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Semana da Consciência Indígena em Irecê

publicado: 16/08/2016 10h59 última modificação: 16/08/2016 10h59

Por Jamile Teixeira

Rituais de batismo e morte presentes nas culturas de povos indígenas foram representados por estudantes na abertura dos dois dias de evento que marcaram a realização da “I Semana da Consciência Indígena” , realizada nos dias 11 e12 de agosto no campus Irecê.

Educação e Literatura Indígenas foram os temas da mesa de discussões da quinta-feira (11), enquanto que Movimentos e História Indígenas foram discutidos na sexta-feira (12). O evento contou com a mesa de discussões formada pelo historiador e professor Edson Machado de Brito (Campus Porto Seguro), pelo professor Ivan Belo (Campus Irecê) e pelo professor Victor Rafael (Campus Irecê).

Ivan Belo aponta que um dos objetivos da I Semana da Consciência Indígena é fazer com que “o público se familiarize com elementos das diversas culturas indígenas do nosso país, bem como compreenda o contexto político e social em que os povos indígenas se encontram atualmente na sociedade brasileira”.

Com criatividade, estudantes produziram salas com temas sobre movimentos políticos, lendas, influência da colonização nos hábitos culinários dos povos, rituais e mitologia, ervas medicinais, jogos, preconceito e racismo, pinturas corporais, genocídio e etnocídio, índio e política, povos indígenas antes e depois da colonização: história e representação e o índio na mídia brasileira.

Edson de Brito considera “que um evento desse tipo para um público, principalmente, de ensino médio é fundamental quando pensamos que existe uma exigência legal que fala da obrigatoriedade do ensino de ‘História e Cultura Afro-brasileira e Indígena nas escolas’. O campus Irecê está cumprindo o papel com qualidade. Os debates estão excelentes, os alunos e corpo docente estão muito envolvidos”, afirma.

Edson ainda diz que “é fundamental que as instituições assumam esse compromisso porque tem a ver com cidadania e com a questão de direitos humanos. Respeitar a diversidade, seja ela indígena ou de qualquer outro formato, é muito importante, pois, somos todos seres humanos”, conclui o professor.