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IFBA Eunápolis faz abertura do III Seminário de De (s) colonialidades

Notas e comunicados no período eleitoral Eunápolis

publicado: 13/11/2019 09h23, última modificação: 13/11/2019 09h23

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Mística de abertura da comunidade Indígena Aldeia Velha

 

"Ancestralidade, Educação e Resistência" foi a temática escolhida para a realização do Aya: III Seminário de De (s) colonialidades. O evento começou na manhã da terça-feira (12/11) no IFBA Eunápolis com o I Colóquio de Estudo em Pensamento De(s)colonial e a Mística de abertura da comunidade Indígena Aldeia Velha.

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I Colóquio de Estudo em Pensamento De(s)colonial
O seminário deste ano busca debater a conjuntura atual e foi construído com a colaboração de intelectuais, artistas, ativistas e estudantes que participaram das atividades realizadas ao longo do ano pelo Grupo de Pesquisa Baobá: Grupo de Estudos em Ancestralidade e Pensamento De(s)Colonial, como explicou a professora Flaviane Nascimento “Nós tivemos a presença de muitos intelectuais, artistas e ativistas indígenas, sobretudo os indígenas de aldeias da região, então o que a gente pensou para o seminário desse ano passava exatamente por pensar na nossa conjuntura atual e aí a começamos a discutir com eles e convidá-los e convidá-las para compor conosco a comissão organizadora, então a comissão organizadora desse ano é composta por professores do IFBA Eunápolis, IFBA Porto Seguro e membros e lideranças intelectuais ativistas da Aldeia Velha, da Reserva da Jaqueira, da Aldeia de Coroa Vermelha”.

O envolvimento e protagonismo dos estudantes também é uma das marcas da iniciativa. Os trabalhos dos discentes do

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Apresentação de Banners
campus Eunápolis estão sendo expostos no I Colóquio de Estudo em Pensamento De(s)colonial e na apresentação de Banners. Caso do estudo “Cultura Indígena: valorização e resistência”, que tem como base textos de Sônia Guajajara e foi desenvolvido por Thiago Clóvis, Evelin Matos, Daniele Fradas, Bruno Maia e Ezequiel Mota, estudantes do segundo ano do curso técnico integrado em informática e orientados pelos docentes Lincoln Junior e Flaviane Nascimento “ A ideia principal da tese da Sônia é justamente dar voz aos indígenas, mostrando a valorização dessa cultura e identidade cultural, mostrando a importância dos indígenas na formação da nossa identidade enquanto cultura nativa porque todos nós brasileiros temos a cultura indígena como cultura nativa, ela vai falar que é muito importante seguirmos na luta de resistência”, informou Thiago Clóvis.

Esse envolvimento dos alunos é ressaltado como fundamental no processo de formação de toda a comunidade acadêmica “ Nosso objetivo primordial é uma formação contínua e isso passa também por uma concepção de escola, de instituição e de currículo de todos os professores e professoras que compõem esse grupo de pesquisa, para a gente pensar a escola, pensar a educação, pensar o currículo é pensar necessariamente dentro da perspectiva de uma escola antirracista, de uma escola popular que acolha os saberes para além dos saberes europeus, eurocêntricos. O Aya é uma culminância de um processo formativo realizado ao longo do ano junto com os estudantes, então nós temos estudantes apresentando banners, estudantes apresentando nos colóquios, estudantes na comissão organizadora, esse evento é composto, concebido e realizado por estudantes, desde o processo formativo gradual até a culminância agora no seminário, que é um momento de louvação desse processo que a gente desenvolve ao longo do ano”, finalizou Flaviane Nascimento.


O III Seminário de De (s) colonialidades segue até a quinta-feira, 14 de novembro, a programação completa pode ser vista aqui.