VII Semana da Consciência Negra do campus: Inscrições abertas para monitoria e submissão de propostas
Afrofuturismo: Diálogos, Resistências e Re-Existências Ancestrais. Esse é o tema da VII Semana da Consciência Negra do Campus Jacobina do IFBA, que acontece de 9 a 20 de novembro em formato virtual.
Até o dia 4/11, estão abertas as inscrições de monitores (https://forms.gle/b2j5TwZFaQULpowf6), bem como para proposição de minicursos e oficinas, intitulados de "rolês", além de mostras artístico-culturais e vídeos temáticos (ou "gira de saberes"): https://forms.gle/2wWceNFp2uKwujPb6 I https://forms.gle/Mkd4tuiC3PzeK1tz5
Para garantir participação no evento e acompanhar a programação completa, acesse www.even3.com.br/scnjac2020
Mais informações podem ser obtidas pelo edital ou através do e-mail scnjaco2020@gmail.com
Saiba Mais

O tema deste ano, “Afrofuturismo: diálogos, resistências e re-existências ancestrais”, propõe mergulhos nos saberes tradicionais africanos e afrodiaspóricos e voos criativos de reinvenção da realidade, possibilitados pela arte e pelas novas tecnologias digitais.
Contrariando o projeto genocida arquitetado desde que o primeiro navio negreiro singrou o Atlântico em direção às terras Ameríndias, o movimento cultural afrofuturista anuncia um futuro de vida para a população negra, por meio de tecnologias que produzem insurgências contra a servidão e a inferiorização imputadas pela branquitude.
Como comissão organizadora desta proposta e enquanto testemunhas vivas do poder transformador advindo dos saberes dos povos de matriz africana no Brasil, consideramos fundamental a subversão da linguagem. Em representações estéticas e éticas de empoderamento, os pronunciamentos afrofuturistas fornecem marcadores simbólicos positivos para o desenvolvimento de pertenças africanas e afro-brasileiras, sendo capazes de gerar mudanças nas inscrições subjetivas, nas relações interpessoais e influenciar projetos de sociedade mais justos, visto que os atuais são ainda fortemente inspirados na falácia da democracia racial.
Fundamentada na ética de cuidado e de pertencimento e referenciada em Hamapaté Bá (2003 e 2010), a SCN 2020 do Campus Jacobina realizará atividades e adotará nomes e termos que, além de traduzir insubordinações ao fazer acadêmico/branco/ocidental, revelam princípios e metodologias que regem os saberes/fazeres ancestrais de matriz africana e afrodiaspórica como: tradição oral, unidade corpo/mente, circularidade, comunidade, complementaridade e movimento.
Nas atividades síncronas, em vez de conferências e palestras, teremos “Ebós das palavras” e no lugar de oficinas e minicursos, faremos “Rolês”. Em atividades assíncronas, como exposições e mostras, teremos “Gira de saberes”.
As atividades propostas serão mediadas por pessoas que podem transmitir conhecimentos de relevância social, sejam narradoras e narradores de histórias da tradição oral ou de pesquisas acadêmicas. Tratando-se, sobretudo, de narrativas de amor, solidariedade e justiça que só a inventividade humana pode tornar real. Por isso, essas pessoas serão respeitosamente chamadas de “Griôs”.
Desejamos que imagens de um futuro referenciado em experiências ancestrais africanas propiciem travessias corpo-ral-mente descolonizadoras a cada um(a) de nós.
