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Orientações pedagógicas à professores

por Daniela Gonçalves da Silveira Freitas publicado 03/07/2018 12h59, última modificação 03/07/2018 12h59

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia – IFBA

 

O PROFESSOR NUMA ESCOLA INCLUSIVA DEVE BUSCAR

 

  1. Consciência e compromisso com sua escolha profissional;

  2. Ampliação da visão acerca de processos excludentes na sociedade e na escola;

  3. Identificação de preconceitos sociais cristalizados no cotidiano e nos próprios discursos;

  4. Embasamento teórico e flexibilidade para fazer adaptações da teoria à prática;

  5. Capacidade intuitiva de buscar dentro de si soluções para resolver questões do cotidiano;

  6. Credibilidade do potencial de desenvolvimento específico de cada educando;

  7. Conhecimento dos alunos, identificando habilidades prévias, interesse, motivações e limitações;

  8. Autorreflexão acerca do relacionamento com os alunos e sobre as práticas pedagógicas;

  9. Reformulação contínua tanto das concepções teóricas, quanto do planejamento, buscar contemplar a singularidade de cada aluno;

  10. Percepção das aquisições apresentadas pelo aluno, ou seja, das transformações ocorridas em determinado período;

  11. Valorização de cada passo avançado, pois cada passo é uma vitória para ambos;

  12. Avaliação estruturada a partir do percurso individual, buscando sempre estabelecer novas metas que possam ser alcançadas pelos alunos;

 

Abreviações:

NEE: Necessidade Educacional Específica;

SRM: Sala de Recursos Multifuncional;

DI: Deficit Intelectual;

TDAH: Transtorno de Atenção e Hiperatividade.

 

A Deficiência Intelectual caracteriza-se por um funcionamento intelectual inferior à média, associando a limitações adaptativas em, pelo menos, duas áreas de habilidades (comunicação, autocuidado, vida no lar, adaptação social, saúde e segurança, uso de recursos da comunidade, determinação, funções acadêmicas, lazer e trabalho), que ocorrem antes dos 18 anos de idade. No dia a dia, isso significa que a pessoa com Deficiência Intelectual tem dificuldade para aprender, entender e realizar atividades comuns para as outras pessoas. Muitas vezes, essa pessoa se comporta como se tivesse menos idade do que realmente tem.

Assim, ao propor um projeto de inclusão de alunos com Deficit Intelectual é necessário:

 

  1. Oferecer um ambiente emocionalmente acolhedor, valorizando as iniciativas dos alunos, propondo a participação dos mesmos nas atividades em grupo. Proporcionando desta forma companheirismo, aceitação e amizade entre todos na sala favorecendo o desenvolvimento de autoestima e o potencial de cada aluno, no respeito as suas diferenças;

  2. Posicionar o aluno de forma que possa obter a atenção do professor;

  3. Procurar identificar as reais potencialidades específicas dos alunos propondo atividades que não estejam nem além nem aquém das reais condições do educando;

  4. Mesmo conhecendo as necessidades específicas de cada aluno é preciso fazer compreender que a ordem, o limite e a disciplina são as mesmas para todos os alunos;

  5. Os alunos devem ser incluídos nas atividades escolares ao máximo saindo para a SRM nos horários pré estabelecidos pelo setor, horários estes que serão previamente informados aos professores. Compreendendo, que nem todos os alunos conseguem, devido aos seus comprometimentos permanecer um turno integral em sala de aula;

  6. Na medida do possível oferecer, para o aluno e toda a turma, tarefas diferenciadas. Os trabalhos em grupo e a possibilidade do aluno escolher atividades nas quais quer participar são elementos que despertam o interesse e a motivação. É preciso ter em vista que cada aluno aprende no seu tempo e que as estratégias deverão respeitar a individualidade e a especifidades de cada um, assim daremos oportunidade para que as múltiplas formas de inteligência se manifestem na sala de aula;

  7. A aprendizagem colaborativa deve estar presente em todas as situações de sala de aula. Como é difícil para o professor alcançar todos os alunos numa sala regular, os próprios colegas podem e devem fazer essa mediação na construção do conhecimento. O colega pode ser ledor para um colega cego ou disléxico, pode ser escriba para colegas não alfabetizados, etc. Coletivamente, um vai se tornando responsável pela aprendizagem do outro, possibilitando um ambiente solidário;

  8. Optar por, sempre que possível, dar aulas com materiais audiovisuais, computadores, vídeos, DVD e outros materiais diferenciados como revistas, jornais, livros, etc. A diversidade de materiais pedagógicos aumenta consideravelmente o interesse do aluno nas aulas e, portanto, melhora a atenção sustentada. Estimular a atenção do aluno para as atividades escolares através da utilização dos mais diversos recursos: cartazes, músicas, imagens, ilustrações;

  9. Permitir como respostas de aprendizado outras formas de avaliação como apresentações orais, trabalhos manuais, tarefas que desenvolvam a criatividade do aluno, etc.;

  10. Antecipar os conteúdos e atividades para a sala multifuncional em tempo hábil para as devidas ampliações e/ou adaptações.

 

Orientações/Descrições específicas: