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Representantes do IFBA desenvolvem estudos que relacionam mineração, tecnologia e meio ambiente

por Verusa Pinho publicado: 06/11/2019 09h45, última modificação: 07/11/2019 07h38

Desenvolvimento urbano, vegetação, geologia, petrografia e mineralogia. O que tudo isso tem em comum? Esses são os temas de estudos elaborados por alunos, egressos e professores do Campus Jacobina do IFBA, aprovados para apresentação em formato de pôster no 28° Simpósio de Geologia do Nordeste e no 4° Simpósio sobre o Cráton do São Francisco e Orógenos Marginais, que acontecem de 11 a 15 de novembro, em Aracaju (SE).

Sob orientação da docente Talita Gentil (geóloga), em colaboração com o prof. Tércio Graciano (eng. mecânico), além de profissionais parceiros do Instituto Federal do Piauí (IFPI) e da Universidade Federal do Ceará (UFC), os artigos científicos destacam a relevância social da pesquisa. "O envolvimento de egressos, que cursam, em sua maioria, formações superiores diretamente relacionadas à mineração, também reforça a importância da verticalização do ensino visando à carreira profissional", comenta Talita.

Dois dos trabalhos abordam o uso de softwares de geoprocessamento no contexto do crescimento urbano. “O desenvolvimento acelerado das cidades, aliado à ausência de organização, conhecimento de territórios e técnicas de construção adequadas, torna possível o surgimento de problemáticas relacionadas ao uso do solo, sobretudo desastres por meio de processos naturais, atingindo populações residentes em áreas inapropriadas para a ocupação. Dessa forma, nossa pesquisa teve como principal objetivo mapear zonas de risco e propor soluções para a expansão planejada e segura de Jacobina, caracterizada pela alta declividade das serras e ocupações irregulares ao redor de áreas úmidas, propícias, em períodos de inverno, a inundações e deslizamentos. Muitas obras estão próximas a áreas de proteção ambiental, por exemplo. Precisamos conscientizar a população quanto ao crescimento urbano sustentável”, explica Marília Rodrigues, formanda de mineração (integrado ao ensino médio).

Para a colega de formação Milena Silva, que analisou a mudança da vegetação no município ao longo dos anos de 1984 e 2017, é preciso respeitar as normas previstas em lei sobre preservação ambiental. “Há muitas áreas desmatadas em Jacobina, principalmente devido às queimadas, ao garimpo ilegal e à especulação imobiliária”, ressalta.

Outros dois estudos enfatizam aspectos do Complexo Granítico Mairi, presente na região, no âmbito das formações rochosas e minerais e suas transformações históricas. Além do trabalho de campo para coleta de amostras, as equipes realizaram análises em laboratório, conhecimentos que podem ser utilizados, posteriormente, pelo setor econômico regional, como empresas da construção civil e mineradoras.

Confira a lista dos trabalhos aprovados abaixo:

UTILIZAÇÃO DOS SOFTWARES DE GEOPROCESSAMENTO PARA CALCULAR O DESENVOLVIMENTO URBANO DO MUNICÍPIO DE JACOBINA – BA, NO PERÍODO DE 1998 A 2018

Autoria: Karolayne de Sousa e Marília Rodrigues (4º ano de mineração) e Anderson Pereira (egresso)

UTILIZAÇÃO DOS SOFTWARES DE GEOPROCESSAMENTO PARA IDENTIFICAR VARIAÇÃO DA VEGETAÇÃO DO MUNICÍPIO DE JACOBINA-BA ENTRE OS ANOS DE 1984 A 2017

Autoria: Milena Silva e Sara Nascimento (4º ano de mineração) e Anderson Pereira (egresso)

GEOLOGIA E PETROGRAFIA DO STOCK GRANÍTICO MAIRI, COMPLEXO MAIRI – NORDESTE DO MUNICÍPIO DE JACOBINA/BA

Autoria: Kedma Dourado e Camila Oliveira (em fase de tcc)

CARACTERIZAÇÃO COMPOSICIONAL E MINERALÓGICA DO STOCK GRANÍTICO MAIRI, COMPLEXO MAIRI – NORDESTE DO MUNICÍPIO DE JACOBINA/BA

Autoria: Geovana Lopes (egressa)

Saiba mais

 

A escolha do tema Geoconservação, Pesquisa e Mineração para o 28º SGNE revela o sentimento comum dos geólogos do século XXI quanto à abrangência e responsabilidade social da profissão com o desenvolvimento nacional, através de uma gestão territorial sustentável, que preserve o patrimônio geológico e ambiental, difunda a geoeducação e promova o geoturismo, gerando renda para as comunidades locais.

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