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Data foi marcada pela abertura de exposição de miniaturas

IFBA valoriza memória e celebra 110 anos da Rede Federal

por Aurelio Nunes publicado: 23/09/2019 16h42, última modificação: 23/09/2019 17h14
"Temos que comemorar estes 110 anos com todos aqueles que fazem parte dessa história e com aqueles que chegam para fazer parte dos 110 anos que estão por vir”, diz o reitor Renato da Anunciação Filho

Aniversário de 110 anos da Rede Federal

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Chegar aos 110 anos de existência não é pra qualquer um. Ainda mais quando este feito vem acompanhado de um crescimento que expressa o fortalecimento de uma marca cada vez mais associada à promoção da educação de qualidade, da inclusão social e da geração de oportunidades.

Por estas razões o IFBA abriu o expediente deste 23 de setembro com uma celebração na Reitoria, em Salvador, em que não faltou bolo, parabéns e, principalmente, ações de valorização da memória da trajetória do Instituto. Uma trajetória iniciada em 1909, com o decreto assinado pelo presidente Nilo Peçanha que instituiu a criação da Escolas de Aprendizes e Artífices, transformada em Liceu Industrial de Salvador, em 1937,  Escola Técnica de Salvador (1942), Centro Federal de Educação Tecnológica da Bahia - CEFET (1993) e, finalmente, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (2008).

Exposição de miniaturas Para contar um pouco desta história foi inaugurada nesta data a exposição ‘Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica: 110 anos de História’,  iniciativa do Memorial Institucional do IFBA que mostra a evolução do instituto através dos diferentes fardamentos utilizados pelos alunos ao longo de seus 110 anos de existência.

“As fardas são uma maneira de contar não somente a história da instituição, mas da própria sociedade”, explica a coordenadora de Memória Institucional do IFBA, Tassila Ramos. Formada em arquivologia, ela distribuiu um roteiro explicativo sobre as miniaturas e o que cada uma representava dentro de seu respectivo contexto histórico. Constam deste roteiro curiosidades como o fato de boa parte dos alunos andar de pés descalços antes de 1920 e de os uniformes só se tornarem padronizados e obrigatórios a partir da década de 1940.

ORGULHO - “Ao olhar a exposição imediatamente me identifico com a farda. Tínhamos orgulho de andar com aquela farda na rua e até mesmo dentro de casa. Sentíamos que fazíamos parte de algo maior”, lembra o reitor pro tempore Renato da Anunciação Filho, que foi aluno do curso de eletrotécnica na década de 1980.  

Orgulho que a professora e coordenadora do centro de pesquisa e extensão da universidade D.Pedro II, Claudia Cristina Rios, ostenta até hoje. Mais de três décadas depois de se formar no curso técnico em geologia, ela administra integra a Comissão do Encontrão de Egressos, evento que já teve três edições e que na última delas reuniu mais de 1.200 ex-alunos. “A farda era um símbolo de status do lado de fora do muro, mas internamente havia uma forma de se diferenciar que era pelo curso que a pessoa fazia, e que podia ser identificado pelo guarda-pó que ela usava”, recorda. 

Bolo dos 110 anos da Rede FederalSegundo Renato, a história do IFBA está ligada à evolução da sociedade. Ele relata que em 1909, os alunos ingressavam na Escolas de Aprendizes e Artífices aos 10 anos de idade e saiam aos 14, porque era a partir dessa idade que eles tinham que começar a trabalhar. “Com a mudança da concepção sobre a idade correta para ingressar no mercado de trabalho, mudou também a faixa etária dos nossos estudantes, da mesma forma que mudou o nível de exigência em relação aos educadores, que antigamente nem eram professores, mas instrutores formados na instituição. Hoje, a maior parte do nosso quadro docente é formado por mestres e doutores”, comparou.

Na opinião do reitor, o que não mudou foi a missão atribuída à Escola de Aprendizes e Artífices no Decreto nº 7.566, de 23 de setembro de 1909, de ´'auxiliar os filhos dos desfavorecidos da fortuna”. “Hoje o IFBA é a instituição de ensino de maior capilaridade da Bahia, com ações em 117 municípios voltadas a mais de 36 mil alunos, e que desenvolve um papel importante de dar esperança às pessoas que buscam uma vida melhor. Um trabalho profícuo e transformador. Temos que comemorar estes 110 anos com todos aqueles que fazem parte dessa história e com aqueles que chegam para fazer parte dos 110 anos que estão por vir”, completou.