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I Semana da Inclusão e III Setembro Azul: Confira os destaques!

por Verusa Pinho publicado: 24/09/2019 10h46, última modificação: 26/09/2019 11h48

Com programação variada, incluindo exposições, apresentações artístico-culturais, palestras e mesas-redondas, a I Semana da Inclusão e o III Setembro Azul do Campus Jacobina do IFBA aconteceram de segunda, 23, a quinta-feira, 26.

Na abertura simbólica do evento, o prof. André Lima, atual coordenador do Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (Napne) do campus, deu as boas-vindas para o público e agradeceu o empenho de toda a equipe na organização da Semana.

#pracegover: representantes do IFBA e da Apae alinhados no salão de entrada do campus; todos estão de frente e sorrindo para a câmera (cerca de 20 pessoas)

Em seguida, a coordenadora pedagógica da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Jacobina (Apae), Luciana Pereira, destacou a importância de estreitar os laços entre as instituições e aproveitou para explicar iniciativas como “Sua Nota é um Show de Solidariedade”, que colaboram diretamente para a manutenção das atividades da Associação.

Reunidos em torno da exposição artística desenvolvida por alunos da Apae sob orientação de profissionais, os participantes puderam prestigiar pinturas, maquetes, e artesanato, sobretudo bijuterias e garrafas decoradas, referentes ao “Projeto Recriando: Inclusão Social pela Arte”.

#pracegover: representante da Apae explica o processo de criação das bijuterias para a intérprete de Libras do IFBA Érica Lima, que segura uma peça com a mão direita; ambas sorriem“Todo ano escolhemos um tema e  trabalhamos, com os estudantes, habilidades que ajudam no processo de escolarização. Para ler e escrever, por exemplo, coordenação motora é essencial. Por isso a escolha da expressão artística com base em histórias de vida. Além disso, a concentração é aprimorada, contribuindo no estudo dos conteúdos formais das mais diversas áreas de conhecimento. Como centro de atendimento educacional especializado, a Apae atua hoje com deficiência intelectual e múltipla. Convidamos todos para prestigiar e contribuir com o nosso trabalho”, disse Luciana. Neste ano, a homenageada da exposição foi a famosa pintora mexicana Frida Kahlo. 

#pracegover: jogadores disputam a posse de bola em quadra; técnico, representando os atletas da Apae, no canto esquerdo da imagemPara finalizar a abertura simbólica, Eliene Sales, pedagoga do IFBA, agradeceu pela parceria e descreveu destaques da programação, incluindo o I Amistoso de Futsal “Integrar”, que envolveu alunos do Instituto e da Apae, bem como a mesa-redonda “A inclusão da pessoa com deficiência na contemporaneidade: cuidados, políticas e práticas”, que marcou a abertura oficial do evento, no auditório do campus, durante a na noite do dia 23. A ação contou com a participação de Daniel Neves, técnico em assuntos educacionais do Instituto e mestre em educação e diversidade; Elciana Roque, terapeuta ocupacional, e Luciana Pereira (Apae). Na mediação, esteve Lucas Bezerra, pós-graduando em Linguagem e Análise do Comportamento Aplicada ao Autismo.

#pracegover: músicos no palco, que está decorado com malhas nas cores azul e amarela; projeção de slide ao fundo com a marca do evento (desenho com cinco figuras humanas de cores distintas e de mãos dadas); plateia nas poltronas em primeiro plano  

A apresentação cultural ficou por conta de integrantes da Filarmônica 2 de Janeiro e do tecladista Edinaelson Silva, estudante cego do IFBA, que ainda agraciou a plateia com seu vozeirão, entoando sucessos como “É preciso saber viver”. 

