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Campus Jacobina oferta vagas para a licenciatura em computação através do Sisu 2019

Inscrições domingo, 27

por Verusa Pinho publicado: 17/12/2018 10h01, última modificação: 25/01/2019 09h20

Conheça o perfil do curso e as tendências da área

 

ícones representando computador, tablet e celular

Até domingo, 27, interessados em ingressar no Instituto Federal da Bahia - Campus Jacobina, através do nível superior, poderão escolher a Licenciatura em Computação no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Para se inscrever, é necessário ter feito a prova do Enem 2018 e obtido nota superior a zero na redação.

Presente nas mais diversas esferas sociais, a computação é, atualmente, um dos campos de maior crescimento, mesmo diante das incertezas econômicas. “As tecnologias da informação e comunicação perpassam por todas as relações e processos: cotidianos, culturais, econômicos, educativos... O campo de atuação se alarga na mesma velocidade que se expandem essas tecnologias, em todas as dimensões”, explica o professor e atual coordenador do curso, Yuri Wanderley. 

prof. Yuri sorrindo em frente ao computador

                                                              equipe de trabalho da coordenação do curso: Letícia (assistente), ao lado do prof. Yuri e da pedagoga Cacilda

“Embora a educação profissional constitua o principal campo de trabalho dos licenciados, haja vista a grande demanda de profissionais para formar os quadros docentes dos cursos técnicos, é possível que eles atuem no ensino básico regular, lecionando disciplinas da área de computação, na consultoria ou gestão de laboratórios de informática, infocentros e outras atividades que demandem conhecimento pedagógico e computacional. Poderão ainda trabalhar como empreendedores, desenvolvendo soluções de informática voltadas para o setor educacional ou ofertando consultoria quanto ao uso de tecnologias na educação”, elenca o docente. 

Perfil do Curso

Com duração mínima de quatro anos, aulas noturnas de segunda a sexta-feira e nas manhãs dos sábados, a formação ofertada pelo IFBA, em Jacobina, prepara o futuro profissional para integrar equipes multidisciplinares de consultoria em secretarias de educação, instituições de ensino e empresas, bem como equipes técnicas para construção de ambientes virtuais de aprendizagem.

“O/a licenciado/a está apto/a para atuar tanto na parte técnica quanto pedagógica. São poucos os profissionais que dominam essas duas áreas, o que se revela como um grande diferencial no mundo do trabalho”, destaca Yuri.

A carreira de pesquisador em tecnologias educacionais e ensino da computação ou de empreendedor no desenvolvimento de hardwares e softwares voltados para a educação são outras escolhas. Com estágio supervisionado e atividades complementares, os formandos elaboram monografia, que pode abranger criação de produto, dos quais aplicativos e jogos são exemplos. No Campus Jacobina, quatro laboratórios de informática estão disponíveis para as turmas.

laboratório 2 de informática; cadeiras e computadores em foco

“No atual estágio do avanço tecnológico, a computação se mostra estratégica, pois, direta ou indiretamente, é aproveitada em todos os setores da economia. No caso de Jacobina, mais de metade da riqueza produzida no município está concentrada na prestação de serviços, que demanda a atuação do profissional de informática, seja na instalação e manutenção de redes de computadores, no gerenciamento de bancos de dados, no desenvolvimento de softwares e sistemas para internet ou na computação gráfica. Além do IFBA e IFBaiano, outras instituições de ensino situadas na região ofertam cursos técnicos na área e se caracterizam como possíveis ambientes de trabalho”, ressalta o docente.

Especialista em cibercultura, Yuri foi o principal idealizador da Plataforma Anísio Teixeira, que reúne um conjunto de serviços, softwares livres e recursos educacionais abertos (REAs) relacionados à mediação de práticas pedagógicas e à gestão de acervos online, voltados para a educação básica e para a formação continuada dos profissionais da rede pública de ensino do estado da Bahia.

O projeto rendeu publicação na pesquisa TIC Educação 2017, organizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação - Cetic.br, do Comitê Gestor da Internet no Brasil, uma das principais publicações nacionais sobre o uso de tecnologias da informação e comunicação nas escolas brasileiras.

Tecnologia, Inovação & Inclusão Digital

Na opinião do licenciando Gustavo Lopes (6º semestre), a motivação para ingressar no curso se deu pelo aspecto de inovação. “O profissional de computação tem extrema importância na mediação de conhecimento entre pessoas e tecnologias”, pontua.

Gustavo é autor do "e-ACS, Uma aplicação para auxiliar o planejamento de visitas de agentes comunitários de saúde", proposta hospedada pelo Hotel de Projetos, iniciativa da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação do IFBA (PRPGI) em conjunto com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). 

O estudante também fez parte da equipe do LISD (Livre Inclusão Social-Digital), iniciativa do analista de tecnologia da informação do Campus Jacobina, Ivo Chaves, em parceria com professores e estudantes, dos quais Laiane Silva, licencianda do 7º semestre, é exemplo. 

Em 2018, o curso foi executado na instituição Elohim (bairro Jacobina III) e Casa de Rebeca (Bananeira), beneficiando crianças e pais, além de jovens e idosos. “Em janeiro e fevereiro deste ano concluiremos mais duas turmas na Elohim”, sinaliza Laiane. 

