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Professora de Feira de Santana realiza intervenções artísticas na Espanha

publicado: 29/01/2016 12h03 última modificação: 29/01/2016 12h07

Por Luize Meirelles

A professora de artes do campus Feira de Santana, Maristela Ribeiro, já avançou desde sua última intervenção artística “Casas do Sertão”, no distrito de Morrinho, Zona Rural de Feira de Santana, na Bahia.

Sua intervenção mais recente foi iniciada no último dia 20 de janeiro, no bairro do Cabanyal, um Conjunto Histórico da cidade de Valencia na Espanha, localizado nas margens do Mar Mediterrâneo, declarado Bem de Interesse Cultural em 1993. Seu objetivo é refletir sobre os modos de construção de imagens e buscar diferentes maneiras de falar sobre um determinado lugar, sua cultura, seu entorno e sua história, através de imagens que se deslocaram dos seus contextos originais.

Essa atividade é resultado do doutorado sanduíche que está realizando na Facultad de Bellas Artes da Universitad Politècnica de Valencia, na Espanha. De acordo com Maristela, a série de trabalhos desenvolvidos, a exemplo de “Casas do Sertão”, mostra que a imagem resultante vai além da fotografia, já que ela surge permeada de sinais ou signos do próprio lugar da intervenção.

“Com meus últimos trabalhos venho construindo composições de poder evocador, que se aproximam das metáforas, dos diálogos, dos poemas, criados segundo o lugar e as suas questões. Sinto interesse em trazer inquietações entre a linguagem e a imagem, tentando causar estranheza, mudança na percepção, impressões de ausências ou presenças inesperadas”, explica.

Entre suas ações mais atuais também estão a participação no II Festival de Benimaclet em Valencia, na Espanha (outubro); e a apresentação de “Casas do Sertão” no programa Talk on Photography (Conversa sobre fotografia), em Amsterdam, na Holanda (agosto).

No seu retorno ao Brasil, que está previsto para os meses de fevereiro e março deste ano, pretende trazer contribuições para a sala de aula. “Acho que a grande contribuição que poderei dar a partir dessa experiência aos meus alunos diz respeito à significativa ampliação de consciência. Isso certamente vai reverberar nas minhas áreas de pesquisa, de ensino e de extensão”, afirma. 

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