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Portal Geledés


Por: Mariana Vieira

O Brasil é um país cuja história envolve diversos processos que, hodiernamente, estabeleceram uma sociedade repleta de preconceitos. Vivemos em um país racista e sexista, e estes ainda não correspondem a todos os tipos de discriminação aos quais estamos expostos. Em combate a tais preceitos, surge no dia 30 de abril de 1988 o Geledés Instituto da Mulher Negra, que tem como principal missão institucional a defesa das questões de gênero, raça e qualquer outra forma de intolerância que se opuser ao exercício da plena cidadania.

O Portal Geledés, que é o endereço eletrônico utilizado para o compartilhamento de notícias e espaço de debates acerca das pautas fundamentais do instituto, possui uma interface que garante ao leitor um fácil acesso aos materiais disponibilizados, visto que o site tem como ponto forte o excelente trabalho da composição visual, chamando a atenção do usuário tanto pelo uso frequente das imagens quanto pelas manchetes bem redigidas.

A forma de organização de todo o conteúdo no site também deve ser destacada: o uso de categorias é de fundamental importância para a otimização do alcance no portal. Assim, podemos buscar notícias de temas específicos utilizando tanto a ferramenta de pesquisa quanto analisando os tópicos existentes no topo da página, que possuem também subdivisões contendo assuntos variados.

Além de retratar o racismo e as questões de gênero como pauta principal, o portal apresenta também um viés educativo, trazendo em suas postagens relatos de participações em eventos como debates e palestras, divulgações de cursos, matérias sobre representatividade e heranças culturais africanas, entre outros. Isso ajuda a fortalecer a ideia de que a comunidade negra possui uma história que vai para além de processos escravocratas e violentos e que notícias referentes a essa comunidade não se limitam apenas às maiores porcentagens de crimes ou outros dados discriminatórios.

Justamente por estarmos inseridos numa sociedade como a brasileira, se faz necessária a existência de instituições como a Geledés, principalmente pelo fato da mesma ser administrada e presidida por mulheres negras. Num país em que ser mulher e negra significa ser a base da pirâmide social e, portanto, ser alvo dos mais diversos tipos de violência e discriminações, fundar espaços como o Portal Geledés, que põe as necessidades e as problemáticas dessas mulheres à frente de debates e como foco das matérias e artigos publicados, se caracteriza sim como um ato de resistência ao sistema vigente.