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Campi ampliam ações de atendimento à comunidade acadêmica e à sociedade por conta da Covid-19

publicado: 07/05/2020 11h57, última modificação: 07/05/2020 11h57

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) tem desenvolvido uma série de ações destinadas à prevenção e ao enfrentamento da Covid-19, através dos comitês locais dos campi e de iniciativas individuais de servidoras e servidores, que vão desde a divulgação de orientações nas redes sociais e a realização de lives sobre temas importantes ao contexto da pandemia, até ao atendimento das necessidades mais urgentes da comunidade acadêmica e da sociedade, nesse momento atípico. 

Nas unidades de Camaçari e Lauro de Freitas, por exemplo, tem sido ofertado atendimento psicológico ao corpo estudantil, a fim de minimizar os impactos causados pelo isolamento social. Para a neuropsicóloga do campus Lauro, Gilsie Miranda, que atua há 12 anos na unidade, “nesse momento, uma série de fatores se combinam para potencializar o aumento da ansiedade. A angústia de não saber o que está por vir e a insegurança de não ter controle sobre sua realidade são alguns deles. Quando as aulas irão retornar? A fonte de renda da casa vai se manter? Será que meus familiares vão adoecer? O confronto indesejado com a ideia da própria mortalidade é outra questão”, pontua.

Card Lauro atendimento psicológico1.pngGilsie ressalta que esses fatores geram um desconforto psíquico e as pessoas acabam entrando em um estado de negação para evitar o sofrimento. “Esse mecanismo de defesa inconsciente diminui a ansiedade aparente, mas coloca a pessoa num risco muito maior no momento, pois ela não irá se proteger de forma adequada. Mesmo em confinamentos de poucos meses é muito comum que haja ansiedade, irritabilidade, hostilidade, depressão, dentre outros. Entretanto, isso pode ser identificado, mitigado e até prevenido com algumas ações simples e essenciais. Por isso, é muito importante que as pessoas que se perceberem sofrendo com o distanciamento social procurem ajuda de um profissional da psicologia”, alerta a psicóloga, que criou um perfil no Instagram (@mergulharemsimesmo) para divulgar mensagens sobre saúde mental e dicas de como lidar com a situação da pandemia para estudantes e colegas servidores. Estes tem contado, informalmente, com o apoio da profissional, a partir de momentos de escuta. 

Ainda segundo Gilsie, a demanda por atendimento aos estudantes está abaixo do esperado, o que de acordo com a psicóloga, pode ter relação com a falta de acesso à internet de uma parcela do corpo estudantil. A situação de vulnerabilidade social dos estudantes, que não permite o acesso à internet e a outras condições, tem sido acompanhada de perto em unidades como o campus Camaçari, onde servidores se reuniram para uma ação solidária em prol dos jovens. Outras unidades também tem se mobilizado para prestar assistência a esses estudantes e suas famílias.

Em Euclides da Cunha, a equipe de servidores tem buscado prestar o acompanhamento pedagógico, na medida do possível, atentando-se às questões que envolvem a vulnerabilidade social, como relata o pedagogo e coordenador pedagógico e de atenção ao estudante, Wandson Costa. “Os estudantes que possuem acesso à internet podem agendar atendimento para organizar seus estudos ou buscar orientações pedagógicas também para temas relacionados à realidade do cotidiano com a Covid-19. O grande problema é que justamente os estudantes com menos recursos comunicacionais ou em situação de vulnerabilidade sócio-econômica, não têm condições de acessar os serviços pela plataforma digital. Outra dificuldade tem sido encontrar sala em horário disponível para o estudante, já que o campus conta com apenas 20 salas via RNP Conferência e o atendimento via Microsoft Teams exige o pré-cadastro institucional do estudante. Mesmo assim, a ferramenta tem ampliado as possibilidades de atendimento em termos de horário, capacidade de registro e alcance”, pontua. O campus concretizou, no último dia 30, a cessão, através de cooperação técnica, de uma assistente social que está no campus Lauro de Freitas, para conduzir a seleção do auxílio emergencial destinado aos estudantes. Doações de máscaras e kits de alimentação também estão sendo planejadas pela unidade.

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Reunião do Comitê Local do campus Juazeiro

A corrente solidária também se fez presente em Juazeiro, com o projeto “Economia e Cidadania em tempos de pandemia”, que teve forte adesão da comunidade que se uniu para prestar orientações para a realização do cadastro que permite o recebimento do auxilio emergencial do Governo Federal. Além disso, fez doações de alimentos para entidades filantrópicas da cidade e realizou um concurso cultural para incentivar a produção artística dos estudantes. O próximo projeto do campus é desenvolver uma espécie de rede que conectará estudantes e a comunidade a diversos materiais de estudo, dicas, entrevistas e outros assuntos: o “Conexão IFBA, diagnóstico e aprendizagem”.

Somando às iniciativas, uma parceria com a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) para a produção de álcool 70% está sendo estudada. Essa é uma possibilidade também para o campus Vitória da Conquista, que até o momento concentrou suas ações na estrutura física da unidade, a partir do estudo e adequações, inclusive para instalação de novos lavatórios e dispensadores de álcool em gel nos locais de maior circulação do campus. A unidade também produziu protetores faciais para os profissionais de saúde e realizou o levantamento de servidores e estudantes com identificação de comorbidades.

Os campi Irecê e Feira de Santana e o Polo de Inovação Salvador (PIS) também foram responsáveis pela produção de protetores faciais, com impressoras 3D, atendendo, inclusive, profissionais de saúde de regiões vizinhas. Só o campus Feira de Santana contabilizou até o dia 23 de abril, a entrega de mais de 6 mil protetores em toda a Bahia, através do projeto CoronaVidas.net, que a unidade integra. Atualmente, atua como um ponto de coleta para que 30 municípios possam retirar os materiais, através da atuação de 120 voluntários e, complementando o rol de iniciativas, a produção de ventiladores mecânicos tem sido objeto de estudo. “Como professores pesquisadores do IFBA, estamos nos relacionando de forma voluntária com vários projetos de produção de ventiladores mecânicos, apoiando, desde o levantamento para insumos, legislação, relacionamento com governantes na esfera legislativa e executiva e na construção de documento que possa contribuir com a criação de leis que facilitem a produção de ventiladores.  Inicialmente, o CoronaVidas.net na esfera dos professores do campus tem atuando como uma instituição de educação que está conectando as partes envolvidas, desde pesquisadores, engenheiros, políticos das mais variadas esferas, órgãos regulamentadores, entre outros”, afirma o professor e um dos envolvidos nas ações, Fábio Barreto.  

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por Helen Sampaio - Comunicação Reitoria

https://portal.ifba.edu.br/noticias/2020/campi-ampliam-acoes-de-atendimento-a-comunidade-academica-e-a-sociedade-por-conta-da-covid-19

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