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Alunos estão na fase final do Parlamento Jovem Brasileiro

publicado: 01/08/2016 07h46 última modificação: 01/08/2016 07h46

Por Luize Meirelles

No próximo dia 19 de agosto, será divulgado o resultado final do programa Parlamento Jovem Brasileiro (PJB), em que dois alunos do IFBA estão participando. Eles já foram pré-selecionados nas inscrições pelas Secretarias de Educação dos Estados.

O programa tem o objetivo de possibilitar que os estudantes do ensino médio vivenciem a atuação dos deputados federais com a elaboração de projetos de leis e o debate na Câmara dos Deputados. 

Estão concorrendo o aluno do curso técnico em tecnologia da informação do campus Camaçari, Rafael Bomfim Souza, e a aluna do curso técnico em automação do campus Salvador, Nicole Karen Moura de Jesus.

Rafael, sob a orientação da professora Taíse Chates, propôs um Projeto de Lei que altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, conhecida como Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), ao incluir disciplinas que tratem de história e cultura indígenas, africanas e afro-brasileiras no currículo da educação superior das licenciaturas e criar o Programa de Formação Docente sobre Histórias e Culturas Indígenas, Africanas e Afro-Brasileiras (Profciab).

O estudante conta que decidiu participar para ter mais experiência social e conhecer a rotina do legislativo no país. “Pretendo usar esse conhecimento para agregar experiência política e social e para ampliar a minha visão critica enquanto cidadão”, explica.

A aluna Nicole decidiu participar por identificar uma oportunidade de expressar problemas da sua comunidade, de se engajar e estudar sobre política, e para incentivar mais estudantes a entrarem nesse e em outros programas.

Seu projeto, orientado pelos professores Andrea Cássia Bitencourt, Justino Medeiros e Manuela Nascimento, tem o objetivo de promover a educação inclusiva através do Programa de Inclusão Científica dos Alunos Surdos. A ideia surgiu com a convivência, no primeiro ano do curso técnico integrado no IFBA, com colegas surdos. Nicole percebeu que havia mais dificuldade de apreensão do conteúdo nas aulas técnicas, por serem predominantemente teóricas e os intérpretes não dominarem os conceitos técnicos. Ela explica que as aulas práticas favorecem o aprendizado, pois a criação de sinais facilita a apropriação de conceitos.

“A partir disto, percebi que a ciência é a ferramenta mais adequada para promover a integração e a inclusão dos meus colegas, e que, dentre as ciências, a robótica educacional surgia como a mais adequada, uma vez que a mesma é uma ciência multidisciplinar e que permite a visualização de conceitos na prática. Porém, através de pesquisas percebi que o campo de desenvolvimento da robótica educacional para Portadores de Necessidades Educativas Especiais ainda era escasso, tornando-se necessária a criação de um programa que visasse à participação dos surdos na comunidade científica do país”, destaca Nicole.