Você está aqui: Página Inicial > Campus Jacobina > Notas e Comunicados Campus Jacobina > Aula Inaugural de curso de extensão (Saberes Tradicionais) ocorre nesta quarta-feira, 18
conteúdo

Aula Inaugural de curso de extensão (Saberes Tradicionais) ocorre nesta quarta-feira, 18

por Verusa Pinho publicado: 16/03/2026 14h06, última modificação: 19/03/2026 09h24

A coordenação do curso de extensão Coco é reza, corpo é raiz: saberes ancestrais na formação docente informa aos cursistas matriculados que a Aula Inaugural ocorre nesta quarta-feira, às 18h, no auditório do campus.

Na ocasião, será apresentada a proposta político-pedagógica da formação, inserida na Escola Nacional Nego Bispo/Programa de Saberes Tradicionais, bem como a equipe responsável. Também será um momento de acolhimento dos(as) cursistas, com espaço para apresentação do grupo e compartilhamento de expectativas em relação à formação.  

Coordenado pela professora do IFBA Carla Côrte, mestra em história social, a iniciativa contará com a participação de outras mulheres da comunidade jacobinense: Aurivove Ferreira (multiartista), que atuará como mestra do saber e estará assessorada pela profa. dra. Cláudia Vasconcelos (Uneb); Jailza Gomes (estudante da Licenciatura em Computação do IFBA) e Milena Carvalho (comunicóloga e educadora popular), ambas como assistentes da coordenação.

Sobre a Turma

Foram ofertadas 25 vagas professoras/es da Educação Básica das redes pública municipal e estadual, além de estudantes de licenciatura, com prioridade para mulheres negras, quilombolas, indígenas e sertanejas. 

  • Os/as cursistas serão contemplados/as com três parcelas de uma bolsa no valor de R$ 200 (duzentos reais), totalizando R$ 600 (seiscentos reais);
  • A formação será híbrida e inclui certificação, consistindo em 60 horas-aula, sendo 50% de forma presencial e 50% remotamente, por meio do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA).

 

"Ao dançar e cantar, produz-se conexão com a sua própria história e existência, rompendo com os séculos de silenciamento e dominação que incidiram sobre os corpos femininos, em especial os corpos negros e indígenas, historicamente controlados pela ciência, pela religião e pelo Estado. Entendemos a música e a dança como dispositivos pedagógicos e formativos, capazes de promover o autoconhecimento, o fortalecimento das identidades e a valorização dos saberes tradicionais. Por meio dos gestos, das batidas e dos cantos do coco, nosso curso convida à vivência de uma pedagogia do corpo, da voz e da ancestralidade, reconhecendo nas artes e nos ofícios tradicionais caminhos para a construção de novas formas de aprender, ensinar e existir. Será um reencontro com os saberes corporais, compreendidos como território de memória, cura e resistência", destaca trecho do projeto.