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Evento no campus Salvador discute educação inclusiva e traz primeiro livre-docente cego do Brasil

publicado: 17/10/2016 16h41 última modificação: 17/10/2016 16h41

Por Andréa Costa

Na próxima terça-feira, dia 18, no campus Salvador, do Instituto Federal da Bahia, acontece o evento “Ciência e tecnologia para todos: educação inclusiva no ensino das ciências”. A atividade integra a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e traz como convidado o primeiro livre-docente cego do Brasil, Eder Camargo.

Realizado por meio do projeto Estação Ciência, no âmbito do Grupo de Pesquisa em Educação Profissional, Científica e Tecnológica (GPET), o evento tem como objetivo apresentar um panorama sobre o ensino de ciências para estudantes com necessidades educacionais específicas, particularmente estudantes com deficiência visual.

Dentro da programação, das 9h às 12h20, no auditório I do campus, ocorre palestra com o mesmo título do evento, que pretende apresentar metodologias universais possíveis de se utilizar no ensino de ciências, bem como debater as dificuldades encontradas pelos docentes para realizar a inclusão educacional na sala de aula.

Além da palestra, o evento conta também com a oficina “O ensino de física para deficientes visuais”, que acontece no auditório de física, das 16h às 18h40, sendo ministrada pelo professor Eder Camargo, com a ajuda dos pesquisadores do GPET.

Estação Ciência
O projeto Estação Ciência tem por objetivo a realização de atividades de divulgação, educação e desenvolvimento de produtos sobre a temática da luz, para o público infantil de 7 a 10 anos, composto por deficientes visuais e videntes, em comemoração ao Ano Internacional da Luz, celebrado em 2015. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail estaccaociencia@gmail.com.

Eder Camargo
Aos 9 anos de idade, Eder Pires de Camargo foi diagnosticado com retinose pigmentar e doença de Stargardt, que progressivamente ocasionou a perda total de sua visão. Este ano, conquistou o título de ser o primeiro deficiente visual no Brasil com livre-docência. Ele tem pós-doutorado e dá aulas na graduação e pós-graduação da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Bauru e em Ilha Solteira. O professor pesquisa formas não visuais de ajudar no ensino da física e já escreveu cinco livros a respeito da educação inclusiva de conteúdos da matéria.

 

Comunicação - Campus Salvador 

 

 

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