Você está aqui: Página Inicial > Campus Jacobina > Notícias Campus Jacobina > 2025 > Licenciandos em Computação oferecem cursos de extensão para toda a comunidade
conteúdo

Licenciandos em Computação oferecem cursos de extensão para toda a comunidade

As formações integram a disciplina Estágio Supervisionado IV e atendem um público diversificado de Jacobina e região
por Verusa Pinho publicado: 02/12/2025 08h57, última modificação: 16/01/2026 16h19

Afeto, gratidão e aprendizado são palavras citadas por Gildete Alice Jordão, 70, ao se referir à formação em inclusão digital, ofertada no âmbito da  disciplina Estágio Supervisionado IV, da Licenciatura em Computação do Campus Jacobina do IFBA, sob coordenação do professor José Araújo, doutor em educação.

"Eu gostei muito! Aprendi coisas que a gente achava que não tinha importância. Costumava usar o celular apenas para ligação, WhatsApp...  Mas quando assistimos às aulas, fiquei muito satisfeita! Aprendi a usar o Youtube, tirar foto e fiquei mais prática. Vocês são maravilhosas! Agradeço pelo carinho e paciência", comenta a aposentada. 

As formações extensionistas são presenciais e seguem até o mês de março de 2026. No total, participam mais de 100 pessoas, de crianças a idosos, de Jacobina e Região. A carga horária é de 32h a 40h com direito a certificado. 

"O Estágio Supervisionado IV é uma disciplina que mobiliza os estudantes de Licenciatura em Computação a desenvolverem ações de docência em cursos de extensão. São cursos e oficinas que acontecem em diferentes espaços, incluindo o IFBA. Neste semestre estamos ofertando seis formações para públicos que variam dos cinco anos à terceira idade. O objetivo é oportunizar à comunidade experiências voltadas para inclusão social e digital, através de apropriações das tecnologias digitais, especialmente na introdução ao pensamento computacional, abordando questões como segurança e cidadania", explica o docente.

Prof. José e licenciandas com a turma de Serrolândia

Os Centros de Referência da Assistência Social dos municípios de Serrolândia e Capim Grosso (CRAS) são alguns espaços contemplados pela iniciativa do IFBA - Jacobina. As facilitadoras da formação são Bianca Moura e Natiane Rios, que ofertam curso para idosas atendidas pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), com foco na inclusão digital.

"Em cada localidade percebemos suas particularidades e o quanto é gratificante trabalhar com esse público. É emocionante ver as idosas descobrindo que são capazes de realizar tarefas que antes dependiam de outra pessoa ou pareciam difíceis demais. A expressão de alegria ao aprender algo novo, a autonomia que vai surgindo aos poucos e a confiança que elas ganham em cada encontro tornam tudo ainda mais especial. A cada oficina, reforçamos que a inclusão digital vai muito além de ensinar a mexer no celular ou no computador, é sobre independência, valorização, pertencimento e novas possibilidades. Acompanhar esse processo de perto é, sem dúvida, um privilégio que levarei para minha vida profissional e pessoal", pontua Bianca Moura.

De acordo com a colega Natiane, a motivação para desenvolver a formação surgiu da inquietação da dupla enquanto futuras educadoras de Computação: "Como contribuir para reduzir essa lacuna histórica que afeta principalmente a faixa etária idosa?". 

"A oficina nasceu exatamente desse desejo de promover inclusão digital e, ao mesmo tempo, contribuir para a redução do isolamento social, fortalecendo vínculos entre as idosas, suas famílias e a comunidade. Uma das fragilidades mais evidentes logo no início foi a presença de uma cultura muito enraizada do 'eu não consigo', 'é difícil aprender' ou 'não tenho ninguém para me orientar'. Enquanto estudantes da Licenciatura em Computação, entendemos que o trabalho pedagógico não poderia se limitar ao ensino técnico, era necessário atuar também no campo motivacional e emocional, quebrando essas barreiras simbólicas e reconstruindo a relação delas com a tecnologia. Nosso objetivo, portanto, foi criar um espaço de aprendizagem humanizado, capaz de mostrar que elas eram sim capazes de aprender, com paciência, dedicação e acolhimento. Apesar da resistência inicial para formação das turmas, já no segundo encontro começamos a perceber uma mudança significativa, o incentivo entre elas mesmas gerou uma procura crescente. Hoje contamos com uma média de 30 idosas em Serrolândia e 10 a 15 em Capim Grosso, resultado que demonstra o impacto social do projeto. Estamos desenvolvendo práticas pedagógicas que realmente transformam realidades!", destaca.