#pracegover: Daniel Neves, técnico em assuntos educacionais do IFBA ao microfone, sobre o palco, ao lado dos demais palestrantes da noite: Luciana Pereira, coordenadora pedagógica da Apae; Elciana Roque, terapeuta ocupacional, e o pós-graduando em Linguagem e Análise do Comportamento Aplicada ao Autismo, Lucas Bezerra, que mediou o debate; projeção de slide ao fundo; plateia nas poltronas em primeiro plano (perspectiva da D/E; plano aberto)

#pracegover: Apresentação musical com o estudante Edinaelson, que se encontra no palco, sentado em frente à mesa, na qual se encontra teclado, buquê de flores amarelas e bandeja com jarra e copos; plateia em primeiro plano; projeção de slide ao fundo com imagem de laço azul e nomes dos eventos

Na terça-feira, 24, foi a vez da mesa-redonda “A pessoa com deficiência visual: processos de escolarização, autonomia e acesso ao mundo do trabalho”. Em sua fala, o aluno Edinaelson compartilhou os desafios e as conquistas ao longo da formação no curso técnico subsequente de informática, relatando o processo de manuseio de computadores, dos quais é um curioso, sobretudo com o auxílio do técnico de informática do campus, Hélder Oliveira, através de aplicativos de transcrição.

Ivanice Cajueiro, especialista em educação especial inclusiva e atendimento educacional especializado, traçou um breve histórico da legislação referente à inclusão da pessoa com deficiência, mencionando as leis brasileiras como referência mundial. Ao se referir às cotas no mundo do trabalho, lembrou as barreiras que precisou vencer ao ser aprovada em concurso público, ressaltando o preconceito que ainda faz parte da nossa sociedade. Também elencou as dificuldades que enfrentou em casa, na escola e faculdade, ao lado da irmã, ambas cegas. “Criamos estratégias e hoje nos surpreendemos ao pensar: ‘Como chegamos até aqui?!’”, disse.

Ivanice Cajueiro (ao microfone) #pracegover: perspectiva da E/D; plano aberto (plateia em primeiro plano e palco com mesa, palestrantes e projeção ao fundo)

Já Admilson Oliveira, presidente da Associação da Pessoa com Deficiência de Jacobina e do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, além de membro do Fórum Baiano de Cegos e graduando de história na Uneb, destacou a relevância das tecnologias para a sua rotina, bem como a diferença no tempo de aprendizado da pessoa com deficiência, principalmente quanto à leitura para memorização de conteúdos. “Às vezes somos simplesmente ouvintes na sala de aula. Somos minoria e sabemos das problemáticas. Mas fico muito feliz quando os colegas da turma fazem o possível para me incluir nas atividades”, comentou. Em todas as falas, a palavra-chave foi "protagonismo".

#pracegover: alunos, no salão de entrada do campus, prestigiando pinturas sobre arte surda e banner expondo projeto de sinalização inclusiva; todos os materiais estão organizados em mesas de desenho técnico

A quarta-feira, 25, foi marcada por exposições: pinturas sobre arte surda, feitas por alunos dos cursos técnicos integrados sob orientação do prof. André, coloriram o salão de entrada, ao lado de banners expondo trabalhos realizados pelos participantes do curso de extensão em formação docente continuada para a diversidade, assim como projeto gráfico de sinalização inclusiva para o campus

plateia fazendo sinal de "palmas" em Libras

No último dia de evento, 26, o Setembro Azul esteve em foco, com debate, palestra, exibição de vídeo, recital e apresentações musicais. Participaram das atividades as intérpretes de Libras do campus, Agda Medrado e Érica Lima; a estudante surda de mineração (integrado), Heveli Castro; profissionais e grupos convidados, como a engenheira eletricista da Yamana Gold, Irlana Veloso, e integrantes do Centro de Educação Inclusiva de Ponto Novo. 

profa. Mariana fazendo sinal em Libras durante apresentação do glossário

Na ocasião, Heveli explicou a origem da data, lembrando o significado do laço azul para os surdos devido à separação, e posterior execução, impostas pelos nazistas durante a II Guerra Mundial. A aluna citou, também, a importância de se ter a Libras como língua oficial, seguida do português.

Nesta quinta-feira, ainda foi lançado o 1º Glossário Inclusivo de termos técnicos da área de Mineração do Campus Jacobina, com a colaboração dos docentes Talita Gentil, Frederico Fava Zogheib e Mariana Gonçalves.    

apresentação musical, no auditório do campus, com integrantes do centro de educação inclusiva de Ponto Novo

estudante Heveli, no palco do auditório, explicando a origem e o significado do Setembro Azul

engenheira eletricista convidada palestrando no auditório

Mais registros fotográficos e em formato de vídeo estão disponíveis na fanpage oficial do campus e perfil no Instagram

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