Pesquisas do Campus Jacobina integram workshop de evento regional da Sociedade Brasileira de Computação
De 5 a 8 de novembro, estudantes do Campus Jacobina do IFBA estarão na capital baiana participando da XXIV Escola Regional de Computação Bahia-Alagoas-Sergipe (Erbase 2024), evento regional que ocorre todos os anos em um dos estados participantes, chancelado pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC).
Neste ano, Salvador sediá o evento no Instituto Anísio Teixeira (IAT), que traz como tema Realidades Imersivas e Generativas. Além de palestras, mesas-redondas e minicursos, que abordarão assuntos como Inteligência Artificial, Realidade Virtual e Aumentada, Robótica, Cibersegurança, Internet das Coisas, a apresentação de trabalhos científicos, projetos e ideias inovadoras é destaque no evento, categoria na qual a delegação do Campus Jacobina participará com cinco pesquisas.
São autores dos estudos discentes do curso técnico integrado em Informática e da Licenciatura em Computação, sob orientação dos professores Gabriela Mota, atual coordenadora das formações técnicas da área, e Luís Gustavo Araújo (que acompanha os estudantes), além dos docentes Yuri Wanderley e Jônatas Alcalay, autores de pesquisas.
Os trabalhos apresentam os resultados de projetos desenvolvidos no âmbito de TCCs ou relatos de experiência sobre a interface educação-computação, e serão compartilhados na categoria de workshop Weibase.
É desplugada que chama?

“Esse é meu primeiro trabalho publicado e contribuiu muito para a minha formação. A realização da parte prática implica em como o professor pode ser criativo, podendo abordar um assunto de maneira dinâmica”, explica José Gustavo, estudante da Licenciatura em Computação, que, ao lado do colega de curso Vinícius Silva, elaborou a pesquisa P2P Unplugged: Uma abordagem de Computação Desplugada para o ensino de Peer-to-peer, sob orientação do prof. Luís.

Graduando do 6° semestre, Vinícius descreve a motivação e o passo a passo do desenvolvimento da ideia: “A nossa produção científica dialoga muito com a computação desplugada. Basicamente, tendo conhecimento da escassez de materiais didáticos dinâmicos para aplicação dentro da disciplina de Redes de Computadores, mais precisamente no campo peer-to-peer (protocolo de comunicação em rede que fornece modelo de compartilhamento de recursos de uma pessoa para outra, sem a necessidade de intermediação de um servidor, descentralizando a transmissão de dados, recursos e informações), desenvolvemos uma atividade para facilitar a compreensão do assunto em nível de abstração simplificado, utilizando materiais simples, como papel e papelão. Sendo assim, fizemos a aplicação na disciplina Redes I, tendo como público os próprios colegas de curso. Trabalhar com computação desplugada se caracteriza como uma forma de levar o conhecimento da computação de forma dinâmica para lugares em que recursos digitais são escassos, tendo em vista que essa realidade se observa em grande parte do ensino básico público”, relata.
O jovem já foi bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) e participou de projeto de extensão em docência. Atualmente está pesquisando na área de Jogos e Educação.
Para o professor Luís Araújo, ter trabalhos aprovados na Erbase é um reconhecimento do trabalho desenvolvido nos cursos integrado e subsequente em Informática e na Licenciatura em Computação do campus. “O evento é um espaço de formação para os estudantes/pesquisadores, tendo em vista que eles irão apresentar seus trabalhos e dialogar com a comunidade acadêmica. Além disso, irão participar de minicursos, palestras e sessões de apresentação de artigos de outros pesquisadores e profissionais renomados da área”, destaca.
Inclusão em Foco: Desenvolvendo uma plataforma de Lógica de Programação para surdos

- Romilson (pessoa surda) e outros estudantes de informática, ao lado da intérprete de Libras Agda Medrado, fazendo o sinal do app LogiLibras
Em fase de desenvolvimento, o LogiLibras conta com orientação dos docentes Jônatas Alcalay e Gabriela Mota, e autoria dos formandos de informática Guilherme Mendes e Eduardo dos Santos.
"O projeto foi concebido com o objetivo de auxiliar estudantes surdos do curso técnico na aprendizagem de Lógica de Programação. Inicialmente, consistia em páginas estáticas, que incluíam vídeos com sinais dos termos técnicos e textos traduzidos para Libras. No entanto, ao longo do tempo, o projeto evoluiu para um sistema mais complexo, ao identificarmos a possibilidade de abranger outras disciplinas, além de desenvolver sistemas de atividades e outras funcionalidades", explica Guilherme, que pretende verticalizar o ensino no próprio campus, através da Licenciatura em Computação.
Incentivando a prática de Programação por meio da participação em Competições

Em parceria com os profs. Luís Araújo e Jônatas Alcalay, Iago Miranda, sob orientação da docente Gabriela, é mais um autor de estudo aprovado na Erbase: “Utilizamos a programação competitiva, aliada à aprendizagem baseada em problemas, como metodologia de apoio ao ensino da programação, buscando criar uma cultura de estudo e participação em competições da área dentro do campus. Foi uma ótima oportunidade de vivenciar a prática das teorias que aprendi no decorrer do curso”, descreve o jovem, formando da licenciatura que também já desenvolveu pesquisa sobre Letramento Digital e apropriações tecnológicas em contextos de aprendizagens com estudantes do ensino fundamental II.
Confira os demais projetos aprovados:
Redes de Cafés: Uma abordagem de Computação Desplugada para o ensino de arquitetura cliente-servidor
Andressa Mota da Silva Santos e Rulian de Jesus Cruz I Orientação: prof. Luís Gustavo Araújo
Computação e sociedade: experiências de mediação do eixo Cultura Digital da BNCC-Computação
Autoria do prof. Yuri Bastos Wanderley, atual coordenador de área do Pibid

