre com a carência no quadro de servidores técnico administrativo e docente.

Em devolutiva, Jancarlos ressaltou a importância da implantação, em nível de experimentação, e da construção do Plano de Contingência trazendo as especificidades de cada campus.

A professora e diretora geral do campus Euclides da Cunha, Viviane Moreira,  se pronunciou falando que convocou uma reunião extraordinária com o Conselho de Campus para discutir e trazer contribuições que serão enviadas para Comissão Central, citou as dificuldades com o calendário acadêmico, expressou preocupação de que a pesquisa não reflita a realidade do campus, em vista da falta de acessibilidade tecnológica por parte dos discentes.

Boaz Lopes e Fabiano Brito, docentes do campus Euclides da Cunha, também demonstraram apreensão com baixa participação dos estudantes na pesquisa e o professor Boaz questionou quais ações estão sendo realizadas para busca ativa dos estudantes mais socialmente vulneráveis.

O pró-reitor Jancarlos Lapa explicou que o momento é de escuta e que tem que haver dois movimentos, um da gestão e outro do campus.

A técnica em enfermagem Sandra Nunes demonstrou preocupação no cumprimento do Plano de Contingência naqueles campi que não têm o setor de saúde em funcionamento, como é o caso de Euclides da Cunha; e a psicóloga Ana Quezia Carneiro falou da importância do atendimento psicológico nesse cenário e sugeriu maior aprofundamento desse aspecto no Plano  de Contingência. 

O debate como contou com a participação de outros professores e técnicos administrativos, que abordaram diversas problemáticas contendo as particularidades de cada campus.

Para acessar o texto preliminar do Plano de Contingência, que conta atualmente com 157 páginas, clique aqui.

CAMPUS SALVADOR - A última audiência pública para discutir o texto do Plano de Contingência Institucional do Instituto Federal da Bahia Frente à Pandemia do Sars-Cov-2 (Coronavírus) foi realizada na tarde desta quarta-feira (5) com a comunidade do campus Salvador, através da plataforma Microsoft Teams. O encontro durou aproximadamente 4 horas, a audiência contou com a participação da comunidade acadêmica que além de esclarecer dúvidas, pode realizar contribuições.

A reitora Luzia Mota, o pró-reitor de Ensino Philipe Carvalho, o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação Jancarlos Lapa e o pró-reitor de Administração Fábio Mota apresentaram o documento por meio de três dimensões: O plano de contingência e sua construção; Eixos, diretrizes e ações das Câmaras Técnicas e; Confiança e unidade para um caminho seguro de enfrentamento à pandemia. O texto que trata do ensino, pesquisa, extensão, administração, infraestrutura, gestão de pessoas, comunicação, tecnologia da informação, ações afirmativas, saúde e segurança do trabalho será submetido, no próximo dia 11, ao Conselho Superior (Consup), instância a qual caberá a decisão pela aprovação da versão final.

O plano, construído de forma coletiva, é um conjunto de protocolos e procedimentos pensados a curto, médio e longo prazos. Philipe explica: "Quem fez a leitura do plano ou for fazer, vai verificar que ele é pensado a curto prazo como proposta de retomada num modelo não presencial, depois, a médio prazo num modelo de ensino híbrido, com  semipresencial e, também, nós teremos a longo prazo, quando houver as condições sanitárias, o retorno ao presencial". O pró-reitor destacou o caráter dinâmico, flexível e, principalmente, emergencial, do plano: "O que nós estamos fazendo aqui não é um novo planejamento educacional, não é um novo PPI (Projeto Pedagógico Institucional), e nem um novo PDI (Plano de Desenvolvimento Institucional) para a instituição. Mas, um documento que dê conta da situação cuja a natureza é emergencial e que, portanto, as ações aqui pensadas tem um caráter excepcional e provisório, com validade para esse período".

A audiência trouxe ainda dados coletados através da pesquisa institucional sobre conhecimentos e competências digitais. A pesquisa demonstrou que 7% dos estudantes do campus localizado na capital baiana não possuem conexão com a internet que permita a participação em atividades on-line. Já 26% dos estudantes que responderam a pesquisa informaram que não possuem equipamentos como computador, notebook ou tablet para utilização em aulas on-line. Diante dos dados, ações de inclusão digital fazem parte do plano de contingência para garantir acesso à internet e às ferramentas digitais utilizadas nas atividades cotidianas.

O diretor geral do campus Salvador, Ives Lima, parabenizou a equipe pela apresentação e pelo espaço que diz ser "extremamente importante que a gente esteja aqui discutindo, debatendo essas diretrizes e ações, mostrando a realidade do campus de Salvador, que é uma realidade diferente dos outros 21 campi, devido a grandiosidade e aos números do campus que são extremamente expressivos. O plano de contingenciamento está ganhando forma nessas discussões. O professor Ives Lima, membro do Comitê Central e presidente do Comitê Local de Prevenção e Acompanhamento da Ameaça do Coronavírus, aponta que o plano de contingência é importante porque estamos numa crise de saúde pública e precisamos de diretrizes que vão nortear as ações tanto da gestão central, na reitoria [...] e dos campi". 

Com informações de Jamile Teixeira - Comunicação do Campus Salvador

Com informações da Coordenação de Comunicação - Campus Euclides da Cunha

* Matéria atualizada em 07.08.2020, às 8h50