Concretizada desde 2015, através do Programa de Incentivo à Aprendizagem (Pina), a ação extensionista consiste na realização de curso de informática básica em instituições sociais da cidade, abarcando o uso de softwares livres, através das funcionalidades essenciais do sistema operacional, aplicativos de escritório (LibreOffice), jogos educacionais e uso da internet

Fruto de doação da Receita Federal e de outras instituições que os considerava obsoletos, os equipamentos utilizados nas formações e cedidos às entidades para fins educacionais (mais de 30, entre desktops e notebooks) foram recuperados através do auxílio dos discentes do curso integrado ao ensino médio de informática. Os licenciandos, por sua vez, ficam responsáveis pela parte pedagógica, ao lado dos técnicos e professores envolvidos.

“O projeto de extensão tem contribuído ricamente para a nossa formação acadêmica. Através da execução do curso, podemos perceber que a prática da docência vai muito além da técnica, e que nem tudo que vemos na teoria, em sala de aula, funciona na prática. A avaliação diagnóstica das turmas nos mostrou como proceder para que os objetivos propostos fossem alcançados. As pessoas são diferentes, têm seu tempo, problemas externos... Cabe ao professor um bom planejamento, bem como a intermediação do aprendizado de modo crítico e acessível”, descreveu a licencianda.

monitores e participantes em formação; projeção de slide ao fundo e computadores em frente a cada aluno

“Scratch Day: estimulando o pensamento computacional”

Outras ações também vêm envolvendo a comunidade acadêmica do Instituto e sociedade jacobinense. Desenvolvido pelas professoras Carina Machado e Valéria Gabriel da Cruz, contando com apoio dos discentes do curso técnico integrado de informática Bárbara Maia e Daniel Braz, bem como das licenciandas em computação Ângela de Souza e Jucimaria Santos, “Scratch Day” tem por objetivo estimular o pensamento computacional em crianças de 7 a 10 anos de idade, seus responsáveis e professores, por meio da ludicidade, utilizando tablets.

Iniciada em agosto do ano passado, a iniciativa abrangeu turmas do ensino fundamental da Escola Municipal Beatriz Guerreiro Moreira de Freitas (bairro Mundo Novo) e Almir Lopes de Souza (comunidade Pau Ferro). Após a etapa de elaboração do material didático necessário, encontros semanais de quatro horas/aula reuniram o grupo em torno da ferramenta, totalizando quatro meses de atividades, tanto no IFBA quanto nas referidas escolas.

facilitadora com quatro crianças em sala de aula manuseando os tablets

“O pensamento computacional engloba a habilidade de utilizar conceitos e técnicas da Ciência da Computação na resolução de problemas do cotidiano e nas mais diversas áreas do conhecimento, reforçando as habilidades cognitivas e sociais. Atualmente se compara ao letramento e à matemática”, comenta a docente Carina.

Projeto Éden: Jogo sério sobre variáveis e tipos de dados

Com esse título, o trabalho de conclusão de curso do aluno do 4º ano de informática Yure Pablo Oliveira deseja facilitar o ingresso dos estudantes de computação e afins, sobretudo quanto ao conteúdo inicial das disciplinas Lógica de Programação e Algoritmos.

Sob orientação da professora Carina Machado, o jogo digital educacional foi tema de artigo no XVII Simpósio Brasileiro de Jogos e Entretenimento Digital, que aconteceu de 29 de outubro a 1º de novembro de 2018, em Foz do Iguaçu/PR.

“É o primeiro jogo desse tipo desenvolvido no campus, então dá um orgulho danado começar apresentando no maior evento do ramo na América Latina”, disse o jovem.

Aspirante à graduação de Ciência da Computação, o formando compreende os jogos educacionais como um nicho de mercado promissor, além de auxiliar no aprendizado. Após o intercâmbio com profissionais no SBGames, ele já idealiza outro projeto, voltado para as aulas de física.

Yure ao lado de banner oficial do evento

Uso do Scratch na Introdução de Conceitos de Lógica de Programação: relato de experiência

Compartilhada em julho do ano passado no Workshop Educação em Informática, do XXXVIII Congresso da Sociedade Brasileira de Computação (CSBC), em Natal/RN, o estudo em questão conta com a expertise do professor Cristiano Marsena Nobre, além dos graduandos Anderson de Oliveira e Everton Dias.

profa. e licenciando sorrindo pra câmera com banner do evento ao fundo  

                                        profa. Carina no palco com projeção de slide ao fundo

Uma Abordagem Gamificada para o Ensino de Lógica de Programação: relato de experiência

Desenvolvido pela docente Carina, em 2017, juntamente com dois alunos do curso técnico integrado de informática (Fellipe Azevedo e José Elias de Jesus), o projeto foi fruto de trabalho de conclusão de curso.

“Observamos que os ingressantes das formações técnicas de informática possuem uma expectativa que não condiz com a realidade dos cursos. Em geral, os alunos entendem nosso curso como manutenção de microcomputadores. Entretanto, o objetivo do IFBA é a formação de profissionais desenvolvedores de software de apoio gerencial ou produtivo, o que requer grande habilidade algorítmica. A disciplina Lógica de Programação constitui a base de formação dos estudantes, requerendo deles uma nova forma de pensar e habilidades que, dificilmente, são desenvolvidas no ensino regular”, destaca Carina.

Além da apresentação de trabalhos científicos em congressos, a participação em eventos tecnológicos, como a Campus Party, faz parte da rotina acadêmica de professores e licenciandos. “O IFBA nos dá uma bagagem muito grande! Os professores nos incentivam a sermos pesquisadores”, assinala Laiane.

Edital SISU 2019

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