Os próximos passos da formação incluem a apresentação de plataformas, como o Portal Gov.br, para acesso a conteúdos estratégicos, a exemplo do CadÚnico e Meu INSS, diretamente relacionados a programas sociais. Também será trabalhada a segurança digital, para identificação de possíveis fake news, golpes ou fraudes, garantindo a proteção de informações pessoais. "Esses conteúdos são fundamentais para que as idosas desenvolvam autonomia digital com responsabilidade e segurança", conclui Bianca.

Segurança Digital: riscos e ameaças no ambiente corporativo

Fredney é técnico em informática e graduado em redes; já atua na área de TI há dez anos

Técnico em Informática e graduado em redes, o licenciando Fredney Lopes Valois Júnior já atua na área de tecnologia da informação há quase dez anos. Segundo ele, a ideia do curso surgiu após uma situação vivenciada na empresa em que trabalha como supervisor de TI. "Passamos por uma tentativa de golpe cibernético (phishing) através do e-mail, principal forma de comunicação institucional. Sendo assim, montamos a formação a fim de explicar para os profissionais como se proteger dos principais riscos e ameaças presentes no ambiente digital corporativo, evitando a exposição de dados pessoais, como senhas e dados bancários", explica o jovem, que, ao lado da colega de graduação, Luana Souza Pereira, ministra as aulas. Nova turma está prevista para o mês de janeiro, contemplando uma média de 30 participantes. Inscrições aqui 

Para Guilherme Barreto, o curso de Segurança Digital tem sido um complemento fundamental para a sua jornada profissional e acadêmica. "O principal aprendizado que destaco é o desenvolvimento de uma visão sobre a proteção de dados e a prevenção de riscos cibernéticos, algo essencial em qualquer área empresarial e pessoal", declara o jovem aprendiz do Cetep no setor de TI  de empresa mineradora. "As competências que estou desenvolvendo no curso condizem diretamente com o meu dia a dia de trabalho, especialmente com as boas práticas de segurança. A didática apresentada por Fredney e Luana foi excelente! Me ajudou principalmente no desenvolvimento da visão sobre segurança digital, aprendendo a discernir melhor o que devo proteger e de quais pontos desconfiar", acrescenta.

  

Confira as outras formações ofertadas e os públicos contemplados:

Entre o algoritmo e o caderno: práticas éticas no uso da IA nos estudos 

    • Objetivo: Promover a conscientização e a capacitação dos participantes para o uso ético e responsável da Inteligência Artificial nos processos de estudo e produção acadêmica
    • Facilitadores: José Gustavo Silva Souza e Vinícius Reis Silva
    • Público-alvo: Jovens e adolescentes (estudantes do ensino médio e técnico)

Vagas: 30 I Link de inscrição - até 1º FEV

    • Requisitos: Conhecimento básico de informática

Aulas: de seg a sex, turno vespertino, no IFBA, a partir do dia 2 de fev.

  • Carga horária: 32 h

Pensamento sem Fio: lógica de programação através da computação desplugada 

  • Objetivo: Desenvolver o raciocínio lógico, a criatividade e a capacidade de resolução de problemas nas crianças participantes através de atividades desplugadas, de forma lúdica, que introduzam os principais conceitos de computação.
  • Facilitadores: Rulian de Jesus Cruz e Caio Luiz dos Santos Conceição
  • Público-alvo: Crianças maiores de 5 anos, filhas das participantes do programa Mulheres Mil do IFBA-Jacobina
  • Vagas: 15 
  • Aulas: de 20/10 a 25/11
  • Carga horária: 32 h 

Formação digital: conhecendo o word básico 

  • Objetivo: Promover a inclusão digital através das ferramentas do Word básico
  • Facilitadora: Jailza Gomes da Silva
  • Público-alvo: Crianças e adolescentes do projeto Casa Rebeca
  • Vagas: 25 
  • Aulas: de 27/10 a 18/12
  • Carga horária: 32 h 

Inclusão Digital: Ferramentas Básicas para o Mundo Profissional 

  • Objetivo: Capacitar os participantes no uso de ferramentas básicas de informática, com foco na criação e manipulação de documentos voltados ao contexto profissional, como ficha de inscrição e currículo
  • Facilitadoras: Joclécia de Jesus Santos e Mariana Silva Nascimento
  • Público-alvo: Pessoas maiores de 18 anos 
  • Vagas: 40
  • Requisitos: Noção de Informática Básica
  • Aulas: de 03/11 a 20/12
  • Carga horária: 32 h