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Esportes não convencionais são tema de unidade letiva

Na Esportiva

por Verusa Pinho publicado: 13/12/2018 09h31, última modificação: 13/12/2018 10h55

Durante a terceira unidade da disciplina Educação Física, a professora Isis Moreira surpreendeu os estudantes. O desafio era sair da rotina e conhecer outras práticas esportivas. Apresentados às turmas do 1º ano da forma integrada desde o mês de outubro deste ano, os esportes não convencionais logo caíram no gosto dos jovens.

“Pautados na perspectiva intercultural e de aprendizagem por investigação, recortamos o conteúdo por eixos temáticos, evidenciando os esportes não convencionais, dentre eles os sobre rodas (skate, patins e bicicleta); de contato com água (boleado com bexigas, escorregador e estoura balão); slackline [equilíbrio sobre uma fita elástica esticada entre dois pontos que permite ao praticante andar e fazer manobras por cima]; tênis de mesa, just dance, corrida de orientação e tapembol”, explica a docente.

bexiga de água no ar; aluna tentando apará-la com tábua de madeira repleta de pontas; alunos ao redor assistindo e registrando através de celulares

alunos correndo em fila; ginásio ao fundo

aluno sobre lona preta  descendo uma rampa encharcada; outros com baldes de água atrás

“Para além do repertório de práticas corporais, acredito que esse trabalho reforça valores como solidariedade, respeito às diferenças, cooperação, inclusão e espírito de equipe. Aspectos que dialogam com as perspectiva de formação de cidadãos-críticos, criativos e reflexivos”, complementa.

aluna sobre fita elástica e outras duas segurando suas mãos; colchonetes embaixo e estudantes ao redor

A opinião da professora dialoga com a visão dos alunos, como narra Geovanna Muniz, 1º ano de mineração. “Não tenho dúvidas de que foi um desafio trazer práticas tão atípicas para as nossas aulas, mas vi que foi algo muito bem recebido e que proporcionou uma visão mais ampla acerca daquilo que estamos habituados a realizar, por questões culturais, inclusive”, ressalta.

alunos correndo ao redor de pequenos cones

Curiosidade

Uma mão aberta e uma bola em movimento. Essa é a definição do tapembol, palavra originária da expressão “tapa em bola” ou “tapa na bola”. Criada em 2007, na cidade de Caeté, Minas Gerais, pelo professor Marco Aurélio, a modalidade, genuinamente brasileira, integra meninos e meninas em quadra visando ao gol através de pulos, saltos, corrida, defesa e ataque. 

Nas palavras de Júlyo César Cunha, 1º ano de informática, o esporte chamou bastante atenção por ser participativo e inclusivo. “Todos podem ter acesso independentemente da aptidão física, idade e gênero”, pontua.

“A aceitação e o envolvimento dos alunos pelo tapembol têm sido significativos, o que me levou a estimular e investir ainda mais na modalidade. A nossa primeira bola oficial foi cedida pelo professor Fábio Castro, do município de Dias D’Ávila-BA, onde conheci o esporte. Como culminância, faremos, no primeiro semestre de 2019, nosso 1º campeonato de Tapembol do campus. O #TAPEMIFBA vem aí!”, anuncia Isis.

estudantes e professora fazendo símbolo da modalidade (mãos abertas) em sala de aula com projeção de slide ao fundo

Para Júlyo, que já é jogador de handebol, esportes praticados com as mãos são os mais atrativos.“Com o tapembol não foi diferente! A vontade de praticá-lo é grande por parte dos colegas que tiveram contato. Tenho certeza de que nossa primeira copinha Tapemifba será um sucesso!”.  

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