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Violência de gênero: artigo de docentes do IFBA Eunápolis foi publicado na Revista Brazilian Journal of Development

Notas e comunicados no período eleitoral Eunápolis

publicado: 24/07/2020 13h31, última modificação: 24/07/2020 13h31

A pesquisa desenvolvida por docentes do IFBA Eunápolis investigando o perfil sócio-demográfico das mulheres vítimas da violência de gênero na cidade de Eunápolis foi publicada na Revista Brazilian Journal of Development (ISSN 2525-8761). O trabalho foi realizado pelos professores Flaviane Ribeiro Nascimento, Ivanildo Antônio dos Santos e Lívia Maria Dodds de Melo e pelo então estudante de Licenciatura em Matemática do campus, Marcos Ferreira Santos.

Equipe autora do artigo: 

                    

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Flaviane Ribeiro Nascimento
       
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Ivanildo Antônio dos Santos
     
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Lívia Maria Dodds de Melo
   
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Marcos Ferreira Santos

Os frequentes registros de violência de gênero na cidade desencadearam a inquietação que motivou o início da pesquisa. Com dados do Mapa da Violência no Biênio 2012 – 2014, onde considerando os municípios com mais de 26 mil mulheres, Eunápolis estava em 57º lugar em taxa de homicídios femininos no Brasil, os estudos do grupo começaram “Buscamos, com essa pesquisa, traçar um perfil sócio-econômico-psicológico de mulheres vítimas de violência a partir dos dados constantes dos boletins de ocorrência de queixa-crime ou casos de flagrante delito da Delegacia de Polícia Civil de Eunápolis entre os anos de 2012 a 2014. Foram analisadas mais de 500 fichas a partir das quais foram gerados gráficos e traçado o perfil das vítimas de violência”.

No artigo publicado na Revista Brazilian Journal of Development, intitulado “Mulheres vítimas de violência de gênero: Perfil sócio-demográfico (Eunápolis-BA)” os autores puderam perceber um recorte do grupo de mulheres que mais registraram queixas da violência de gênero naquele período, eles explicam “Os dados levantados apontaram que foram vítimas de violência as mulheres jovens e adultas, com idades de 18 a 37 anos, negras, que possuem ensino médio completo, na sua maioria são solteiras, mas vivendo em relações afetivas consensuais e tendo como agressores seus companheiros. Estas mulheres possuem remuneração financeira, tornando-as financeiramente independentes, o que nos fez suspeitar que o fato de terem um emprego pode ser um dos prováveis fatores que as levaram à denúncia da violência – ressalta-se que analisamos apenas os casos que chegaram à Delegacia -, já que supõe-se que a dependência financeira, em geral, dificulta que estas mulheres denunciem o ato de agressão”

A temática da violência de gênero, além de essencial, está ganhando mais espaço e, o desenvolvimento de estudos e abordagens sérias do assunto são essenciais para avanços nesse campo, como destacou o grupo “Para o contexto local, acreditamos que esse estudo aponta a importância da implantação da DEAM (Delegacia Especializada em Atendimento as Mulheres), que conta com uma equipe treinada para receber as denúncias e auxiliar as mulheres em situação de vulnerabilidade a superarem a situação de violência e o município de Eunápolis ainda não dispõe desta delegacia. Apesar desses índices alarmantes de violência, podemos citar como um avanço para a superação da situação de violência as muitas discussões e implementação de políticas públicas para a superação da violência de gênero, visando garantir às mulheres a condição necessária não só para superar a violência, mas para as encorajarem a denunciarem as agressões sofridas e lutarem por equidade nos diversos âmbitos da sociedade (econômico, político, etc.)”.

O trabalho dos pesquisadores abordando a violência de gênero em Eunápolis já foi apresentado em eventos científicos e publicado por meio de artigos em revistas científicas e ele terá continuidade também como parte de um papel de responsabilidade social, como eles explicaram aqui “Entendemos que devemos continuar debatendo essa questão com vistas à (in)formação da população com relação à violência de gênero e seu enfrentamento, mas também porque acreditamos que pesquisas como a nossa podem contribuir com o processo de criação e avaliação de políticas públicas e equipamentos públicos destinados às mulheres no processo de enfrentamento da violência de gênero”, finalizaram.


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